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Quatro séculos depois, cientistas descobrem o que matou Caravaggio

The Ella Gallup Sumner and Mary Catlin Sumner Collection Fund

O Êxtase de São Francisco, óleo de Caravaggio (1594)

O pintor italiano passou os últimos quatro anos da sua vida a fugir de ter cometido um assassinato em 1606. Para esclarecer a sua morte, cientistas franceses analisaram os dentes de Caravaggio.

Uma infeção causada pela bactéria Staphylococcus aureus provocou a morte do pintor italiano Caravaggio em 1610, revelou um estudo divulgado esta terça-feira. Para chegar a esta conclusão, os cientistas do Instituto Hospital Universitário Méditerranée de Marselha, no sul da França, analisaram a polpa dos dentes do mestre.

O assassino foi identificado: um Staphylococcus aureus”, afirmou o instituto no comunicado divulgado pelo jornal local La Provence. O estudo contou com a colaboração de antropólogos italianos e do microbiologista Giuseppe Cornaglia.

Os investigadores acreditam que Caravaggio contraiu a infeção devido a um ferimento causado por uma luta, que teria ocorrido entre um mês e 15 dias antes dos primeiros sintomas de febre aparecerem. A descoberta desfaz alguns dos mistérios em torno da morte do mestre.

Michelangelo Merisi da Caravaggio (1571-1610) foi um homem difícil e temperamental. O pintor passou os quatro últimos anos da sua vida em Nápoles, Malta e Sicília, depois de ter fugido de Roma sob a ameaça de prisão devido a uma acusação de assassinato.

Em 28 de maio de 1606, o autor de Flagelação de Cristo e David com a cabeça de Golias matou na capital italiana o procurador e mercenário Ranuccio Tomassoni, com quem entrou num duelo após uma discussão causada num jogo.

Os ossos do pintor foram encontrados apenas em 2010, num antigo cemitério localizado em Porto Ercole, na região da Toscana. Depois de fazerem testes de ADN e carbono-14, os especialistas concluíram com 85% de confiabilidade que os restos mortais pertenceriam ao artista.

Caravaggio revolucionou a arte no século 17 com a sua técnica que ficou conhecida como tenebrismo. A sua obra é caracterizada pelo uso melodramático de fortes contrastes de luz e sombra. O pintor morreu em Porto Ercole, em 1610, aos 38 anos.

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