Dez anos depois, PJ diz que caso Maddie “continua aberto”

Waerfelu / Wikimedia

Maddie McCann

Maddie McCann

A Polícia Judiciária continua a investigar o desaparecimento de Madeleine McCann, ocorrido em 2007 no Algarve, admitindo que se trata de “um caso único na história da PJ e do país”.

“O caso continua aberto” e a investigação foi entregue a uma equipa da PJ do Porto, revelou o diretor-adjunto da Polícia Judiciária, Pedro do Carmo, em entrevista à agência Lusa, a propósito dos dez anos do desaparecimento da criança britânica, então com três anos, do aldeamento turístico Ocean Club, na Praia da Luz, Lagos.

Para o número dois da PJ, os contornos do desaparecimento de Maddie são “um caso único na história do país e na da PJ”.

“Nunca tínhamos tido um caso semelhante nem tivemos depois”, disse Pedro do Carmo, admitindo que a polícia “tem todo o interesse em saber o que se passou, porque é dessa forma que se podem tirar as ilações para situações futuras”.

Questionado sobre se o longo tempo decorrido é inimigo da investigação, o responsável admitiu que “a PJ tem consciência que, à medida que o tempo passa, se tornará mais difícil alcançar respostas ou resultados”.

“De qualquer forma temos essa esperança e temos razões para termos esta esperança”, assegurou.

O trabalho da PJ “continuou e continua neste momento”, existindo “a esperança de encontrar respostas para o caso, e alcançar resultados” até se chegar ao momento de dizer “que nada mais há a fazer”.

Pedro do Carmo reconheceu que o caso Maddie é uma pedra no sapato da PJ e considerou que ainda é prematuro fazer uma análise sobre como decorreu todo o processo de investigação.

Não sabemos ainda o que aconteceu, qual a razão do desaparecimento da Madeleine. O que significa que ainda não estamos em condições de dizer o que foi mal feito, bem feito ou que o deveria ter sido feito”, frisou.

A avaliação crítica do caso só poderá realizar-se com o encerramento do inquérito, “quer porque encontrámos as respostas que queríamos ou porque chegámos ao ponto onde nada mais há para fazer”, disse.

A menina britânica desapareceu a 3 de maio de 2007, quando dormia, juntamente com os dois irmãos gémeos (mais novos), no quarto de um apartamento de férias no Algarve.

No início da investigação, a PJ chegou a constituir como arguido, um britânico que vivia nas proximidades do Ocean Club – Robert Murat – e que havia participado nas buscas e sido intérprete da GNR e da PJ.

No início de agosto de 2007, já depois de muitas peripécias que terão dispersado a atenção dos investigadores, a polícia britânica, com a ajuda de cães pisteiros, entrou em ação no local do desaparecimento, à procura de sangue e odores do cadáver da menina.

Em setembro, os pais de Maddie, ambos médicos, foram interrogados na PJ de Portimão e constituídos arguidos.

A 21 julho de 2008, o Ministério Público decidiu arquivar o inquérito e retirar o estatuto de arguidos ao casal McCann e a Robert Murat, ressalvando que o caso poderia ser reaberto caso surgissem “novos elementos de prova”.

Dez anos depois, a investigação ainda prossegue em Portugal e Inglaterra, apesar de as novas pistas que surgiram se terem revelado infrutíferas.

Lusa // Lusa

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