Grupo Lena nega sucesso à custa de Sócrates

José Cartaxo / Flickr

José Sócrates, ex-primeiro-ministro de Portugal

José Sócrates, ex-primeiro-ministro de Portugal

 O Grupo Lena manifestou-se esta quinta-feira aberto a disponibilizar “todo e qualquer documento” e “clarificar muito do ruído” a propósito da “Operação Marquês”, no âmbito da qual um dos administradores, Joaquim Barroca, foi detido.

A empresa privada de construção, que diz que “o poder público” é o seu principal cliente, afirma, num comunicado enviado à agência Lusa, que se disponibiliza a “clarificar muito do ruído sem fundamento que continua a circular desde o início deste processo”.

O processo em causa, a “Operação Marquês”, já levou à prisão do ex-primeiro-ministro José Sócrates e do seu amigo Carlos Santos Silva, empresário e antigo administrador do Grupo Lena.

No comunicado emitido, o grupo salienta que, “ao longo da sua história passou por dois regimes políticos, quatro Presidentes da República eleitos, governos de diversa cor e ideologia política, e sempre pautamos a nossa relação com o poder público, o principal cliente, em Portugal e em qualquer país do mundo, com respeito, responsabilidade e transparência”.

O comunicado realça ainda que o sucesso do grupo “não pode ser explicado por uma qualquer circunstância excepcional”, numa referência a alegados favorecimentos durante a governação de José Sócrates, “mas apenas pela dedicação, trabalho e esforço de mais de 2.000 colaboradores, sempre no mais escrupuloso respeito pela legalidade e pelas boas práticas

No seu site oficial, o Grupo Lena informa que emprega mais de 2.500 trabalhadores e desenvolve a sua atividade através de oito áreas de negócio, representando um “contributo na economia regional e nacional superior a 200 milhões de euros em salários e 64 milhões de impostos por ano”.

Joaquim Barroca Rodrigues, vice-presidente do Grupo Lena e filho do fundador, foi detido na quarta-feira à noite, na sequência de buscas realizadas à sede da empresa, na Quinta da Sardinha, concelho de Leiria.

O empresário, que foi interrogado no Departamento Central de Investigação e Ação Penal, em Lisboa, deverá conhecer as medidas de coação esta sexta-feira.

Joaquim Barroca é a segunda pessoa com ligações ao Grupo Lena a ser detida no âmbito da “Operação Marquês”, que investiga crimes de fraude fiscal, branqueamento de capitais e corrupção, depois da detenção do ex-administrador Carlos Santos Silva.

ZAP / Lusa

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