Guterres diz que Suu Kyi tem “última oportunidade” para deter ofensiva contra Rohingyas

UNHCR / Flickr

António Guterres

O secretário-geral da ONU disse, este domingo, que a líder de facto birmanesa, Aung San Suu Kyi, tem “a última oportunidade” de deter a ofensiva armada que obrigou milhares de ‘rohingyas’ a fugir da violência.

Numas declarações à BBC hoje divulgadas, António Guterres afirmou que, se a Nobel da Paz não atuar “a tragédia será absolutamente horrível”, depois de milhares de ‘rohingyas’ terem fugido para o Bangladesh para escapar à violência na Birmânia (Myanmar).

Segundo o secretário-geral da ONU, a líder de facto Aung San Suu Kyi tem a última oportunidade de deter a ofensiva durante um discurso que está previsto fazer ao país na terça-feira.

“Se não reverte a situação agora, creio que a tragédia será absolutamente horrível e desafortunadamente não vejo como isto possa modificar-se no futuro”, adiantou Guterres, defendendo que se deveria deixar os ‘rohingyas’ voltar para casa.

A ONU advertiu que a ofensiva armada pode ser considerada como uma limpeza étnica.

Esta semana, a Amnistia Internacional também divulgou imagens de satélite que mostram uma “campanha orquestrada” para incendiar as aldeias dos ‘rohingya’ a oeste de Myanmar.

A organização afirmou que estas imagens são provas claras de que as forças de segurança estão a tentar expulsar esta minoria muçulmana do país.

Os mais de 400 mil ‘rohingyas’ que chegaram ao Bangladesh a fugir da violência na Birmânia instalaram-se em campos improvisados ultra ocupados, enquanto as autoridades impõem restrições aos seus movimentos.

Suu Kyi tem sido duramente criticada pelo silêncio perante a crise humanitária no estado de Rakhine, onde vivem 1,1 milhões de ‘rohingya’.

Os membros desta minoria, com raízes centenárias no país, estão a ser alvo de uma crescente discriminação desde a onda de violência de 2012, que causou pelo menos 160 mortos e deixou 120 mil ‘rohingya’ confinados a 67 campos de deslocados.

As autoridades birmanesas não reconhecem a cidadania aos ‘rohingya’, consideram-nos imigrantes e impõem-lhes múltiplas restrições, incluindo a privação de movimentos.

ZAP // Lusa

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