Divulgada a lista das 61 agências da Caixa que vão fechar

Rodrigo Gatinho / portugal.gov

Paulo Macedo, C da CGD

Paulo Macedo, C da CGD

Foi oficialmente confirmada a lista de agências da Caixa Geral de Depósitos (CGD) que vão encerrar. São 61 balcões, a maior parte na Grande Lisboa, segundo a “lista atualizada e revista” enviada à comissão parlamentar de recapitalização e gestão do banco público.

Datado de 22 de março, o documento enviado pelo presidente do conselho de administração da CGD, Rui Vilar, indica que deverão encerrar “nesta fase” 18 agências na área da Grande Lisboa, 15 a norte, 15 a sul e nas regiões autónomas e 13 na zona centro.

Anteriormente, o plano apontado passava pelo encerramento de 70 balcões, cerca de 50 no final deste mês e os restantes até final do ano.

A reavaliação da lista de agências a fechar foi negociada com Bruxelas pela anterior administração do banco público, liderada por António Domingues, e é uma das contrapartidas acordadas para que a recapitalização da CGD que está a decorrer, num montante superior a 5.000 milhões de euros, não seja considerada ajuda de Estado.

Atente na lista completa das 61 agências da CGD que vão encerrar:

Norte:
Gualtar, Braga
São Lázaro, Braga
Merelim, Braga
Campo, Valongo
Ponte da Pedra, Matosinhos
Pinhais da Foz, Porto
Termas S.Vicente, Penafiel
Santa Quitéria, Felgueiras
Fontainhas, Póvoa de Varzim
Senhora da Agonia, Viana do Castelo
Lordelo, Paredes
Pedras Rubras, Maia
Oliveira do Douro, Vila Nova de Gaia
Pádua Correia, Vila Nova de Gaia
Portas Fronhas, Vila do Conde

Centro:
Aida, Aveiro
São Bernardo, Aveiro
Cucujães, Oliveira de Azeméis
Atouguia da Baleia, Peniche
Silvares, Fundão
Febres, Coimbra
Souselas, Coimbra
Universidade de Coimbra (Pólo II)
Caranguejeira, Leiria
Pousos, Leiria
Branca, Albergaria-a-Velha
Almeida, Guarda
ISPV, Viseu

Grande Lisboa:
Quinta das Conchas, Lisboa
ISEG, Lisboa
Cascais Av.
Colares, Sintra
ISEL, Lisboa
Universidade Nova, Lisboa
Palácio da Justiça, Lisboa
Avenida Fontes Pereira de Melo, Lisboa
Torres Vedras Sul
Sobreiro Curvo, Torres Vedras
Abrigada, Alenquer
Merceana, Alenquer
Brandoa, Amadora
Pólo da Ajuda, Lisboa
Tagus Park, Oeiras
Caneças, Odivelas
Colinas do Cruzeiro, Odivelas
5 de Outubro (já encerrada), Lisboa

Sul e Ilhas:
Angra – Avenidas, Açores
Fajã de Cima, Açores
Sobreda da Caparica, Almada
Cacilhas, Almada
Fórum Almada
Quinta do Amparo, Portimão
Ameijeira, Lagos
Lavradio, Barreiro
Fórum Madeira
Alexandre Herculano, Portalegre
Pedro de Santarém, Santarém
Canha, Montijo
Monte Gordo, Vila Real de Santo António
Gambelas, Faro
Santa Margarida, Constância

Desde há semanas que os encerramentos têm provocado contestação do poder político local, como são os casos de Almeida, no distrito da Guarda, de Marvão, no Alto Alentejo, da freguesia do Teixoso, na Covilhã, de Santa Margarida, no concelho de Constância e da Golegã, ambas no distrito de Santarém.

Fonte do Sindicato dos Trabalhadores do Grupo Caixa já tinha dito à Lusa que estão preocupados com o encerramento de balcões, sobretudo nos casos de sedes de concelho e também adiantou que está previsto o fecho do balcão das Lajes do Pico, nos Açores.

O PS pediu ao Governo para esclarecer se a reorganização da rede de balcões garante a “salvaguarda mínima de cobertura” territorial por concelho e questionou quais os critérios para a redução de efetivos, num requerimento enviado ao executivo.

A CGD apresentou prejuízos históricos de 1.859 milhões de euros no ano passado, dez vezes mais do que os resultados negativos de 171 milhões de euros de 2015, o que foi justificado pela constituição de novas imparidades (perdas potenciais, sobretudo para crédito) num montante superior a 3.000 milhões de euros.

// Lusa

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13 COMENTÁRIOS

  1. Será que a CGD é um Banco Público?
    O Paulo Macedo, com olhos de carneiro mal morto, já em tempos como Ministro da Saúde “tratou da saúde”
    dos cidadãos.
    O seu tratamento anterior continua agora a ser aplicado embora noutra áera.

  2. Como é que a CGD não há de estar falida se nem sequer sabem distinguir onde é o Centro ou o Sul do país, considerar Santarém e Constância a Sul do país quando ainda estão a algumas dezenas de quilómetros a Norte de Lisboa que se situa na zona Centro é no mínimo cómico!.

    • Dizer que Lisboa é centro é apenas paspalhice política. Tem que olhar para um mapa… Lisboa está no terço inferior, é sul.

      • Não sou da CGD nem da banco, mas quem é que disse que o Norte, Centro e Sul, tem a ver com mapa? é a organização interna, trabalhei numa empresa que para nós sul era a sul do Pombal.

        • Se considerarmos o país dividido entre Norte e Sul apenas nesse caso não deixará de estar certo a divisão na região de Leiria.

      • Pois então considerando o país dividido em três regiões verifique bem os quilómetros e verificará que Lisboa terá que ficar na parte inferior do Centro do país e lembro-lhe que no concelho de Vila de Rei está situado o Centro Geodésico de Portugal.

  3. Uma agência bancária, quer seja pública, quer seja privada, num centro comercial, jamais devia encerrar e porquê? Porque é um local onde se dirigem milhares de pessoas todos os dias e mais seguro do que em zonas isoladas por isso, não se compreende a decisão de, por exemplo, encerrar a agência da CGD, no Fórum de Almada.

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