Ciberataque à Agência Europeia do Medicamento pirateou documentos relacionados com a vacina

Ceescamel / Wikimedia

Agência Europeia do Medicamento, em Amesterdão.

O ataque informático à Agência Europeia do Medicamento (EMA) serviu para piratear documentação relacionada com as vacinas da Pfizer e da BioNTech.

Segundo a farmacêutica norte-americana Pfizer, foi pirateada documentação relacionada com as vacinas contra a covid-19 da Pfizer e da BioNTech esta quarta-feira, na sequência do ataque informático contra a Agência Europeia do Medicamento (AEM).

“É importante referir que nem o sistema da BioNTech nem o da Pfizer foram violados nesse incidente e não temos conhecimento de dados pessoais que tenham sido pirateados”, lê-se num comunicado.

“Estamos a aguardar mais informações sobre a investigação do AEM e iremos reagir da maneira apropriada, de acordo com a legislação europeia. Dadas as considerações críticas de saúde pública e a importância da transparência, continuamos a fornecer evidências claras sobre todos os aspetos do desenvolvimento de vacinas e do processo regulatório”, lê-se ainda no documento.

Esta quarta-feira, em Haia, a AEM denunciou que foi objeto de um “ciberataque” e anunciou a abertura de uma investigação, em colaboração com a polícia holandesa.

“A AEM foi objeto de um ciberataque. A agência abriu imediatamente um inquérito completo, em estreita colaboração com a polícia”, declarou num comunicado a agência europeia, com sede em Amesterdão desde 2019, após o anúncio da saída do Reino Unido da União Europeia (UE).

A agência não avançou pormenores sobre se o incidente afetou os testes, em curso, para dar autorização de comercialização das vacinas para o novo coronavírus desenvolvidas pelas farmacêuticas Pfizer, BioNTech e Moderna. Na breve nota, a AEM escusou-se a adiantar informações adicionais enquanto estiver em curso a investigação.

A autorização condicional da vacina Pfizer/BionTech está prevista o mais tardar para 29 deste mês, enquanto em relação à da Moderna deverá ser anunciada a 12 de janeiro de 2021. A agência está também a analisar os desenvolvimentos da vacina da Universidade de Oxford, da AstraZeneca e da Johnson & Johnson.

No comunicado, a AEM não adiantou quando ocorreu o ataque.

A 2 de dezembro, a Interpol emitiu um alerta global aos seus 194 países membros, incluindo Portugal, alertando-os para se prepararem para os ataques das redes de crime organizado que em breve vão atuar nas vacinas contra a covid-19.

O “aviso laranja” da Interpol descreve possíveis atividades criminosas como falsificação, roubo e publicidade ilegal sobre as futuras vacinas contra a covid-19 e contra a gripe, comportamentos criminosos que já foram detetados durante o período pandémico com outros produtos.

O aviso também abrange exemplos criminosos nos quais as pessoas que os cometem anunciam, vendem e administram vacinas falsas.

Com uma série de vacinas contra a covid-19 a serem brevemente aprovadas e com distribuição a nível global, é essencial os países garantirem a segurança da cadeia de abastecimento e identificar os sites ilícitos que vendem produtos falsificados, tal como já aconteceu com máscaras e álcool gel.

ZAP // Lusa

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