Hong Kong suspende polémica proposta de lei da extradição

Jerome Favre / EPA

A chefe do Governo de Hong Kong disse que suspendeu indefinidamente a proposta de lei de extradição que desencadeou protestos na última semana, admitindo que a decisão foi uma resposta à insatisfação pública com a medida.

A polémica proposta de lei, que permitiria que a chefe do executivo e os tribunais de Hong Kong processassem pedidos de extradição de suspeitos de crimes para jurisdições sem acordos prévios, como é o caso da China continental, levou centenas de milhares de pessoas à rua na última semana.

Em conferência de imprensa, Carrie Lam afirmou que o Governo decidiu suspender a proposta e que vai estudar e analisar melhor o assunto, mas recusando estabelecer um prazo para esse trabalho. “Não temos intenção de estabelecer um prazo”, indicou.

Carrei Lam reconheceu que a decisão de suspender a proposta de lei foi uma resposta à manifestação de insatisfação em relação ao projeto de diploma, segundo as agências de notícias internacionais

Os defensores da lei têm argumentado que, caso se mantenha a impossibilidade de extraditar suspeitos de crimes para países como a China, tal poderá transformar Hong Kong num “refúgio para criminosos internacionais”.

Os opositores dizem temer que Hong Kong fique à mercê do sistema judicial chinês como qualquer outra cidade da China continental e de uma justiça politizada que não garanta a salvaguarda dos direitos humanos.

A transferência de Hong Kong e Macau para a República Popular da China, em 1997 e 1999, respetivamente, decorreu sob o princípio ‘um país, dois sistemas’, precisamente o que os opositores às alterações da lei garantem estar agora em causa.

Para as duas regiões administrativas especiais da China foi acordado um período de 50 anos com elevado grau de autonomia, a nível executivo, legislativo e judiciário, sendo o Governo central chinês responsável pelas relações externas e defesa.

Organizações cívicas de Hong Kong afirmaram este sábado que vão continuar com os protestos até que a chefe do executivo retire definitivamente a sua proposta de lei de extradição, que tem gerado polémica.

A organização Civil Human Rights Front apelou aos cidadãos de Hong Kong para que acorram em massa no domingo ao protesto que já estava previsto.

 

ZAP // Lusa

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1 COMENTÁRIO

  1. o povo unido jamais sera vencido mesmo contra o todo poderoso estado marxista capitalista ditatorial tao do agrado dos costas desta vida e dos marcelos sampaios e outros ja morridos tao nefastos e vendidos. o povo de hong kong nao e o povo de lisboa e arredores que se deixou apalpar pela ditadura comunista chinesa e pela cumplicidade dos nossos queridos lideres

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