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Donald Trump partilha tweet com alegado nome de denunciante (e pode ter violado lei federal)

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Jason Szenes / EPA

O Presidente dos EUA, Donald Trump, partilhou este fim de semana um tweet com o alegado nome do denunciante anónimo cuja queixa motivou o processo de impeachment.

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A mensagem original foi publicada pelo utilizador “Surfermom77”, que diz chamar-se Sophia e viver na Califórnia. De acordo com a Associated Press, a conta apresenta vários indícios de não ser gerida por humanos, incluindo um nível extraordinariamente elevado de atividade e fotos de perfil que são imagens de arquivo disponibilizadas na Internet.

Trump tem apoiado os esforços para revelar a identidade do denunciante mas, ao fazer a partilha, o Presidente enviou pela primeira vez o alegado nome para os seus 68 milhões de seguidores.

Desmascarar o denunciante pode constituir uma violação de leis federais de proteção que historicamente são apoiadas pelo Partido Democrata e pelo Partido Republicano.

Há meses que circulam especulações sobre a identidade do denunciante. O Facebook tem uma política de proibição de publicações que revelem o alegado nome do denunciante. Já o Twitter não tem. A rede social, segundo o semanário Expresso, não removeu o tweet nem outros que alegam revelar a identidade do denunciante.

O Presidente norte-americano foi acusado de pressionar o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, a investigar o seu rival político e ex-vice-Presidente Joe Biden.

Esta chamada, cuja transcrição foi revelada na última semana após a queixa de um denunciante, levou os democratas a darem início a um processo de impeachment presidencial. Na segunda-feira, o advogado pessoal de Trump, Rudy Giuliani, recebeu uma intimação relacionada com os seus contactos com as autoridades ucranianas.

Mais tarde, o Governo australiano confirmou que houve uma segunda chamada, em que Donald Trump pressionou o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, para que este o ajudasse a descredibilizar a investigação do procurador especial Robert Mueller. O governo australiano confirmou que a chamada aconteceu e que o primeiro-ministro concordou em ajudar.

A Câmara dos Representantes aprovou duas acusações formais de abuso de poder e obstrução do Congresso. Os democratas consideram que o Presidente norte-americano abusou do cargo que ocupa ao pedir a Kiev para investigar Joe Biden.

Donald Trump nega ter cometido quaisquer irregularidades e classifica o processo de impeachment como “uma farsa”.

  ZAP //

 

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