Jornal russo avança nome do espião que Estados Unidos terão extraído da Rússia

Heikki Saukkomaa / Lehtikuva Handout / EPA

O Presidente dos EUA, Donald Trump, e o seu homólogo russo, Vladimir Putin

O espião terá sido “resgatado” pelos norte-americanos, em 2017, quando temiam que a sua vida estivesse em perigo. Rússia diz que é tudo ficção.

O espião ao serviço dos Estados Unidos que poderá ter sido “resgatado” da Rússia pela CIA, por receios de que fosse descoberto pelos serviços secretos russos, chama-se Oleg Smolenkov.

Segundo o jornal russo Kommersant, Oleg Smolenkov trabalhou no Governo de Vladimir Putin ao serviço de Yury Ushakov, quando este era embaixador russo nos Estados Unidos.

O Diário de Notícias avança que o Kremlin já reagiu, através do porta-voz Dmitry Peskov, dizendo que é tudo ficção. Ainda assim, confirmou que Smolenkov já trabalhou para o Governo russo, mas acabou por ser despedido.

Depois de a CNN ter avançado que os Estados Unidos resgataram Smolenkov quando temiam que a sua segurança estivesse em risco, a imprensa russa adicionou novos dados a esta história: o Kommersant conta que o espião desapareceu, juntamente com a mulher e os três filhos, quando passava férias em Montenegro. Os russos investigaram e acabaram por descobrir que a família vivia nos Estados Unidos, perto de Washington.

Tanto Dmitry Peskov como Serguey Lavrov, ministro dos Negócios Estrangeiros russo, negam ter conhecimento de qualquer situação relacionada com espionagem. Aliás, Lavrov disse mesmo nunca ter ouvido falar no nome de Smolenkov enquanto o porta-voz do Kremlin reforçava que o russo trabalhou no Governo e que foi dispensado “há vários anos”.

A CIA também já desmentiu a informação, negando ter retirado qualquer espião da Rússia. O The New York Times avança que Smolenkov terá trabalhado para os norte-americanos durante muitos anos e que foi uma figura importante para que as autoridades de Washington concluíssem que a Rússia tinha, de facto, interferido nas últimas eleições presidenciais dos EUA.

Aliás, terá sido mesmo nessa a altura que a CIA temeu pela vida do espião. Smolenkov terá recusado ajuda e houve mesmo receio de que fosse um agente duplo. No entanto, em 2017, a recolocação do russo e da sua família nos Estados terá desfeito as dúvidas.

De acordo com o Diário de Notícias, a identidade do espião ou o novo local onde vive não foram confirmados por nenhuma autoridade nem foram revelados pela CNN.

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