França regista aumento de casos de covid-19 e arrisca segunda vaga

Nos últimos três dias, França registou um aumento de 2.500 casos positivos de covid-19. As autoridades de saúde francesas estão preocupadas e temem uma segunda vaga.

França atravessa um pico na evolução da pandemia de covid-19 no país. Nos últimos três dias, os franceses registaram 2.500 novos casos confirmados. Ao todo, são agora 183.804 infetados pelo novo coronavírus em França.

Em comunicado de imprensa, a Direção-Geral da Saúde informou que “a circulação do vírus continua ativa em França”, apelando ao cumprimento rigoroso das medidas de distanciamento social. O facto de muitos infetados serem jovens assintomáticos também é uma preocupação da autoridade de saúde gaulesa.

“Despistar cedo e rápido, procurar todas as pessoas com quem os infetados estiveram em contacto e isolar os portadores e assintomáticos” são, de momento, as prioridades.

Ainda na segunda-feira, no relatório diário sobre a pandemia de covid-19, o Governo francês baseia-se na responsabilidade individual para pedir aos franceses que não se relaxem e que mantenham a prudência, mas assegurou que as operações de diagnóstico são uma “prioridade”.

Desde o início da pandemia, escreve a TSF, já foram realizados mais de 4 milhões de testes em França. Atualmente, são feitos cerca de 500 mil testes por semana.

“A taxa de reprodução efetiva, o número de novos casos de contaminação, a taxa de positividade dos testes” são, para Bruno Megarbane, chefe do serviço de reanimação no Hospital Lariboisière, indicadores de uma possível segunda vaga em França. O número de entradas nas urgências, continua baixo, mas começa a sofrer um aumento.

“Nos últimos dias, assistimos ao nítido aumento de casos positivos, que tinham regredido nas últimas treze semanas. Hoje atingimos o mesmo número de casos diários que tínhamos durante o desconfinamento”, disse o ministro da Saúde francês, Olivier Véran, em entrevista ao Le Parisien.

O responsável pela Saúde em França ‘culpa’ os jovens pela situação, acusando-os de não tomarem os cuidados necessários. Em Paris, “os jovens chegam aos hospitais sem saberem como foram infetados”, salienta Véran.

“O vírus continua a circular e temos de continuar a aplicar o distanciamento social, utilizar uma máscara e fazer um teste em caso de dúvida”, atirou.

ZAP //

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