Guerra nuclear: “Não podemos ser ingénuos”, avisa António Vitorino

ISCTE / Flickr

António Vitorino

Director-geral da Organização Internacional das Migrações diz que a possibilidade de utilização de armas nucleares na Ucrânia é para ser levada a sério.

Vladimir Putin tem deixado ameaças de guerra nuclear, mesmo que não o diga com todas as palavras.

avisou que vai defender o território russo com todos os meios operacionais existentes e, numa ameaça mais velada, disse que vai defender os novos territórios anexados com tudo que estiver ao seu alcance.

A escala passa a ser outra quando são vistos sete bombardeiros nucleares russos, junto da fronteira com a Finlândia.

Temos que levar tudo a sério. Não podemos ser ingénuos e não estarmos preparados”, avisou António Vitorino, em entrevista à rádio Renascença.

O director-geral da Organização Internacional das Migrações contou que aumentará o número de elementos da organização na Ucrânia: “É preciso prever todos os cenários, incluindo esse cenário terrível e assustador“.

Vitorino não está optimista em relação a um eventual acordo de paz. Pelo contrário: “Estamos a assistir mesmo a uma escalada que resulta da retórica política, com referência a uma utilização de armas nucleares. Uma afirmação tão explícita da possibilidade de utilização dessas armas não tem precedente histórico”.

Com quase 20 milhões de refugiados ou deslocados internos, muitas dessas pessoas, sobretudo quem ficou na Ucrânia mas noutra cidade, não têm qualquer tipo de rendimento. Por isso, a Organização Internacional das Migrações está a a implementar já um plano mais próximo dos ucranianos, de maior auxílio, para suavizar os efeitos do próximo Inverno.

Dinheiro é prioridade: “Temos um programa bastante extenso de ajuda financeira. Cerca de 78% dos deslocados dizem-nos que a sua maior necessidade é dinheiro. A forma mais eficaz de apoiar as pessoas e de lhes dar também autoconfiança e esperança no futuro é dar-lhes esse apoio financeiro, em cooperação com o Governo ucraniano e com as autoridades locais, para que as pessoas comprem aquilo que é essencial como roupa quente. As pessoas não encontram o que deixaram para trás”.

Com a crise energética espalhada pela Europa, a possibilidade de cortes no abastecimento de energia é real: “A começar no interior da Ucrânia onde temos uma grande operação em curso para distribuição de caldeiras e aquecedores em instalações colectivas”.

  ZAP //

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