Entre o “querer” e o “poder”, vai uma distância abismal que a CDU põe a descoberto

José Sena Goulão / EPA

Olhar para a maioria absoluta ou para eventuais entendimentos com o PSD é querer “confinar-se no pior da sua tradição”. O alvo é o PS.

Só os votos dos eleitores podem ditar quem consegue formar Governo. A CDU tem tido azares nesta campanha eleitoral, mas mantém viva a esperança de que irá conseguir um bom resultado no dia 30 de janeiro.

Num comício em Loures, esta quarta-feira, João Oliveira salientou que “o PS quis a maioria absoluta” e provocou eleições, “mas agora parece querer confinar-se ao pior da sua tradição e ligar-se ao PSD e ao bloco central”.

“O que o PS quer é uma coisa, o que o povo decidir pode ser diferente”, sublinhou. “O que o povo vai dizer pode ser uma coisa diferente, por isso o voto na CDU é o único que garante que não acordamos no dia 31 de janeiro” com “um Governo do PSD e dos outros primos da direita” ou um Executivo de entendimento entre socialistas e sociais-democratas.

O cabeça de lista da CDU pelo círculo eleitoral de Évora estava acompanhado pelos números dois e três por Lisboa, Alma Rivera e Duarte Alves, e vários dirigentes comunistas, entre eles Ricardo Costa e Bernardino Soares.

Citado pelo Expresso, Oliveira salientou que a CDU não faz “da campanha um período de caça ao voto, mas de mobilização para todas as batalhas que, a partir de dia 31 de janeiro, vamos continuar a travar”. A luta não é de hoje nem de ontem, muito menos de amanhã – é de sempre.

“Resumem a coisa ao PS e PSD e enquanto discutem fulanos não se discutem as políticas que os fulanos querem fazer”, disse João Oliveira, para enfatizar, logo de seguida, que nem todos têm a “propriedade que a CDU tem para falar” em tempos de campanha eleitoral.

“Não há nada que possa ser dito colocando em causa a credibilidade do que tem sido feito. Podemos fazer agora a defesa das nossas propostas com a credibilidade que isso nos dá, com aquilo que conquistámos ao longo dos anos”, disse, citado pelo Observador, distanciando-se daqueles que “durante anos criaram obstáculos” e aos que “de perna cruzada pouco se preocuparam”.

A luta continua esta quinta-feira, logo pela manhã, no debate a nove – menos dois.

  Liliana Malainho, ZAP // Lusa

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