Greve geral da Função Pública sexta-feira. Escolas, consultas e serviços municipais podem encerrar

José Goulão / Wikimedia

Os funcionários públicos vão estar em greve na sexta-feira em defesa de aumentos salariais, o que deverá levar ao encerramento de escolas e serviços municipais e ao cancelamento de atos médicos.

As três estruturas sindicais que convocaram a paralisação manifestaram à agência a sua convicção de que “esta vai ser uma grande greve nacional na administração pública, tendo em conta o descontentamento demonstrado pelos trabalhadores”.

Inicialmente a greve foi convocada pela Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública (CGTP) para pressionar o Governo a incluir no Orçamento do Estado para 2019 (OE2019) a verba necessária para aumentar os trabalhadores da função pública, cujos salários estão congelados desde 2009.

Mas, após a última ronda negocial no Ministério das Finanças, no dia 12, a Federação de Sindicatos da Administração Pública (FESAP) e o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), ambos filiados na UGT, anunciaram que também iriam emitir pré-avisos de greve para o mesmo dia.

Para a coordenadora da Frente Comum, Ana Avoila, “a expectativa relativamente à greve é cada vez maior, pois os trabalhadores estão cada vez mais determinados”.

Segundo a sindicalista, os primeiros resultados do protesto serão sentidos nos hospitais, na mudança de turno das 23:00, e nos serviços de saneamento das autarquias, onde a recolha de lixo começa a partir das 22:30.

Por isso, a sindicalista vai fazer uma primeira ronda por dois desses locais, acompanhada pelo secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos.

Ana Avoila considerou que os trabalhadores ficaram ainda mais mobilizados depois de conhecerem a proposta de OE2019 e perceberem que vão continuar sem aumentos.

O secretário-geral da FESAP, José Abraão, manifestou idêntica opinião e expectativa quanto à paralisação de sexta-feira. “Dos contactos que tivemos com os trabalhadores pudemos concluir que esta vai ser uma grande greve nacional na administração pública, com repercussões em todos os setores”, disse à Lusa.

A presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), também confirmou que os seus associados estão empenhados em mostrar o seu descontentamento ao Governo.

Os sindicatos da função pública e os seus representados ficaram desiludidos com o anúncio, pelo ministro das Finanças, de que o OE2019 tem uma margem de 50 milhões de euros para o crescimento dos salários.

Foram unânimes em considerar que 50 milhões de euros não chega para aumentar os trabalhadores de Administração Pública.

Embora defendam aumentos salariais diferentes, entre os 3% e os 4%, as três estruturas sindicais estão de acordo na maior parte das reivindicações, querem que o descongelamento de carreiras deixe de ser faseado, que o subsídio de refeição seja aumentado e a reposição de direitos, como os 25 dias úteis de férias.

A Frente Comum reivindica aumentos de 4% e um aumento mínimo de 60 euros, para quem ganhe até 1.500 euros. A FESAP reivindica 3,5% de aumento e o STE reivindica 3%.

// Lusa

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4 COMENTÁRIOS

  1. Talvez fosse melhor “encerrar” de vez e mais tarde reabrir com outras pessoas que queiram TRABALHAR. Sempre que se fala em emprego remetem para os “funcionários públicos”, motivo para chacota. Pois no privado nunca se ouve falar em greve … a não ser que seja mesmo por falta de pagamentos ou assuntos mesmo graves.

  2. quando os FP das escolas e repartiçãos várias quiserem trabalhar…
    há muito para fazer!
    e greve à sexta é mesmo para ter fim de semana prolongado!
    é continuar assim!

  3. Eu, se fosse estado, despedia esses Parasiras, nada fazem durante o Ano, e eu que os ature quando sou obrigado a ir às Repartições Publicas sejam elas, Finanças, Hospitais, Escolas, Conservatórias, Segurança social, IMTT, etc, por vezes somos obrigados a esperar mais de 4 a 5 horas a correr bem, pela nossa vez.
    O Estado devia criar um prêmio de produtividade, tenho a certeza que não ia a falência, com estes Malandros e Preguiçosos.
    As Greves deveriam ser no Posto de Trabalho, e não em Casa ou na Praia, quem falta-se era Despedido com Justa Causa

  4. O Funcionalismo Público neste País é um caso GRAVISSIMO, um saco sem fundo.
    Só tem direitos, não tem deveres, ganham mais do que no privado ( que é quem lhes paga as mordomias todas), trabalham 35H que é para não se cansarem, reformam-se aos 55, e é agora porque há uns anos atrás era aos 45 anos,( conheço muitos ) no privado é quase aos 67 anos.
    Nunca tem meios, por muito que tenham ao seu dispor, NÂO QUEREM É TRABALHAR, são uns chulos da sociedade, e uma grande parte com reformas vitalícias.
    Um estado de direito, não é pesado para os seus contribuintes, não gasta indevidamente o que é ganho com tanto suor no privado.
    Não existe respeito por quem trabalha e lhes faz o ordenado, andam a gozar connosco… e o povo está a deixar.
    os FP deviam ser uma minoria e são uma maioria que nunca está satisfeita, andamos todos com a corda na garganta para eles se andarem a pavonear.
    Ponham os olhos na Bélgica e sigam-lhe o exemplo ( mas isso seria um pesadelo de que queriam acordar rapidamente), lá trabalha-se e respeitam quem lhes faz o ordenado, não tem mordomias, nem carro nem Tf, nem reformas vitalícias.
    Aqui roubam-nos … e ainda nos tratam mal ACORDEM antes que seja tarde

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