Lisboa lança fundo de três milhões para comprar bicicletas. Apoios vão até 350 euros

Ana Milena Ospina / Flickr

A Câmara Municipal de Lisboa está a preparar um fundo de três milhões de euros para incentivar a compra de bicicletas. Os apoios vão até um máximo de 350 euros.

De acordo com o jornal Público, a Câmara Municipal de Lisboa quer “dar um incentivo e confiança” às pessoas que estão “à procura de formas alternativas para se deslocarem”. Para isso, a autarquia vai lançar um fundo de três milhões de euros para apoiar a compra de bicicletas.

Deste montanto, 1,5 milhões de euros do chamado Fundo de Mobilidade vão destinar-se à compra de bicicletas convencionais e 1,5 milhões de euros serão para a compra de bicicletas elétricas.

A notícia é avançada esta quarta-feira, dia em que o Fernando Medina, presidente da Câmara da Lisboa, vai dar uma conferência de imprensa para apresentar medidas para uma cidade menos dependente do carro na era pós-covid-19.

De acordo com o Público, a autarquia de Lisboa vai dar apoios de 100 euros no caso das bicicletas tradicionais exclusivamente a estudantes, até um máximo de 15.000 unidades. No caso das elétricas, o apoio máximo é de 350 euros, disponíveis para moradores e trabalhadores da cidade.

O valor total do apoio é quase quatro vezes superior ao disponibilizado pelo Ministério do Ambiente no mais recente apoio deste tipo. Em causa estiveram 400 mil euros para a compra de bicicletas.

Nas últimas semanas, com o desconfinamento, arquitetos, urbanistas, associações de mobilidade sustentável e partidos têm pedido às autarquias e ao Governo uma atuação mais musculada para promover o uso da bicicleta e do espaço pedonal.

Lisboa tem alargado a sua rede de ciclovias e prepara-se para fazer mais obras como a da Rua de São Paulo, onde todo o estacionamento automóvel foi eliminado para alargar passeios e esplanadas.

ZAP ZAP //

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11 COMENTÁRIOS

  1. Embora não seja Lisboeta, ficaria mais contente se o incentivo fosse para comprar bicicletas feitas em Portugal. No que toca a bicicletas eléctricas, não são daquelas eléctricas que nem pedais têm e chegam a andar a 40 km por hora, pois não?.

  2. Depois admiram-se dos Holandeses criticarem Portugal (e Espanha e Itália) por desperdiçarmos dinheiro, e quando é realmente preciso não o termos. E depois ainda temos o desplante de exigir “solidariedade”. Quem quer uma bicicleta que a compre com o seu dinheiro!

  3. Mas que e o amigo da camara que vende bicicletas?
    Espera-se em breve que esse apoio seja apenas valido nalgumas lojas (amigos) e que embora o apoio das mesmas seja de 100 euros, a bicicleta vai custar 200… mas na verdade, foram importadas da China for menos de 2 euros cada (procurar por cemiterio de bicicletas na china, algumas novas em folha).

    Uma coisa e certa, quem pagara os apoios serao os contribuintes.
    Ao menos que as pessoas possam comprar as bicicletas onde quiserem.
    Se for apenas nas lojas “parceiras” ja se sabe de onde veio a idea.

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