Consumo de antibióticos desce 22% durante a pandemia. Menos 1,1 milhões de embalagens vendidas

O consumo de antibióticos registou uma descida na ordem dos 22% nos primeiros oito meses deste ano. Venderam-se menos 1,1 milhões de embalagens, quando comparado com igual período do ano passado.

Entre janeiro e agosto deste ano, foram consumidas 4,1 milhões de embalagens de antibióticos, menos 1,1 milhões do que no mesmo período do ano passado. É uma descida na ordem dos 22% nos primeiros oito meses de 2020, segundo dados do Infarmed avançados pelo jornal Público.

Apesar de a redução do consumo de antibióticos ser um dos objetivos das autoridades de saúde e de ser uma tendência nos últimos cinco anos, a quebra nunca tinha atingido esta dimensão. O diário refere que, de 2018 para 2019, por exemplo, a redução foi de apenas 238.079 embalagens.

“Portugal não é dos países da Europa com o consumo mais elevado de antibióticos, mas está entre os que tem a resistência mais elevada a este tipo de fármacos”, explicou José Artur Paiva, responsável pelo Programa de Prevenção e Controlo de Infecções e de Resistência aos Antimicrobianos (PPCIRA).

A menor exposição das pessoas a infeções bacterianas, devido ao uso generalizado de máscara nos últimos meses; ou a diminuição das idas a hospitais, nomeadamente às urgências, e aos centros de Saúde, são fatores que terão contribuído para esta descida acentuada.

“Nos hospitais, verificou-se a suspensão de linhas de atividade programada, como as cirurgias [e] as transplantações. Sobretudo as que, para serem bem-sucedidas, dependem da toma de antibióticos”, acrescentou o responsável.

Mas a descida no consumo não se verifica apenas nos antibióticos. Os dados do Infarmed revelam que a dispensa de medicamentos nas farmácias comunitárias registou uma quebra na ordem dos 2,5 milhões nos primeiros oito meses deste ano.

De acordo com o Público, foram dispensadas 107 milhões de embalagens de medicamentos, quando no ano passado tinham sido 109,5 milhões. Os utentes gastaram menos 5,5 milhões de euros em medicamentos, mas a comparticipação do SNS subiu mais 28,4 milhões de euros, e em agosto esse encargo já ia nos 902,6 milhões.

O diário adianta que muitos doentes crónicos que tomam medicamentos comparticipados terão comprado mais embalagens do que habitual, para ter sem stock. O mês de maior consumo foi março, que coincide com o início do confinamento decretado pelo Governo: nesse mês, os encargos dos utentes atingiram os 75,1 milhões de euros e os do SNS os 144 milhões de euros.

ZAP //

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