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Críticos sobre reforma das Forças Armadas não serão ouvidos no Parlamento

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António Cotrim / Lusa

O ex-Chefe-Maior da Armada (CEMA), Almirante Melo Gomes, considerou que “ao excluir do debate quem fez a democracia e quem conhece profundamente a Instituição Militar, a Comissão de Defesa Nacional não honra a tradição parlamentar democrática”.

Estas declarações, noticiou esta quinta-feira o Diário de Notícias, surgem após o PS e o PSD terem chumbado as audições a associações e organizações críticas à proposta do Governo para rever a Lei de Defesa Nacional e a Lei Orgânica de Bases das Forças Armadas (LOBOFA), aprovada com os votos do PS, PSD e CDS.

O requerimento do BE, para a audição de várias organizações e associações, entretanto reprovado, incluía a Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA), a Associação Nacional de Sargentos (ANS), a Associação Nacional de Praças (ANP), o Grupo de Reflexão Estratégica Independente (GREI) e a Associação 25 de Abril.

O CDS, que votou a favor do pedido do BE, também apresentou um requerimento, chumbado, para que fossem ouvidos o Chefe de Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA), os três Chefes dos Ramos, o GREI e as associações socioprofissionais.

Na discussão estarão presentes o CEMGFA, o Chefe de Estado-Maior do Exército, o Chefe de Estado-Maior da Força Aérea e o CEMA – todos no ativo e apoiantes da reforma – sugeridos pelo PS e pelo PSD em conjunto.

“Portugal já não é uma democracia liberal pois está desprovido de mecanismos adequados de escrutínio e de garantia de separação de poderes. Os diretórios partidários impõem-se e isto é um grave sintoma de degradação democrática. O que se tem passado com a ‘Reforma das Forças Armadas’ é disso um exemplo claro”, criticou Melo Gomes.

  Taísa Pagno //

1 Comment

  1. Estes parasitas (com reformas de luxo) querem manter tachos sem qualquer justificação lógica e, como o Parlamento não lhes deu palha, dizem logo Portugal deixou de ser uma “democracia liberal”!…
    Engraçado foi ver a múmia Cavaco que antes era a favor, agora defende exactamente o contrário do que disse há poucos anos… mesmo continua um cínico oportunista do pior…

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