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Covid-19. Hospitais da região de Lisboa pedem camas uns aos outros

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Giuseppe Lami / EPA

Os hospitais da região de Lisboa e Vale do Tejo continuam a bater à porta uns dos outros a pedir camas para internar doentes com covid-19.

Segundo a edição desta quinta-feira do jornal Público, os hospitais da região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT) continuam a bater à porta uns dos outros para conseguirem camas para internar doentes com covid-19, numa altura em que as suas taxas de ocupação atingem o limite.

Dois responsáveis hospitalares, que não se quiseram identificar, revelaram ao matutino que são feitos pedidos à Administração Regional de Saúde (ARSLVT) para que tente obter vagas em enfermarias e em unidades de cuidados intensivos noutras unidades de saúde, perdendo-se tempo neste processo.

Há meses que os responsáveis dizem estar a reclamar que a gestão de camas para doentes com covid-19 funcione de forma centralizada e em rede e lamentam que cada unidade de saúde continue a “ver-se obrigada a resolver o problema por si só”.

“Desde o início da pandemia que ando a dizer que é necessária uma coordenação operacional de meios e uma gestão em rede [das camas]. Os hospitais estão a dar o máximo, mas estão a funcionar cada um por si”, disse Alexandre Lourenço, presidente da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares.

De acordo com o responsável, o problema não se circunscreve a Lisboa e Vale do Tejo, ainda que nesta região a pressão seja maior.

Ainda assim, adianta o Público, o problema nesta região deverá ficar solucionado no próximo dia 14 de outubro, numa reunião marcada para discutir um “novo modelo de gestão de recursos”. O matutino perguntou à ARSLVT e ao Ministério da Saúde por que motivo ainda não foi possível operacionalizar uma gestão em rede, mas não obteve respostas.

Esta quarta-feira, a ministra da Saúde, Marta Temido, adiantou que a taxa de ocupação de doentes covid-19 nos cuidados intensivos de hospitais em LVT era de 74% (66 pacientes para 89 camas disponíveis) e nas enfermarias ultrapassava os 65% (351 pacientes internados para uma lotação de 539 camas).

  ZAP //

3 Comments

  1. E por aqui há uns tolos como o Eu! e outros patetas idênticos que acham que estamos a realizar futurologia quando referimos que na ausência de medidas mais apertadas a coisa poderá evoluir para o entupimento do SNS. Neste momento já há pelo menos um hospital na região de Lisboa próximo da ocupação máxima. E o Inverno ainda nem começou. Cuidem-se e tenham juízo.

  2. Lisboa em perigo com o COVID-19?…
    É fácil resolver o problema.
    SUGESTÕES:
    – façam mais jogos no Galinheiro da Luz e na WC Sporting para provas europeias.
    – deixem o tal Galinheiro encher todos os jogos com 60 mil pessoas.
    – o mesmo com o WC de Alvalade.
    – continuem a não obrigar a capital e arredores a usar OBRIGATORIAMENTE máscaras na rua!

    E as autoridades verão a pandemia diminuir, quando a mortandade atingir os 95 por cento!

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