Dois meses depois, ainda há corpos espalhados no local de queda de avião russo

Yuri Kochetkov / EPA

Avião russo caiu perto de Moscovo

Todas as 71 pessoas que seguiam a abordo do avião que se despenhou morreram. Os investigadores foram enviados de novo para o campo para recolher mais corpos e partes do avião.

Cerca de 100 investigadores voltaram ao local onde um avião se despenhou perto de Moscovo em fevereiro depois de um familiar de uma das vítimas ter apresentado uma queixa ao presidente russo Vladimir Putin de que tinha encontrado restos humanos no local.

Aquando do acidente, de acordo com o The Times, foram recolhidas 1400 partes de corpos no dia seguinte ao acidente pelos operacionais a trabalhar sob condições climatéricas desfavoráveis ao resgate e salvamento de corpos.

Os meios de comunicação russos reportaram esta segunda-feira que outras 13 partes do avião foram encontradas. O Ministério russo das Situações de Emergência disse que uma nova pesquisa no local já tinha sido planeada, mas foi adiada de forma a “acalmar as pessoas”.

De acordo com os primeiros resultados da investigação, o acidente poderá ter sido causado por um erro humano. O avião despenhou-se alguns minutos depois de ter descolado do aeroporto internacional moscovita de Domodedovo, tendo provocado a morte de 71 pessoas que seguiam a bordo

Com destino à cidade de Orsk, no sul dos montes Urais, o avião saiu de Moscovo às 14h21 locais (11h21 em Lisboa) e, depois de descolar, desapareceu dos radares e despenhou-se entre as localidades de Arguntsevo e Stepanovo, na província da capital russa.

Depois de uma análise preliminar da caixa negra do avião, os especialistas do comité de aviação russo afirmaram que o acidente ocorreu depois de os pilotos terem visto dados diferentes nos dois indicadores de velocidade do aparelho.

“A análise preliminar da informação gravada e o exame de casos semelhantes no passado nos permitem supor que o fator que causou a situação extraordinária durante o voo foi o erro de dados sobre a velocidade que apareceu nos painéis dos pilotos”, refere o comité em comunicado.

De acordo com os dados extraídos pelos investigadores da análise das caixas negras recuperadas no lugar do acidente, este erro de dados deve-se ao congelamento dos sensores de velocidade.

O estudo das gravações dos parâmetros de voo mostrou que os sistemas de aquecimento dos três medidores de pressão totais – que informam os pilotos da velocidade do avião – foram desligados.

Os dados do gravador indicam que as divergências entre os indicadores de velocidade do piloto e o copiloto começaram a ocorrer dois minutos e 30 segundos após a descolagem.

“Antes da colisão com o solo, o indicador no painel de comando começou a mostrar um aumento repentino da velocidade, que no momento da colisão era de cerca de 800 quilómetros por hora, enquanto a do copiloto era igual a zero”, adianta o comité.

Os especialistas terão de estudar as gravações do gravador de voz para verificar as ações dos pilotos e suas reações ao alarme de colisão.

Além disso, uma análise abrangente do sistema de aquecimento dos medidores de pressão deste modelo de aeronave será realizada para estabelecer que tipo de falhas pode apresentar.

ZAP //

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