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Cresce surto de coronavírus na Casa Branca. EUA atingem 10 milhões de casos

Chris Kleponis / EPA Pool

Os Estados Unidos (EUA) ultrapassaram na segunda-feira os 10 milhões de infetados e 238.000 mortes devido ao novo coronavírus, enquanto aumenta um surto na Casa Branca, que já regista pelo menos oito casos.

Na segunda-feira, surgiu a notícia de que o neurocirurgião e atual secretário de Habitação e Desenvolvimento Urbano, Ben Carson, e um dos assessores de Donald Trump, David Bossie, testaram positivo para o vírus, avançou a Ars Technica.

Os dois novos casos positivos ligados à Casa Branca surgem depois de na sexta-feira terem sido comunicados outros seis, incluindo o chefe de gabinete de Trump, Mark Meadows, o seu conselheiro de campanha, Nick Trainer, e quatro assessores não identificados.

Na noite de terça-feira, Trump deu uma festa na Casa Branca com centenas de pessoas, para assistir ao desenrolar dos resultados eleitorais. Meadows, Carson e Bossie terão participado do evento, levantando preocupações sobre a transmissão do vírus.

Este é o terceiro surto na Casa Branca desde o início da pandemia. Há algumas semanas, vários membros do círculo interno do vice-Presidente Mike Pence testaram positivo, incluindo o seu chefe de gabinete, Marc Short. Embora Pence fosse considerado um contato próximo de Short, não ficou em quarentena, continuando a campanha.

No final de setembro, um grupo com mais de vinte pessoas testaram positivo, incluindo Trump, tendo este passado vários dias no hospital, onde lhe foram administrados dois tratamentos experimentais e um esteróide usado nos casos mais graves de covid-19. Trump minimizou o vírus após a alta hospitalar.

A infeção de Trump veio à tona após uma celebração da nomeação de Amy Coney Barrett para o Supremo Tribunal. O evento foi associado a casos de assessores, funcionários da Casa Branca, conselheiros Trump e jornalistas presentes. Melania Trump e o filho, Barron, também testaram positivo.

Os surtos de infeção na Casa Branca não são surpreendentes para os especialistas em Saúde Pública, que consideram que o Governo tem minimizado sistematicamente o vírus e tem sido indiferente ao uso de máscara e ao distanciamento físico.

O novo surto revela o “fracasso nacional no controle da covid-19”, disse ao Times Tom Frieden, ex-diretor dos Centros para Controle e Prevenção de Doenças, que exercia funções durante o mandato do ex-Presidente Barack Obama.

Após 10 meses do início da pandemia, a propagação do vírus está descontrolada nos EUA. Só no sábado o país registou 128 mil novos casos. As hospitalizações estão a aumentar, esperando-se um elevado número de mortes.

Os especialistas acreditam que os casos continuarão a aumentar, à medida que os EUA avançam para o inverno e para uma série de feriados marcados por grandes aglomerações.

  ZAP //

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