Nuno Fox / Lusa

O ministro das Finanças, Mário Centeno
O novo imposto sobre o património imobiliário pode não valer ao Governo tanta receita como seria de esperar. É que os grandes grupos económicos, detentores de imóveis mais valiosos e em maior número, têm várias formas de “fugir” ao chamado “Imposto Mortágua”.
Em causa está a forma como estas grandes empresas estão organizadas, nomeadamente, dividindo-se em várias sociedades, o que lhes permite distribuir o valor global do património imobiliário e assim evitar pagar o imposto na totalidade, destaca uma análise do Jornal de Negócios.
Deste modo, se o património imobiliário for concentrado numa única sociedade, esta arrendará os imóveis às outras empresas do mesmo grupo, o que permitirá reduzir os valores a pagar ou anular por completo o imposto, em certos casos.
Isto porque a lei prevê que quem arrenda os imóveis pode abater à colecta das rendas o valor do novo imposto, frisa o Negócios, citando a proposta do Orçamento de Estado para 2017 apresentada pelo Governo.
O jornal constata que este modelo é frequente nos grandes grupos económicos que são aqueles que têm melhor situação financeira e que, logo, teriam melhores condições para suportar o novo imposto.
As empresas que têm imóveis com valores mais baixos podem beneficiar distribuindo-os por diversas sociedades, com o intuito de obterem a isenção em função do valor mínimo de 600 mil euros a partir do qual o imposto é colectado, sustenta o Negócios.
Já tinha sido notícia que os proprietários com casas de luxo registadas em offshores são beneficiados com o novo imposto, ficando a pagar menos pelas suas habitações em 2017.
ZAP
Pois, o que esperavam de patricinhas que nunca geriram nada na vida alem de um chorudo salário de político…
O que não falta são habilidades e habilidosos. E porque a igreja também não paga? A concordata é eterna? Tem que ser?
Nunca percebi, e certamente não perceberei, porque é que essa tal de concordata
entre Portugal e o Vaticano ainda existe.
Segundo o artº 41º da Constituição da República Portugal é um Estado
laico, não tem religião oficial e portanto não deve previligiar
qualquer religião.
Lê-se: – “esta arrendará os imóveis às outras empresas do mesmo grupo,”
…então e ao arrendar os imóveis, não tem de pagar o imposto de arrendamento? Não paga um imposto, paga outro, não?
… alguém me explica?
Sim claro que ao arrendar psga imposto e ė mais alto. Matėria ruim!
Caros SOU Eu e FRANCISCO FERNANDES, 28% sobre as rendas é um pouquinho menos que 3% sobre o valor do prédio.
E se o valor da “renda” for igual ao valor do Imposto Mortágua, deixam de pagar IRC sobre as rendas, ou seja, o IMIM ( IMI Mortágua ) deixa de ter qualquer impacto nas receitas do Estado.
E não são só as empresas a beneficiar.
Duas famílias endinheiradas, se cruzarem alugueres das suas casas ( Famila A “aluga” a sua casa à Familia B, e vice versa ), também beneficiam desta “redução”.
O governo vai aconselhar-se com a Mortágua ( a inventona… ) , e ela descobre logo forma revolucionária de fazer essas empresas pagarem. Talvez fuzilar uns tantos resolva…
Mais uma prova provada de “quando os burros mandam nos inteligentes” os resultados são iguais a estes. Sem ofensa ao quadrúpede, por ser um animal inteligente!!!.