“Dois terços dos problemas estão na Área Metropolitana de Lisboa”, justifica Costa

Rodrigo Antunes / Lusa

O primeiro-ministro, António Costa, justificou esta sexta-feira a necessidade de tomar medidas localizadas em Lisboa para evitar que o agravamento da situação epidemiológica se alastre. 

Em Bruges, na Bélgica, à margem da sessão de encerramento do ano académico do Colégio da Europa, António Costa disse que a medida adotada para a Área Metropolitana de Lisboa (AML), que entra em vigor esta sexta-feira, é uma “medida de razoabilidade”.

“Quando se vê que dois terços dos problemas estão na AML, a primeira medida a tomar é evitar a expansão para o resto do país”, afirmou o primeiro-ministro, citado pelo Expresso. “O que manda o bom senso é fazer tudo o que é necessário e nada mais do que é necessário.”

“É preciso evitar a expansão para o resto do país. Esta medida é uma entre várias. O que foi adotado foi a medida da razoabilidade. O que manda o bom senso é fazer tudo o que é necessário e nada mais”, sublinhou.

Além da proibição de entrada e saída na AML, serão ainda alargados os horários de vacinação na região para acelerar o processo, e haverá um reforço da fiscalização. Ainda assim, Costa alertou que “grande parte” das contaminações está a acontecer em festas privadas e reuniões familiares.

“Aí o Estado não pode fiscalizar. As pessoas têm que ter responsabilidade”, advertiu o primeiro-ministro, anunciando que, na próxima semana, será aprovada a legislação nacional do certificado digital Covid-19.

Segundo o semanário, Costa chamou a atenção para as consequências que o comportamento de alguns grupos poderá trazer para o setor da restauração e hotelaria, e não só. Um eventual recuo será “uma coisa brutal na economia”, avisou.

“Não podemos andar para trás e a melhor forma é cada um fazer o que lhe compete”, recomendou. “O comportamento de poucos pode vir a destruir o trabalho de muitos.”

Já em relação à falta de sintonia entre primeiro-ministro e Presidente da República, Costa rejeitou haver divergências. “Já todos aprendemos que devemos ter muita cautela sobre o que formulamos para o futuro.”

“O senhor Presidente da República já teve oportunidade, em Nova Iorque, de esclarecer uma expressão que terá gerado bastante equívoco ao explicar que quando se referia que no que depender dele, se referia ao estado de emergência, no qual é necessária a intervenção do Presidente da República. Não se referia naturalmente à gestão da situação em que estamos que é o estado de calamidade”, explicou, citado pelo ECO.

Liliana Malainho, ZAP //

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