Empresa que trata de disfunção eréctil vende testes rápidos

Ina Fassbender / AFP

Norte-americanos, tal como os portugueses, tentaram encontrar testes em farmácias. Não conseguiram. Mas há uma alternativa inesperada.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Não é só em Portugal: nas últimas semanas de 2021 foi pouco provável encontrar um teste rápido à COVID-19 nas farmácias portuguesas – um cenário que se repetiu noutros países, como nos Estados Unidos da América. Mas apareceu uma alternativa, no mínimo inesperada.

O facto foi salientado pela CBS News, que descreve o que se verificou nos EUA, tal como em Portugal: dificuldade em encontrar um teste numa farmácia norte-americana, mas com um extra – nas próximas semanas a situação não deve mudar muito porque as aulas vão recomeçar, porque a variante Ómicron está a atingir milhões de pessoas e porque, por consequência, a procura por testes não vai diminuir assim tanto, apesar de já termos atravessado a fase do Natal e do Ano Novo.

A Ómicron voltou a colocar os EUA na linha das centenas de milhares de casos positivos por semana. Só na semana passada foram registados cerca de 340 mil casos; na semana anterior os números rondavam pouco mais de metade (187 mil em sete dias).

No entanto, o cartaz «esgotado» não está exposto em todo o lado. Houve alguns “espertos” que perceberam onde podem encontrar testes rápidos, excluindo a hipótese farmácia. A alternativa insólita chama-se Ro.

Nem sempre se chamou Ro. Esta empresa de tele-medicina, fundada em 2017 com a designação Roman, de facto dedica-se a algo relacionado com a saúde. Mas noutro contexto. E sobretudo masculino: proporciona tratamentos para problemas como a disfunção eréctil. Focando-se também na queda de cabelo.

Mas, aproveitando o duplo contexto (menos negócio nas suas especialidades e escassez de testes noutros locais), os responsáveis da Ro colocaram à venda no seu site kits de testes rápidos de antigénio (TRAg) à COVID-19.

O resultado do teste aparece em 10 minutos e o envio para casa é gratuito, demorando entre três e cinco dias úteis.

Cada pessoa interessada pode comprar, no máximo 12 testes – em Portugal, no início de Dezembro havia pessoas a comprar 50 testes de uma só vez, em super ou hipermercados.

Preço? 15 dólares cada teste. Cerca de 13,20 euros por cada teste rápido.

Mas, apesar do valor, esta é uma alternativa rara nos dias que correm, nos EUA. O portal nowinstock.net, que ajuda os consumidores a perceberem o que existe no mercado, indica que, mesmo através da internet, estão esgotados praticamente todos os testes, de todas as variedades.

Os testes rápidos ao coronavírus entraram mesmo nos produtos mais difíceis de encontrar, ao lado das consolas (época de Natal, de prendas) Xbox, Playstation e Switch.

  Nuno Teixeira da Silva, ZAP //

Deixe o seu comentário

Your email address will not be published.