Explicada a estranha ausência de rastos de extraterrestres no Universo

Astrofísicos norte-americanos propuseram uma nova abordagem ao Paradoxo de Fermi, que acentua a contradição entre as elevadas hipóteses de encontrar outras civilizações inteligentes no Universo e a falta de evidências que as comprove.

De acordo com um estudo disponibilizado recentemente no portal Arxiv.org, três cientistas da Universidade norte-americana da Pensilvânia criaram um modelo para avaliar quanto trabalho foi até agora realizado para encontrar vida alienígena no Universo.

A investigação debruçou-se em particular sobre os esforços produzidos no projeto Search for Extraterrestrial Intelligence (SETI). Segundo os cientistas, a parte do espaço estudada pelo SETI é demasiado pequena para podermos tirar quaisquer conclusões.

“Pode haver sinais de rádio bem claros e óbvios no céu, mas nós não os conheceríamos porque a nossa capacidade de procura é muito baixa no momento”, sustentaram.

Para esclarecer a situação, os cientistas desenvolveram uma metáfora sobre um “palheiro cósmico multidimensional”, no qual, consideram, o SETI procura “agulhas alienígenas”.

Neste sentido, os astrofísicos comparam o volume de espaço estudado com o volume de uma banheira comparativamente a todos os oceanos do mundo. Exemplificam ainda que é como estudar a ausência de animais marinhos com base num copo de água. Além disso, asseguram, há diferentes tipos de “agulhas” para se procurar.

Continuando com a linguagem metafórica, os cientistas consideram ser necessário reavaliar por completo o “palheiro”, de forma a confirmar que não há “agulhas”. Para os cientistas, é necessário encontrar pelo menos uma prova suficiente sólida, que prove a existência de vida extraterrestre.

O paradoxo de Fermi

O paradoxo de Fermi é utilizado para descrever as enormes discrepâncias entre as estimativas otimistas da probabilidade de existirem civilizações extraterrestres e a falta de evidências da existência dessas mesmas civilizações.

Se o Universo é um espaço vasto e cheio de planetas potencialmente habitáveis, então onde é que estão todos os alienígenas? – esta é a grande questão do paradoxo.

Diversas teorias tentaram já explicar a ausência de sinais de vida extraterrestre – desde a ideia de que podem estar a hibernar até às explosões de raios gama, passando pela ideia de que os extraterrestres já morreram ou estão submersos nos seus planetas aquáticos.

Até então, não foi encontrada nenhuma outra forma de vida no Universo. Foi este o facto que levou o astrofísico italiano Enrico Fermi a questionar em 1950 onde estariam todos os seres alienígenas. A teoria, conhecida como Paradoxo de Fermi, ainda não tem solução, afirmando-se cada vez mais como um mistério da ciência.

ZAP // RT / SputnikNews

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32 COMENTÁRIOS

  1. Isso é questão de tempo e tecnologia. Afinal também existe um ditado bastante verdadeiro, que sustente isso: “Quem procura, acha!”.

  2. Porque não encontraram? Simples tudo está longe de tudo no universo,se existe vida inteligente e ela está num raio de 10 anos luz e não e desenvolvida o suficiente pra mandar mensagens ao espaço não vamos encontrar. Agora nossa vizinhança pode estar repleta de vida animal não inteligente aí podem esquecer só a veremos se formos nos planetas vizinhos e isso nossa tecnologia não permitirá tão cedo.

    • Ou simplesmente nós e que somos os animais sem inteligência da vizinhança, para ouvir ou ver qualquer coisa que venha de fora.
      Kkkkkkkkkkkkkkk

  3. Os extraterrestres, caso existem, devem ser inteligentes o suficiente para não querer visita de seres humanos. e escondem-se, com toda razão !!

    • Penso q vida ET ja foi encontrada,
      que tem ficado em segredo
      as provas devido a decisões
      de governos , cientistas e militares
      q tem interesses nessas áreas

  4. Porque não foram encontrados? Porque os cientistas procuram corpos físicos, como nós, extraterrestres não podem ter corpos físicos porque não vivem no mesmo sistema gravitacional que nós, quando passarem a procurar corpos energéticos mutáveis com máquinas especiais aí pode ser que encontrem algo, veja nós usamos 3 porcento de nossa visão igualmente o percentual usado por nosso cérebro, extraterrestres no mínimo estão há anos luz a nossa frente então fica difícil detectar vidas inteligentes com tão pouco há mão, fora que precisamos entender o fator eternidade de eternidade……. muito mas muito mais difícil.

    • Se aprendesse a escrever em Português, talvez não dissesse tantos disparates. Não se consegue perceber a sua prosa….

