Mosteiro dos Jerónimos está a ser lavado com álcool

fernando garcía redondo / Flickr

Mosteiro dos Jerónimos

O claustro do Mosteiro dos Jerónimos está a ser alvo de recuperação, com recurso a álcool a 70 graus, o mesmo que se usa para desinfectar as mãos contra a covid-19. Mas não tem nada a ver com a pandemia. É só um método mais ecológico e que preserva melhor o património histórico.

É a primeira vez que a técnica é aplicada num monumento em Portugal, mas já tem sido usada noutros países, nomeadamente nos Museus do Vaticano.

O Claustro do Mosteiro dos Jerónimos começou a ser lavado com álcool em Janeiro deste ano, numa intervenção que visa eliminar algas, líquenes e musgos e preservar o monumento nacional.



“É um trabalho extremamente simples, mas que tem de ser muito bem preparado previamente”, explica ao Expresso o conservador-restaurador Nuno Proença, administrador da empresa Nova Conservação que está a limpar o monumento.

As obras arrancaram em Janeiro deste ano ao ritmo do que o clima permite e aproveitando a pandemia e o confinamento, que afugentam turistas.

Já se gastaram 450 litros de álcool numa área de cerca de 1.100 metros quadrados, com duas aplicações da solução, conforme avança o Expresso.

A diretora do Mosteiro dos Jerónimos, Dalila Rodrigues, não revela os valores gastos na obra, mas destaca ao mesmo semanário que os custos são bastante inferiores ao que se gastaria com o uso de químicos tradicionais.

Óleos essenciais para recuperação da pedra

Depois da limpeza com álcool, serão usados óleos essenciais à base de canela, tomilho e cravinho, pois “ajudam a eliminar os elementos colonizadores” e “colaboram na recuperação da pedra”, como refere Dalila Rodrigues ao Expresso.

“Algumas bactérias presentes nestes óleos, quando associadas às algas e aos líquenes, produzem carbonato de cálcio, o que provoca uma consolidação da pedra fragilizada”, acrescenta a diretora do monumento.

Esta técnica é “inédita em Portugal”, mas “já começou a ser replicada na Torre de Belém”, segundo avança o Expresso.

A escolha por esta abordagem mais ecológica vem ao encontro das recentes preocupações ambientais dos responsáveis do Mosteiro dos Jerónimos e de “uma visão ecossistémica do património”, como constata Dalila Rodrigues ao jornal.

  ZAP //

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1 COMENTÁRIO

  1. Recuperação de monumentos é o que se precisa neste país, mas não com tijolo e cimento como alguns assassinos da cultura por aí vão fazendo!

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