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CEO do Goldman Sachs quer os funcionários de volta ao escritório. Teletrabalho “é uma aberração”

O CEO do Goldman Sachs, um dos maiores grupos de bancos de investimento e valores imobiliários a nível mundial, quer que os seus funcionários voltem ao escritório assim que possível, considerando o teletrabalho uma “aberração”.

A pandemia de covid-19 tornou o trabalho remoto numa realidade um pouco por todo o mundo, mas David Solomon não vê grandes benefícios neste regime laboral, considerando que o mesmo não se encaixa na cultura de trabalho do grupo que lidera.

“Acho que para uma empresa como a nossa, que está inserida numa cultura de aprendizagem colaborativa e inovadora, [o teletrabalho] não é o ideal. E não pode ser um novo normal. É uma aberração que vamos corrigir o mais rápido possível”, disse David Solomon numa conferência em fevereiro passado, citado pela emissora BBC.

O CEO do Goldman Sachs mostrou-se especialmente preocupado com o grupo de 3 mil novos trabalhadores que “não beneficiaram da mentoria direta” de que precisam. “Estou muito focado na ideia de que não quero uma outra ‘turma’ de jovens a chegar de forma remota ao Goldman Sachs no próximo verão”, sustentou.

Apesar de reconhecer que a pandemia ajudou a impulsionar a adoção de tecnologias digitais e criou novas caminhos para o banco operar de forma mais eficiente, David Solomon não acredita em grandes mudanças a longo prazo após este período.

“Não acredito que, ao sairmos da pandemia, o modo geral de funcionamento de uma empresa como a nossa seja muito diferente”, rematou.

A revista Forbes sublinha que a posição de David Solomon é partilhada por outros responsáveis do setor financeiro. Em setembro, o CEO do JP Morgan, Jamie Dimon, afirmou que trabalhar em casa tinha um efeito negativo na produtividade e ordenou que todos os seus trabalhadores – banqueiros, analistas, corretores – regressassem às instalações da empresa até 21 de setembro, depois de seis meses de trabalho remoto.

Já o líder do Barclays, Jes Staley, expressou recentemente que espera que a vacina contra a covid-19 permita que os seus funcionários regressem em breve ao escritório.

Há também outros grupos do setor financeiro que já começaram a implementar mudanças a longo prazo relacionadas com o trabalho remoto: o Lloyds Banking Group revelou que pretende reduzir em 20% os espaços de escritórios que usa em três anos e o HSBC anunciou recentemente um corte de 40% no trabalho presencial.

  ZAP // BBC

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