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Espanha vai proibir viagens durante a Páscoa. França, Hungria e Brasil com novas restrições

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Sebastião Moreira / Lusa

Espanha prepara-se para aprovar um plano de desconfinamento para as próximas semanas, particularmente para a Páscoa, que prevê a proibição de viajar entre as suas comunidades autónomas e recolher obrigatório entre as 22h00 e as 06h00.

O compromisso foi esta quinta-feira aprovado numa reunião entre os responsáveis pelo setor da saúde de todas as comunidades autónomas espanholas.

Segundo fontes da reunião, apenas a comunidade de Madrid se opôs ao acordo, que ainda tem de ser ratificado numa reunião que terá lugar na próxima quarta-feira do Conselho Interterritorial do Sistema Nacional de Saúde.

Os responsáveis regionais concordaram com a proposta feita pelo Ministério da Saúde do Governo central para que se mantenha, pelo menos até à Páscoa, o atual cerco sanitário ao nível das comunidades autónomas, o recolher obrigatório das 22h00 até às 06h00, bem como limitar as reuniões em espaços públicos ou privados a um máximo de quatro pessoas.

O documento aprovado inclui ainda recomendações para desencorajar expressamente a celebração de encontros sociais em casas ou outros espaços fechados com pessoas que não pertencem ao mesmo agregado familiar.

Vai ainda ser lançada uma campanha institucional para evitar o relaxamento dos comportamentos, com o lema “Não salvamos semanas, salvamos vidas”, numa alusão à “Semana Santa”.

França evita confinamento geral

O executivo francês continua a evitar um confinamento total para combater a covid-19, mas alargou o confinamento ao fim de semana à região de Pas-de-Calais e impôs novas medidas como o encerramento de grandes zonas comerciais e interdição de manifestações.

“Repito, nós devemos fazer tudo para evitar e reservar esta opção final [confinamento total] para uma situação mais degradada”, disse esta quinta-feira o primeiro-ministro, Jean Castex, em conferência de imprensa.

De forma a travar a pandemia no país, a Dunquerque e Nice junta-se à região de Pas-de-Calais que vai passar a confinar durante o fim de semana. Além disso, mais três departamentos juntam-se aos 20 já em vigilância reforçada devido ao vírus.

Em todo o território vão ser fechadas as superfícies comerciais com mais de 10 mil metros quadrados, haverá um reforço do uso da máscara e os prefeitos, equivalente aos governadores civis em Portugal, vão poder proibir as aglomerações nas grandes cidades e impedir manifestações de forma a evitar ajuntamentos de pessoas.

Hungria fecha escolas

A partir de segunda-feira, a Hungria vai fechar escolas, a maioria das lojas e negócios, como resposta à deterioração da situação sanitária devido à covid-19, anunciou esta quinta-feira o governo.

“Escolas primárias e jardins-de-infância vão fechar até 7 de abril”, afirmou aos jornalistas Gergely Gulyás, chefe do gabinete do primeiro-ministro, Viktor Orbán.

As lojas, com exceção de mercearias, farmácias e estações de serviço também vão encerrar até 22 de março, prosseguiu, acrescentando que os funcionários vão ter que privilegiar o teletrabalho.

A Hungria, com 9,8 milhões de habitantes, registou esta quinta-feira quase 6.300 novos casos de covid-19, o maior número desde 24 de dezembro, enquanto a doença já matou 15.476 pessoas, segundo as estatísticas oficiais.

O país está sob recolher obrigatório ao final de tarde e à noite desde novembro, com reuniões proibidas e restaurantes e universidades encerrados.

Brasil com novas restrições

A prefeitura do Rio de Janeiro anunciou esta quinta-feira novas restrições à atividade de restaurantes, bares e praias e um toque de recolher na esperança de conter a pandemia de covid-19, que está a aumentar o número de vítimas no Brasil.

A cidade de 6,7 milhões de habitantes é uma das últimas a tomar medidas no país, que nos últimos dois dias bateu o seu recorde de mortes em 24 horas. Na quarta-feira, 1.910 óbitos foram confirmados pelo Governo brasileiro.

Por outro lado, o Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, continua a minimizar a crise sanitária, deixando estados e municípios responsáveis por medidas de redução de atividades ou toques de recolher.

O decreto do Rio de Janeiro entra em vigor na sexta-feira por uma semana e ordena o fecho de bares e restaurantes a partir das 17h e proíbe qualquer venda itinerante em praias, além de proibir o funcionamento de clubes e atividades festivas.

  ZAP // Lusa

3 Comments

  1. Asneira é querer tirar liberdade a pessoas responsáveis que se protegem e sabem cuidar das suas vidas.
    Mas quem quiser ficar fechado na sua bolha não precisa de ordem do Sr. Costa, não imponham é os seus medos aos outros

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