Explosões de raios gama podem explicar porque (ainda) não encontrámos extraterrestres

ESO

Impressão artística que mostra uma supernova e a explosão de raios-gama associada originadas por uma estrela de neutrões em rotação muito rápida com um campo magnético muito forte — um objeto exótico chamado estrela magnética.

Impressão artística que mostra uma supernova e a explosão de raios-gama associada originadas por uma estrela de neutrões em rotação muito rápida com um campo magnético muito forte — um objeto exótico chamado estrela magnética.

Há finalmente uma explicação científica para o facto de os humanos não terem encontrado até ao momento vida extraterrestre. Não, não é porque ela não existe. Mas porque poderá ter sido destruída por explosões de raios gama.

Este é o tipo de explosão conhecida mais forte em todo o universo e pode ser provocada por estrelas de grandes dimensões, as chamadas hipernovas, ou pela colisão entre estrelas mortas, as denominadas estrelas de neutrões.

São explosões de radiação electromagnética de alta frequência que emitem tanta energia como o Sol durante todo o seu período de vida de 10 biliões de anos. Uma imagem que dá para perceber a sua intensidade letal.

Um grupo de investigadores acredita que uma dessas explosões de raios gama, provocada pela morte de estrelas de grandes dimensões, pode ter sido a causa de uma das maiores extinções em massa que ocorreram na Terra há biliões de anos. E pode assim também ter provocado a morte de seres extraterrestres noutros planetas.

“A Via Láctea é muito mais velha do que o sistema solar e havia muito tempo e muito espaço – o número de sistemas planetários com condições similares à Terra é enorme – para a vida se desenvolver noutro lado na galáxia”, nota um dos autores do estudo, o físico Tsvi Piran, da Universidade Hebraica de Jerusalém, citado pelo Live Science.

Aquilo que parece ser uma evidência de que há vida extraterrestre choca com o facto de ainda não se terem encontrado provas disso – é o chamado Paradoxo de Fermi ou “O Grande Silêncio”.

E Tsvi Piran explica que esse “silêncio” pode ter a ver o facto de as explosões de raios gama poderem ter atingido planetas onde existia vida extraterrestre.

Os investigadores deste estudo concluíram que uma dessas explosões na Via Láctea teria efeitos nocivos para a Terra, mesmo que acontecesse a milhares de anos-luz de distância, podendo, nomeadamente, destruir a camada de Ozono, o que seria fatal para a vida no nosso planeta.

Mas estes cientistas também analisaram o efeito que estas mega-explosões teriam na potencial vida existente noutros planetas. E concluíram que, sendo a concentração de estrelas maior mais perto do centro da galáxia, os planetas situados nessa zona correm mais riscos de serem afectados pelas explosões de raios gama e, logo, a possibilidade de extinção das espécies de vida aí existentes é superior.

Esta explicação plausível choca apenas com o detalhe de que “podem-se imaginar muitas formas de vida diferentes resistentes a radiações relevantes”, conforme nota Tsvi Piran. Pelo que o mistério continua…

SV, ZAP

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