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Ex-CEO da Groundforce admite hipótese de comprar a empresa

O ex-CEO da Groundforce, afastado do cargo em abril por “violação grave dos deveres de lealdade”, não exclui a hipótese de vir a comprar a empresa de handling.

Em declarações ao jornal online ECO, Paulo Neto Leite contou que pretende voltar a gerir a Groundforce e que “um dos cenários que pode existir” é a compra da empresa em conjunto com um fundo que junta capital nacional e estrangeiro.

O gestor explicou que está disposto a avançar, caso a operação com um dos três players internacionais, que estão interessados, não avance. Se chegar a esse ponto, o plano com o fundo, que preferiu não nomear, está “desenhado e pronto a avançar”.

Esta semana, recorde-se, o mesmo jornal digital avançou que a Swissport está em Lisboa para fazer visitas técnicas à empresa, depois de o fundo espanhol Atitlan se ter afastado e de as negociações com a belga Aviapartner terem abrandado.

“Neste momento, a Groundforce precisa de um player internacional, mas não ponho de lado que, com um fundo por trás, possa vir a avançar. Se as outras soluções não se concretizarem, estarei sempre pronto a avançar“, declarou.

Neto Leite disse ainda que “neste momento e como está, a Groundforce não vale nada, mas a empresa tem valor”.

Acredito na Groundforce, na TAP e na recuperação do turismo. A empresa tem gente muito qualificada. Tem um problema de dívida, sim, mas tem essencialmente um problema do acionista”.

O gestor referia-se a Alfredo Casimiro, dono da Pasogal e acionista maioritário da Groundforce, admitindo que a deterioração da relação entre ambos começou com a chegada da pandemia.

“Começou a ser uma gestão difícil com grandes divergências sobre a forma de gerir”, afirmou o ex-CEO, acrescentando que “Alfredo Casimiro foi sempre muito arrogante para com a TAP e tinha uma postura de que o Governo tinha de o ajudar”.

Recorde-se que o agora ex-presidente executivo da Groundforce foi destituído do cargo, em abril, depois de uma reunião do conselho de administração que o substituiu pelo próprio Alfredo Casimiro.

De acordo com um comunicado emitido pela empresa, Paulo Neto Leite foi destituído do cargo na sequência “um conjunto de situações que configuraram uma violação grave dos deveres de lealdade“.

  ZAP //

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