Constâncio responsabiliza Caixa. Executar Berardo teria sido da “exclusiva responsabilidade” da CGD

Vítor Constâncio voltou a afirmar que não havia razões para bloquear, inicialmente, o investimento de Berardo no BCP. Havia garantias, mas se não foram executadas, “é outra questão”.

Em entrevista à TSF, Vítor Constâncio reiterou que não havia razões para bloquear o investimento de Joe Berardo no BCP, com um empréstimo da Caixa Geral de Depósitos que já tinha sido acordado meses antes entre o empresário e o banco público – sem conhecimento, garante, do então governador do Banco de Portugal.

Constâncio sublinhou ainda que havia garantias que poderiam ter sido executadas. Não o foram? “É outra questão, essa.”

Vítor Constâncio comentou o facto de as garantias não terem sido, posteriormente, executadas por parte da Caixa – designadamente com a venda dos títulos do BCP quando as ações começaram a cair. Neste âmbito, Constâncio diz não saber porque é que as garantias não foram usadas: “não posso responder porque essas decisões são da exclusiva responsabilidade dos órgãos de gestão da Caixa, como é evidente”.

Ainda assim, o antigo governador do Banco de Portugal argumentou que a Caixa não tinha de informar o BdP sobre aquilo que fazia no âmbito da gestão de crédito. Tinha, sim, de garantir que o banco não ficava sem os rácios de capital regulamentares.

“Qualquer que seja a decisão que a gestão da Caixa tome sobre essa execução do contrato, o Banco de Portugal não pode alterar. A única coisa que o supervisor faz, e é muito importante, e que, reconhecendo em certo momento, quando há inspeções, quando há análises, que há riscos de perdas significativas em operações que os bancos fazem livre e autonomamente, o supervisor pode mandar constituir provisões regulamentares para reforçar o capital da instituição”, explicou.

“E que o capital da instituição nunca desça abaixo do mínimo legar, porque isso é uma garantia de solidez da instituição para garantir os direitos dos depositantes. Essa é a principal função da supervisão e os poderes da supervisão”, continuou Vítor Constâncio.

Defendendo a mesma linha de raciocínio que mostrou na audição da comissão de inquérito, Constâncio afirmou que “o supervisor, em qualquer país, não poderia ter como tarefa analisar os empréstimos tão numerosos que fazem os bancos todos e autorizá-los e mandá-los anular. Isso não existe em nenhum país como poderes de supervisão”.

“Agora, exigir o reforço de capitais quando é necessário para cumprir os mínimos legais e manter a solidez da instituição, essa é a função da supervisão. E a Caixa nunca teve capitais abaixo do que a lei mandava. Essa constituição de previsões, tudo o que tem a ver com essa gestão do capital, foi assegurada pela supervisão”, disse.

Esta terça-feira, Vítor Constâncio volta a ser ouvido pela comissão parlamentar de inquérito à gestão da Caixa Geral de Depósitos.

ZAP //

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