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GNR estava responsável da escolta das vacinas (e PSP não podia ter bloqueado transporte)

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Tiago Petinga / Lusa

A Guarda Nacional Republicana (GNR) estava responsável da escolta das vacinas e a Polícia de Segurança Pública não podia ter bloqueado esse transportes, avançou a TVI na terça-feira.

De acordo com um documento, ao qual a TVI teve acesso, a Guarda Nacional Republicana (GNR) é que estava responsável pela escolta das vacinas. “A GNR assegura o desembaraçamento de trânsito nos itinerários que compreendem passagens por áreas de responsabilidade de ambas as forças”, pode ler-se no ponto 3 do documento em causa.

A emissora televisiva esclareceu que desembaraçamento significa o acompanhamento permanente na abertura de caminho e guarda do bem.

No ponto 4 do mesmo documento, lê-se que “a PSP assegura o desembaraçamento de trânsito apenas quando o fim do percurso se realize na sua área“, o que não acontecia em Évora, uma vez que a carrinha seguia para Beja.

Assim, o acompanhamento da viatura de transporte de vacinas deverá ser sempre feito pela GNR e a PSP só pode fazer um reforço de segurança na sua área de responsabilidade, o que é chamado no documento de escolta-acompanhamento.

As regras para a distribuição de vacinas foram decididas numa reunião a 22 de dezembro entre a Secretária-Geral do Sistema de Segurança Interna e os comandos das duas forças.

Em causa está um desentendimento entre a GNR e PSP sobre o acompanhamento da distribuição de vacinas da covid-19 em Évora. Segundo a TVI, o comissário que chefiava a força policial em Évora deu ordem para que a GNR abandonasse a viatura e a fosse receber apenas no limite da área de jurisdição da PSP. A GNR não aceitou e a polícia bloqueou o veículo que transportava as vacinas para os hospitais do Sul, um bloqueio que durou cerca de meia hora.

O Ministério da Administração Interna determinou a abertura de um inquérito urgente.

A Direção Nacional da PSP e o Comando-Geral da GNR escusaram-se a comentar o sucedido em Évora.

  Maria Campos, ZAP //

1 Comment

  1. As escaramuças do costume por causa de um mentecapto a por-se em bicos de pés porque “quem manda alí é ele”. Um trolha…
    (sem ofensa para os trolhas, que seguramente são mais inteligente do que aquele asno…)

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