      • Por que não encontramos até agora um planeta igual ou idêntico a terra ? Por que não encontramos vida extraterrestre ? ……………… -Porque Deus criou a terra e tudo que nela existe, veja em génese……… este lugar terra não era como é hoje, então ela foi transformada com um propósito por Deus. Logo se existe vida extraterrestre ou esta realmente muito longe ou não é o que procuramos…

        • Então esse deus é extraterrestre!…
          E, se criou todo que existe na terra, fez um bonito serviço!!
          Mas, em 2018, haver alguém que acredite em deuses e outros seres místicos que “vivem nas nuvens”, é realmente preocupante!…
          Não admira que o mundo esteja como está!!

    • Gostei da ideia dos corpos energéticos, que faz muito sentido se não limitarmos a nossa mente apenas àquilo que conseguimos ver (já muitos cientistas passaram por essa dificuldade, p.ex. Louis Pasteur ao tentar explicar a vida microbiológica).
      Fiquei intrigado com a sua ideia de eternidade de eternidade.

    • Caro Gilberto,
      Obrigado pelo seu reparo.
      Em português de Portugal, o correcto é “rastos”

      ras·to
      substantivo masculino
      1. Sinal; vestígio; pegada.
      2. [Figurado] Indício.
      3. [Artilharia] Conteira.
      4. [Tecnologia] Cinta sem fim, feita de segmentos metálicos articulados e interpostos entre as rodas de um veículo e o solo, que lhes permite deslocar-se em todos os terrenos (ex.: máquina de rasto).
      in Priberam

    • Erro?!
      Mas agora os brasileiros é que vão dizer aos portugueses como é que se escreve em português?!
      Claro que é “rastos”!!

  5. Nossa civilização tecnológica tem menos de cem anos, e já achamos que podemos entender um universo de 14 bilhões de anos.

  6. O’Hare airport em 1983. Registro de conversa da Torre de Controle com pilotos, registro de radar, visto por mais de 100 passageiros além do pessoal de campo, visto pelo chefe da torre de controle, interferência magnetica nas redes de comunicaca . Edgard Mitchel, astronauta que revelou terem sido acompanhados por naves durante todo o transcurso até a lua. Uma enorme quantidade de pilotos militares e civis. Isso para não falar de Roswel, growlake, los Alamos, kapustiniak e um monte de coisas a mais. E os cientistas admitem a hipotese de todos terem morrido? Eu sinceramente me decepciono com esse tipo de matéria. Me deu uma enorme má impressão dos tais astrofisicos. Para mim é mais desinformação do que verdade. É só pegar o video do Sr. Paul Hellier, ex ministro da defesa do Canadá c em seu pronunciamento no Parlamento Canadense, ao lado de Richard Bolan, ex oficial de inteligencia marinha americana. Recomendo que mirem o SETCH para debaixo de suas camas. Devem estar aí. Desculpe a minha falta de paciência.

      • Não gozes… tu também podias ser assim!…
        Os disparates que ele escreveu são o resultado da mistura de ignorância, pseudo-ciência e religião (não é por acaso que o Brasil é dos países mais religiosos e com mais seitas do mundo) – e o resultado está à vista!…

  7. Se calcularmos a probabilidade da nossa própria existência ficamos naturalmente conscientes da possivel escassez de vida inteligente, e com capacidade para se desenvolver tecnologicamente. Julgo que levando em conta os “pequenos” dados que dispomos como pelo menos 5 períodos de extinção no nosso planeta para, resumindo, um ser e apenas um ser, entre milhares de milhões de espécies diferentes que já existiram e existem(e nisso o nosso planeta tem uma amostra grande) ter ganho consciência, e desenvolver-se….a probabilidade da nossa própria existência é qualquer coisa. E em outros planetas, na maior parte dos que têm condições para gerar vida, provavelmente, segundo a nossa própria história, não têm vida inteligente. No fundo somos um acontecimento feliz da selecção natural. Acredito no entanto que existem milhões de espécies inteligentes e conscientes, dado a imensidão do nosso universo, mas temos de admitir a possibilidade de por exemplo sermos a unica espécie consciente da nossa galáxia.

  8. Rasto e rastro são ambas formas corretas (do latim rastru-, ancinho) e querem dizer a mesma coisa: vestígio que alguém, algum animal ou alguma coisa deixou no solo ou no ar, quando passou; sinal; pegada; pista; indício.

  9. Uma NOTA para a navegação:
    Pessoal do Brasil, reparem que este site é de Portugal (endereço “.pt”), ok?
    Por favor, não venham para aqui sugerir correcções de português do Brasil, certo?
    Ninguém de Portugal vai certamente sugerir correcções de português em sites do Brasil. Seria uma atitude completamente parva.
    Portanto, não cometam o mesmo erro!
    Muito obrigado.

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