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Moção de censura aprovada. Pedro Sánchez é o novo primeiro-ministro de Espanha

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Juan Carlos Hidalgo / EPA

O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, no Parlamento, no dia em que a moção de censura promovida pelo PSOE derrubou o seu Governo

A moção de censura promovida pelos socialistas espanhóis foi aprovada pelo Parlamento, esta sexta-feira, levando à queda do Governo liderado por Mariano Rajoy, que vai ser substituído pelo líder do PSOE, Pedro Sánchez.

O Parlamento espanhol aprovou hoje a moção de censura que afasta o Governo de direita liderado por Mariano Rajoy e, ao mesmo tempo, elegeu o novo primeiro-ministro, Pedro Sánchez, líder do PSOE, que promoveu essa proposta.

Uma maioria absoluta de 180 deputados num total de 350 manifestou de forma nominal o seu apoio à moção de censura. Rajoy esteve no poder durante seis anos e Pedro Sánchez irá tentar acabar a legislatura que termina em 2020.

Antes da votação, o ainda chefe do Governo espanhol reconheceu que estava prestes a ser afastado do poder, tendo mesmo felicitado o líder socialista que agora o substitui.

“Podemos presumir que a moção de censura será adotada, tendo como consequência que Pedro Sánchez será o novo presidente do Governo”, admitiu Rajoy no curto discurso que fez quando chegou ao Parlamento, depois de ter faltado ao início do debate.

Rajoy quis ser “o primeiro a felicitar” o líder do PSOE, apesar de não concordar com “o que fez”. “Foi uma honra deixar Espanha melhor do que a encontrei”, disse ainda o primeiro-ministro, acrescentando esperar que Sánchez consiga fazer a mesma coisa.

Por sua vez, Pedro Sánchez agradeceu o apoio dos deputados à sua investidura e disse que a assembleia vai escrever hoje “uma nova página na democracia do país”. A líder da bancada socialista, Margarita Robles, assegurou, por seu lado, que o PSOE irá colocar o interesse dos espanhóis à frente dos do seu partido.

A queda do Executivo é provocada depois de vários ex-membros do PP terem sido condenados a longas penas de prisão, na semana passada, na sequência do esquema de corrupção conhecido por “caso Gürtel”, que ajudou a financiar o partido.

Rajoy recusou até agora apresentar a sua demissão antes da votação da moção de censura, a única forma de se manter no poder o tempo necessário para organizar eleições antecipadas e impedir a chegada ao poder dos socialistas.

Os socialistas espanhóis já contavam com o apoio do Unidos Podemos, dos nacionalistas bascos e dos independentistas catalães. O voto, anunciado na quinta-feira, dos cinco deputados do Partido Nacionalista Basco (PNV) assegurou a maioria absoluta que Sánchez precisava para afastar Rajoy e automaticamente ocupar o seu lugar à frente do Executivo.

  ZAP // Lusa

4 Comments

  1. XAU Sr. Mariano Rajoy e Sra. seu braço direito, para os dois Franquistas.
    Muitos PARABENS ao PSOE e PNV muitas felicidades de Democracia.

  2. Aos poucos a Europa vai regressando à normalidade. Não vai ser fácil reorganizá-la depois da destruição e roubos perpetrados por estes energúmenos chefiados pelo franco atirador jádói. até a extrema direita que não é mais que o braço armado desta canalha vai desaparecer sem que se dê por isso. è retirá-los da luz para que desapareça a sua sombra. Viva a democracia.

  3. Veremos se há queda de um ditador disfarçado de democrata não dará lugar a mais outro é que democracia com imperialismo parece não ligar muito bem uma coisa com a outra e Madrid não vai certamente abdicar das suas ambições imperialistas nem que para tal tenha que recorrer à força como foi no recente caso Catalunha e não tivesse sido o alto civismo do povo catalão a situação poderia ter esbarrado numa guerra civil.

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