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Edgar Silva viabilizaria retificativo por “sentido de responsabilidade”

SIC Notícias

Edgar Silva e Maria de Belém Roseira em debate

O candidato presidencial Edgar Silva justificou este sábado a possibilidade de viabilizar o Orçamento Retificativo apresentado pelo PS com o “sentido de responsabilidade” de um chefe de Estado, posição que Maria de Belém Roseira considerou ser uma contradição.

“Enquanto Presidente da República não poderia pôr de parte, há um sentido de responsabilidade”, admitiu Edgar Silva durante o debate na SIC Notícias com Maria de Belém Roseira.

Perante a insistência do jornalista Anselmo Crespo, que moderava o debate, para explicar a sua posição, já que o PCP (partido que o apoia) votou contra o Orçamento Retificativo, Edgar Silva repetiu apenas que, apesar do “conjunto de discordâncias em tudo quanto se reporta ao processo Banif”, enquanto chefe de Estado “não poderia de maneira nenhuma” descurar a possibilidade de viabilizar um documento com a importância do Orçamento Retificativo.

No debate, Maria de Belém afirmou que gostaria de ter o apoio da esquerda bem como de todas as pessoas que se revissem na candidatura – e acabou por não dizer se apoiaria Edgar Silva numa eventual segunda volta em que o candidato comunista fosse o representante da esquerda. “Em democracia está tudo em aberto”, afirmou a antiga presidente do PS.

O candidato apoiado pelo PCP jurou fazer cumprir a constituição caso fosse eleito e não defender o tratado orçamental, contrapondo as afirmações da candidata socialista, em entrevistas a jornais, de que não hesitaria em demitir o Parlamento se um governo falhasse o cumprimento dos tratados internacionais.

“O Presidente da República jura cumprir a Constituição, não vamos jurar o Tratado Orçamental. O que está em causa é a defesa intransigente da Constituição”, sinalizou o comunista, acusando a socialista de ter uma “orientação de subserviência inaceitável”.

Maria de Belém insistiu que “Portugal tem o dever de representar na Europa os interesses dos portugueses, mas não tem o poder unilateral de alterar as regras”.

“Se fosse eleito Presidente dizia ‘não cumprimos’? Rasgaria os tratados? Está a acusar-me de uma posição que nunca foi a minha! Eu sempre disse que os interesses portugueses não foram suficientemente defendidos na Europa. O senhor quer encostar-me a uma coisa que não é verdade”.

Edgar Silva e Maria de Belém Roseira são candidatos às eleições presidenciais de 24 de janeiro, nas quais os portugueses escolherão o sucessor de Cavaco Silva.

ZAP

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