Costa rejeita Governo de “Bloco Central” (quer com Rio, quer com Santana)

partidosocialista / Flickr

O primeiro-ministro, António Costa

O primeiro-ministro voltou a falar de estabelecer “um acordo político alargado” com o PSD, mas afastou a ideia de o PS poder firmar com os sociais-democratas um “Bloco Central”, seja com Rio, seja com Santana Lopes na liderança.

António Costa comentou as candidaturas de Rui Rio e de Pedro Santana Lopes à presidência do PSD, após ter estado presente na sessão de lançamento do Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050, na Culturgest, em Lisboa.

“Desejo a ambos os candidatos os maiores sucessos nesta disputa que vão travar entre si. Não há nenhuma democracia sem oposições fortes“, apontou o primeiro-ministro.

“Quer o dr. Rui Rio, quer o dr. Pedro Santana Lopes são duas pessoas que conheço bastante bem e com quem tive a oportunidade de trabalhar no passado, um liderando a oposição na Câmara de Lisboa e outro como presidente da Câmara do Porto”, indicou ainda.

Frisando que tem “muita experiência de trabalho com os dois”, o governante acrescentou que está certo de que, “com qualquer nova liderança do PSD”, será possível estabelecer “um acordo político alargado na Assembleia da República”, nomeadamente em termos de “investimentos em infraestruturas” e “de estratégias que transcendem o horizonte das legislaturas, como o Portugal 2020”.

Todavia, António Costa tratou de afastar qualquer cenário de coligação de Governo de “Bloco Central”, entre PS e PSD, vincando que não é defensor dessa ideia, porque entende que o país precisa de escolhas e alternativas.

“Há matéria relativamente às quais é sempre possível chegar a consensos, porque são consensos estruturantes da sociedade portuguesa. Mas isso nada tem a ver com soluções governativas. Os portugueses devem ter diferentes possibilidades de escolha”, sustentou.

O primeiro-ministro apontou depois para as consequências políticas nefastas que se verificaram nos países em que houve grandes coligações de Governo, ou soluções tipo bloco central, casos da Áustria, Alemanha ou Holanda.

“O resultado foi sempre o enfraquecimento dos espaços das forças governativas e a emergência de focos de radicalização. Prefiro que os portugueses tenham sempre escolhas claras em relação aos diferentes caminhos alternativos”, insistiu.

Neste ponto, o primeiro-ministro aproveitou para defender a actual solução política de executivo em Portugal, com um Governo minoritário socialista apoiado por Bloco de Esquerda, PCP e PEV no Parlamento. “Uma solução política original, rompendo velhos tabus de ausência de diálogo”, referiu Costa.

ZAP // Lusa

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