Exemplo de Costa sobre o Natal é o que os portugueses não devem fazer, diz especialista

Hugo Delgado / Lusa

Para que se fale mais do que é realmente eficaz no combate à pandemia um médico de medicina familiar lançou uma petição pública “em sentido inverso”, apelando para a cooperação do “único órgão de soberania” capaz de a travar: os portugueses.

A “Petição pública dos médicos ao povo português” teve uma adesão “muito satisfatória” e já conta com 1440 assinaturas, o que surpreendeu o médico de medicina geral e familiar e professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Carlos Martins, que redigiu o texto no domingo e tem recolhido mensagens de apoio de muitos colegas, adiantou à Lusa.

O texto da petição pública, é um apelo dos médicos para que os portugueses cumpram medidas de proteção e higiene básicas, repetidas desde o início da pandemia pelas autoridades de saúde, mas também para que as pessoas se abstenham de contactos sociais.

Carlos Martins rejeita o discurso constante de medidas para a “salvação do Natal”, defendendo que o exemplo pessoal dado pelo primeiro-ministro, António Costa, sobre a sua gestão familiar dos encontros desta época festiva, com reuniões familiares em dias diferentes, é exemplo do que não se deve fazer, sublinhando que é importante que as pessoas minimizem o número de contactos.

No texto pede-se aos portugueses que assumam que, para que o próximo seja normal, “este Natal vai ser diferente”, passado apenas com o agregado familiar, estendendo a precaução a eventos de empresas, defendendo que será “necessário evitar essa forma de convívio”. Carlos Martins defende que se isto não acontecer “a pandemia vai descontrolar-se e descontrolada já ela está”.

O professor universitário critica o espaço mediático completamente ocupado “com controvérsias e medidas legais” em vez de se focar nas questões essenciais de combate à pandemia. “É preciso sensibilizar os cidadãos para regras tão simples, mas que não estão a ser cumpridas”, disse.

O especialista defendeu que as férias escolares de Natal deviam ser alargadas de duas para quatro semanas, como forma de travar contágios, uma vez que discorda da “retórica em relação às escolas”, com as autoridades de saúde a insistirem que são responsáveis por uma percentagem residual de infeções.

Cita ainda estudos internacionais que questionam essa ideia, referindo também que em Portugal há um desconhecimento sobre a origem da infeção numa parte significativa dos casos positivos, ao que acresce que entre os jovens as infeções são muitas vezes assintomáticas.

ZAP // Lusa

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1 COMENTÁRIO

  1. Não sou especialista mas penso que a continuar assim ou os laboratórios se viram para a descoberta de medicamentos que curem este Vírus ou vamos piorar mais ainda tanto em Portugal como no Mundo, a vacina segundo especialistas ela não cura, senão cura há que investigar e se possível rápido medicamentos para acura, já está há vista que confinamento não está a dar o resultado que esperávamos

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