França proíbe utilização de máscaras caseiras. Áustria torna FFP2 obrigatórias

O Ministério da Saúde francês proibiu a utilização de máscaras caseiras em espaços públicos e nos locais de trabalho. A partir de agora, passam apenas a ser recomendadas máscaras cirúrgicas e FFP2.

A decisão é justificada pelo Ministério da Saúde francês pelo facto de as máscaras caseiras não oferecerem proteção suficiente contra as mutações, mais contagiosas, do SARS-Cov-2.

Citado pelo The Guardian, Olivier Véran, ministro da Saúde francês, disse que “o Alto Conselho de Saúde Pública recomenda, tal como eu, que os franceses não utilizem máscaras feitas em casa”. Na sexta-feira, foi emitido um decreto que desaprova o uso deste tipo de equipamento de proteção em espaços públicos e nos locais de trabalho.

“Não oferecem proteção suficiente contra as novas, mais infecciosas, variantes de covid-19”, justificou. A partir de agora, passam a ser recomendadas apenas máscaras cirúrgicas e FFP2.

“Máscaras de categoria 2 ou de tecido filtram apenas 70%, enquanto máscaras de categoria 1, como máscaras cirúrgicas, podem chegar a 95% se usadas corretamente. Como a variante é mais facilmente transmitida, é lógico: usar máscaras com o maior poder de filtragem”, explicou Daniel Camus, do Instituto Pasteur em Lille, à Franceinfo.

Máscaras FFP2 obrigatórias na Áustria

A partir desta segunda-feira, os austríacos com mais de 14 anos são obrigados a usar máscaras FFP2 nos locais mais movimentados, como transportes públicos, lojas, empresas, farmácias, hospitais e consultórios médicos.

A Áustria é um dos primeiros países europeus a tornar este tipo de máscaras obrigatório, seguindo as orientações da Alemanha. A medida terá sido bem aceite pela população.

As grávidas e as pessoas com condições médicas relacionadas com problemas de respiração não são obrigadas a usar estas máscaras, que bloqueiam 94% das partículas do vírus.

Segundo a France24, há algumas semanas, as FFP2 custavam mais de 5 euros. Agora, podem ser encontradas em todas as mercearias locais por 59 cêntimos cada.

Liliana Malainho Liliana Malainho, ZAP //

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5 COMENTÁRIOS

  1. Finalmente alguém com bom senso.

    Máscaras sociais, quando devidamente usadas, são ineficientes.

    (nada é 100% eficiente, é claro; não obstante, as sociais é mesmo para esquecer.)

  2. É uma visão. Percebo mas não aceito.
    No início o vírus afogava-se no mar nunca cá chegaria. Depois as máscaras não faziam falta. Os comunas da OMS desaconselhavam.
    Agora as comunitárias não protegem. Um virologista português afirmou: todas são boas desde que bem colocadas.
    Eles proíbem porque quem as está a fabricar e exportar somos nós e não eles.

  3. O vírus chega mais depressa aos pulmões pelo nariz do que pela boca. Contudo, vesse muito boa gente com a mascara a tapar só a boca.

    Parece-me que o parecer sobre as mascaras comunitárias tem a ver com algum loby, é que, como o vírus parece estar para muito tempo, o negócio das mascaras xpto recomendadas vai render muitos milhões.

    Durante as pandemias passadas não existia as tecnologias como actualmente contudo, com perseverança e seriedade conseguiram vencer as pandemias. É certo que pereceram milhões mas, com toda a tecnologia actual também caminhamos para lá e, quanto mais se fizer render o peixe mais se ganha com a desgraça alheia

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