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Costa acerta com Argentina cooperação para avançar acordo UE-Mercosul

Miguel A. Lopes / Lusa

O primeiro-ministro, António Costa

O primeiro-ministro, António Costa, acertou hoje com o Presidente da Argentina, Alberto Fernández, uma “coordenação de esforços” para fazer avançar o acordo entre a União Europeia e o Mercosul durante a presidência portuguesa do Conselho da UE.

“Falei hoje com Alberto Fernández sobre a coordenação de esforços entre a presidência portuguesa do Conselho da UE e a presidência ‘pro tempore’ do Mercosul, no sentido de fazer avançar o Acordo UE-MERCOSUL”, escreveu António Costa na sua conta oficial no Twitter, após uma vídeo chamada com Alberto Fernández, cujo país preside atualmente ao bloco sul-americano.

“Portugal e Argentina estão ambos empenhados no Acordo e trabalharemos juntos no decurso deste semestre”, acrescentou, evocando a “proximidade histórica” entre os dois países como inspiradora “no momento em que assumimos as presidências rotativas da UE e do Mercosul”.

A videoconferência entre o primeiro-ministro português e o chefe de Estado argentino ocorre dias depois de contactos entre o Ministérios dos Negócios Estrangeiros português e o Ministério das Relações Exteriores argentino para acertar aspetos pendentes para a entrada em vigor do acordo comercial.

Portugal e Argentina acertaram que vão concentrar os esforços nos assuntos que ainda impedem a ratificação do acordo, que precisará de passar pelo Parlamento Europeu e pelos Congressos de cada país do Mercosul (Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai), embora o tratado possa entrar em vigor de forma unilateral entre a Europa e cada país do Mercosul que aprovar o texto.

Entre os assuntos pendentes figuram aspetos técnicos como as listas de indicações geográficas, que abrangem os produtos com denominação de origem, mas também assuntos de forte relevância política como a questão ambiental, que tem sido questionada por países europeus como França.

O acordo entre a União Europeia e o Mercosul foi fechado em julho de 2019, depois de vinte anos de negociações.

  // Lusa

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