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Fez-se História. Uma semana depois, a Crew Dragon regressou à Terra

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Cory Huston / NASA

Ripley regressa à Terra

A cápsula de transporte de astronautas Crew Dragon, da SpaceX, regressou à Terra e caiu no Oceano Atlântico, onde foi recuperada com sucesso, após passar uma semana na Estação Espacial Internacional.

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A cápsula espacial da SpaceX para viagens comerciais terminou com sucesso a missão DM-1, o seu primeiro voo de demonstração, com uma amaragem no Oceano Atlântico, uma semana depois de ter acoplado na Estação Espacial Internacional.

O crash test dummy vestido de astronauta que “pilotava” a Crew Dragon regressou intacto e aparentemente muito bem disposto. Os dados recolhidos pelos sensores e acelerómetros que mediam os seus dados biométricos permitiram à NASA considerar a missão um sucesso — e que a cápsula se tinha até comportado melhor do que o esperado.

O boneco, baptizado Ripley em homenagem à personagem interpretada por Sigourney Weaver na saga de filmes ‘Alien’, do realizador Ridley Scott, tinha levado à ISS cerca de 180 quilos de mantimentos.

O veículo deixou a Estação Espacial Internacional uma semana após a sua acoplagem, no que tinha já representado mais um marco histórico para a companhia de Elon Musk, que pela primeira vez fez chegar à Estação Espacial uma nave privada capaz de transportar carga e passageiros.

Esta sexta-feira, a cápsula e o seu passageiro reentraram na atmosfera terrestre, a uma velocidade superior à do som, e amararam com sucesso no Oceano Atlântico, onde forma recolhidas pelo Go Searcher, o barco de recuperação de veículos espaciais da SpaceX.

A Crew Dragon levantou voo, pela primeira vez, no Centro Espacial Kennedy, na Florida, impulsionada pelo Falcon 9, o foguetão lançador da SpaceX, e acoplou com sucesso na ISS há uma semana.

O primeira missão da Crew Dragon serviu não só como teste de capacidade da nave com que a SpaceX e a NASA tencionam levar astronautas e passageiros à Estação Espacial Internacional, mas também como prova de conceito da ideia de levar turistas ao espaço – corrida em que a empresa de Elon Musk parece agora ganhar vantagem.

A NASA exigiu à SpaceX uma primeira missão não tripulada para que a aeroespacial privada pudesse provar não apenas que conseguia levar passageiros à ISS, mas principalmente trazê-los de volta intactos — o verdadeiro teste da missão DM-1.

A missão permitiu à SpaceX testar mecanismos que ainda não tinham tido a sua prova de fogo – entre os quais a desacoplagem da ISS, efectuada com a ajuda de propulsores que alinharam a cápsula perfeitamente para a sua posição de reentrada, e o sistema Trunk de controle de temperatura, estrutura cilíndrica na base da cápsula que controla o seu voo e permite a sua reentrada na atmosfera.

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O voo bem sucedido da Crew Dragon é também um marco histórico para a NASA, que deixa de estar dependente das cápsulas Soyuz da Rússia, com que a agência espacial norte-americana transporta astronautas para a ISS desde que encerrou o seu programa Space Shuttle — serviço que custa cerca de 81 milhões de dólares por passageiro.

A primeira missão tripulada a bordo da cápsula da SpaceX está prevista para Julho e deverá levar à Estação Espacial os astronautas Bob Behnken e Doug Hurley.

  AJB, ZAP // The verge

2 Comments

    • a·ma·rar
      verbo transitivo
      1. Afastar para o mar largo.
      verbo intransitivo
      2. Fazer-se ao mar largo.
      3. [Aeronáutica] Descer e pousar (o hidroavião, etc.) no mar.

      amarar“, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa

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