Governadora manda retirar bandeira sulista do Capitólio da Carolina do Sul

John Taggart / EPA

Milhares de manifestantes juntaram-se debaixo da controversa bandeira da Confederação hasteada junto ao Capitólio da Carolina do Sul

Milhares de manifestantes juntaram-se debaixo da controversa bandeira da Confederação, hasteada junto ao Capitólio da Carolina do Sul

Uma semana depois do massacre cometido em uma igreja da comunidade negra de Charleston, a governadora da Carolina do Sul, a republicana Nikki Haley, pediu esta segunda-feira que seja retirada a bandeira confederada que se encontra hasteada à frente do Capitólio estadual.

“Hoje, encontramo-nos num momento de unidade no nosso Estado, sem má vontade, para dizer que é hora de retirar a bandeira do prédio do Capitólio”, declarou Nikki, em conferência de imprensa, acompanhada de líderes políticos de ambos os partidos.

Cento e cinquenta anos depois do fim da Guerra Civil, chegou o momento”, acrescentou, alegando que a bandeira de batalha dos tempos da guerra, vista por alguns como símbolo da persistência de sentimentos racistas no sul americano, “causa tristeza a muita gente”.

“Para muitas pessoas, esta bandeira significa nobres tradições, tradições históricas, de património e antiguidade, mas, para muitos outros, na Carolina do Sul, é o símbolo de um passado brutalmente tirânico“, completou a Governadora.

Dylann Roof, autor do massacre de Charleston, mantinha um blog com um manifesto racista, no qual se encontravam fotos em que exibia armas de fogo e a bandeira da Confederação. Numa das fotos, o jovem queima a bandeira dos Estados Unidos.

David Goldman / EPA

A governadora da Carolina do Norte, Nikki Haley, abraça o senador negro Tim Scott, na reabertura da igreja onde ocorreu o massacre de Charleston

A governadora da Carolina do Norte, Nikki Haley, abraça o senador negro Tim Scott, na reabertura da igreja onde ocorreu o massacre de Charleston

Este sábado, milhares de manifestantes juntaram-se debaixo da controversa bandeira, exigindo que fosse retirada, em resposta ao massacre na igreja de Charleston.

Erguendo cartazes e entoando canções e palavras de ordem, a multidão condenou a cruz da Guerra Civil, apontando-a como um símbolo do racismo latente no sul dos Estados Unidos.

A famosa bandeira de cruz azul em fundo vermelho foi o símbolo de batalha da Confederação, que juntou os estados esclavagistas do sul, que perderam a Guerra Civil americana contra a União dos estados do Norte, liderados por Abraham Lincoln, que defendiam a abolição da escravatura.

“Já não podemos mais dar-nos ao luxo de ter esta bandeira aqui, uma bandeira que é um farol para aqueles que guardam más opiniões”, disse a advogada e ativista de 95 anos Sarah Leverette.

Mais de 370.000 pessoas assinaram uma petição ‘online’ para que a bandeira seja retirada.

“Símbolos de ódio não têm lugar no nosso Governo. A bandeira da Confederação não é um símbolo de orgulho do sul, mas um símbolo de rebelião e racismo“, diz a petição.

ZAP / Lusa

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