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Descobertas 42 sepulturas da dinastia de faraós de Tutankamon

Uma missão de arqueólogos suecos descobriram um conjunto de 40 sepulturas com ossadas que datam da XVIII dinastia faraónica (1295-1186 a.C.), na cidade monumental de Asuán, no sul do Egito.

As 42 sepulturas escavadas na rocha e uma capela decorada com um disco solar com cerca de 3.500 anos foram encontradas em Gebel el Silsila, no Alto Egipto, por uma equipa da Universidade de Lund, liderada pelos arqueólogos Maria Nilsson e John Ward.

“Infelizmente, as sepulturas e a capela foram saqueadas na antiguidade, e novamente no século XX”, explicou Maria Nilsson à National Geographic.

Segundo os arqueólogos, “a descoberta desta necrópole mostra que Gebel el Silsila era mais do que um simples ajuntamento de templos e tumbas – era uma urbanização densamente povoada”.

O diretor do departamento de Egiptologia do Ministério das Antiguidades, Mohamed Afifi, em declarações à agência espanhola Efe, realçou a importância da descoberta dos ossos de homens, mulheres e crianças de diversas idades, nas montanhas Al Silsila.

“Sem ter em conta a quem pertencem, esta descoberta revela a presença de atividade humana nesta zona”, sublinhou Afifi, que indicou que rapidamente será determinada a identidade dos enterrados.

Alguns dos faraós egípcios mais relevantes e conhecidos, como Tutmosis I, Hatshepsut, Akenatón e Tutankamon, pertencem à XVIII dinastia.

As sepulturas, situadas na margem oriental do rio Nilo, estão esculpidas na rocha, têm passadiços escavados no solo e constam-se de uma ou duas salas quadradas sem inscrições nos muros.

Alguns destes passadiços começam com escadas que conduzem a uma câmara e a uma entrada principal, revelou Afifi, que acrescentou que é provável que as tumbas tenham sido reutilizadas durante a XIX dinastia.

O diretor geral de Antiguidades de Asuán, Nasr Salama, valorizou por sua vez a importância de terem sido encontradas as escadas, já que nunca foram descobertas estruturas deste tipo na zona.

Os peritos da Universidade de Lund também encontraram uma pequena estrutura esculpida na rocha, constituída por duas salas em bom estado e de uma entrada decorada com um disco solar com asas.

A missão sueca, que começou os seus trabalhos na área em 2012, já realizou os primeiros trabalhos de limpeza das sepulturas, tendo já retirado a areia que as cobria.

De acordo com Nasr Salama, as escavações mostraram que o lugar está deteriorado devido à erosão e ao alto nível de água subterrânea.

ZAP / ABr

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