“Homem-aranha” francês escalou um arranha-céu em Hong Kong para pedir paz

(h) South China Morning Post / EPA

O “homem-aranha” francês Alain Robert escalou esta sexta-feira um edifício de 68 andares em Hong Kong para deixar uma “bandeira da paz”, quando o território enfrenta a pior crise política das últimas décadas.

O francês trepou ao Cheung Kong Center, no distrito financeiro da cidade, e desenrolou uma faixa na qual se viam as bandeiras da China e de Hong Kong, juntas, bem como um aperto de mão.

Antes de começar a escalar o prédio, Alain Robert, de 57 anos, divulgou um comunicado no qual indicou que esta ação era “uma chamada urgente para o diálogo entre os hong-kongers e o Governo”. “Talvez o que eu esteja a fazer possa diminuir a temperatura e originar sorrisos, pelo menos é o que espero”, disse o especialista em escalada.

Os protestos na região administrativa especial chinesa, que duram há mais de dois meses, têm sido marcados por violentos confrontos entre manifestantes e polícia.

A questão da brutalidade policial em Hong Kong começou após os protestos de 12 de junho, na sequência de uma intervenção das forças de segurança que usaram pela primeira vez gás lacrimogéneo e balas de borracha, uma prática que, entretanto, se vulgarizou.

Na terça-feira, a chefe do Executivo de Hong Kong, Carrie Lam, disse à imprensa que “atividades ilegais em nome da liberdade” estão a prejudicar o Estado de Direito na região administrativa especial chinesa, e que a recuperação do centro financeiro asiático pode demorar muito tempo.

O governo chinês afirmou esta semana que há “sinais de terrorismo” nos protestos antigovernamentais em Hong Kong, agravando assim o tom sobre as manifestações.

Inicialmente, as autoridades chinesas optaram por censurar qualquer informação sobre os protestos, que decorrem há dez semanas, mas, nos últimos dias, optaram por caracterizá-los como tumultos violentos, perpetuados por mercenários pagos por forças externas.

Dezenas de voos foram cancelados esta semana em Hong Kong, depois do dias consecutivos de manifestações no aeroporto. Milhares de passageiros em terra.

Hong Kong vive um clima de contestação social desde a apresentação de uma proposta de alteração à lei da extradição, que permitiria ao Governo e aos tribunais a extradição de suspeitos de crimes para jurisdições sem acordos prévios, como é o caso da China continental.

A proposta foi, entretanto, suspensa, mas as manifestações pró-democracia generalizaram-se e denunciam agora uma “erosão das liberdades” no território semiautónomo chinês.

ZAP // Lusa

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