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Nos EUA, vacinados não precisam de usar máscara na rua. Islândia proíbe entrada de viajantes de 16 países

Mário Oliveira / SEMCOM

Se nos EUA a população começa a recuperar alguma normalidade, há outros pontos do globo onde a pandemia continua sem dar tréguas. A Islândia define agora novas restrições. Na índia, o número de mortes e de novas infeções continua a crescer drasticamente.

Os norte-americanos que já completaram a vacinação contra a covid-19 não necessitam de utilizar máscaras no exterior, exceto em eventos com multidões, anunciou esta terça-feira o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC).

A atualização das diretrizes do regulador norte-americano dá indicações para as pessoas com a vacinação completa em várias situações, distinguindo as formas de atuação em relação a quem ainda não está imunizado.

“É um dia em que podemos dar um passo em direção à normalidade de antigamente”, disse em conferência de imprensa a diretora do CDC, Rochelle Walensky.

“Se estiver completamente vacinado, as coisas são muito mais seguras que para aqueles que ainda não estão”, referiu.

Segundo o Público, os norte-americanos vacinados deixam assim de necessitar de utilizar máscaras ao ar livre em ajuntamentos com poucas pessoas ao ar livre e em refeições com membros de outros agregados familiares.

Contudo, para as pessoas ainda não vacinadas, o CDC divide as diferentes atividades em três níveis de segurança (seguras a verde, um pouco menos seguras a amarelo e as menos seguras a vermelho).

A utilização de máscara e o distanciamento sociais são recomendados logo no caso de ajuntamentos reduzidos ao ar livre com pessoas vacinadas e não vacinadas.

O órgão considera que um jantar ao ar livre num restaurante com amigos de diferentes agregados familiares já é uma atividade um pouco menos segura, e um evento com multidões ao ar livre é marcado a vermelho.

Em relação aos eventos em espaços fechados, todos estão marcados a amarelo ou vermelho para os não vacinado. Já uma ida ao cabeleireiro está no nível intermédio de segurança, enquanto assistir a um filme figura no nível mais alto de risco, por exemplo.

No caso das pessoas já inoculadas, todas estas atividades são definidas como seguras, mas o CDC estipula na mesma a necessidade de utilizar máscara.

Islândia aperta o cerco

A Islândia proíbe a partir de agora a entrada no seu território de viajantes de 16 países considerados zona de “alto risco” de contaminação pela covid-19, anunciou hoje o Ministério da Justiça.

“Até 31 de Maio de 2021, todos os estrangeiros provenientes ou que tenham estado, durante mais de 24 horas nos 14 dias anteriores, numa zona onde a taxa de incidência da infeção a 14 dias é superior a 700 pessoas por 100.000 habitantes (…) estão proibidos de entrar na Islândia”, indicou o ministério num comunicado.

Entre os países do espaço Schengen – do qual a Islândia faz parte – estão no grupo a França, a Polónia e a Suécia.

A proibição não se aplica aos viajantes que residem na Islândia, aos membros da família de cidadãos que residam legalmente no território, nem aos cidadãos que apresentem um certificado de vacinação ou de contaminação anterior pelo coronavírus. Também se aplicam exceções a viagens consideradas “essenciais”.

Os viajantes de 16 outros países têm de realizar cinco dias de quarentena à chegada à ilha, num hotel requisitado pelo Estado, salvo exceções. Por outro lado, o Ministério da Saúde apresentou um plano de quatro etapas para levantar as restrições na Islândia, tendo em conta o progresso da vacinação.

“Estimamos que todas as restrições nacionais poderão ser levantadas na segunda metade do mês de Junho, quando cerca de 75% da população (com mais de 16 anos) terá recebido pelo menos uma dose da vacina”, precisou o ministério num comunicado.

A Islândia prevê vacinar todos os maiores de 16 anos, ou seja, cerca de 280.000 dos seus 365.000 habitantes.

Índia ultrapassa as 200 mil mortes

A Índia ultrapassou esta quarta-feira os 200 mil mortos desde o início da pandemia da covid-19 ao registar 3293 óbitos nas últimas 24 horas. O país também contabilizou um novo máximo de infeções diárias: 360.960 novos casos.

O número diário de mortes causadas pela covid-19 e de casos da doença é o maior de sempre naquele país, que se debate com falta de oxigénio e de recursos para combater a segunda vaga da pandemia.

Com uma população de 1,3 mil milhões de habitantes, a Índia está a braços com um surto devastador. Só em Abril, o país registou quase seis milhões de novos casos. A explosão do número de casos, atribuída a uma variante do vírus detetada na Índia e a comícios eleitorais e festivais religiosos em grande escala, sobrecarregou os hospitais, onde faltam camas, medicamentos e oxigénio.

A crise é particularmente grave na capital, Nova Deli, com pessoas a morrer às portas de hospitais apinhados, indicou a agência de notícias France-Presse (AFP).

Na terça-feira, o professor universitário Gautam Menon, especialista em modelos de previsão da pandemia, disse à Lusa que a Índia só deverá atingir o pico da segunda vaga “em meados de Maio”, podendo atingir os 500 mil casos diários.

Desde o início da pandemia, a Índia acumulou 201.187 óbitos e mais de 17,9 milhões de infeções, sendo o segundo país do mundo com mais casos, atrás dos Estados Unidos. É também o quarto com mais óbitos, depois dos EUA, do Brasil e do México.

O país, que administrou até agora perto de 150 milhões de vacinas contra a covid-19, vai alargar a vacinação a partir de sábado a todos os adultos, o que significa que mais 600 milhões de pessoas serão elegíveis.

Vários países, como Portugal, os EUA e a Alemanha já avançaram que vão enviar ajuda para a Índia.

  ZAP // Lusa

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