Marcelo no funeral de Marcelino da Mata (“o herói” que é um “criminoso de guerra” para Mamadou Ba)

Mamadou Ba / Facebook

Mamadou Ba, líder da SOS Racismo.

Marcelo Rebelo de Sousa marcou presença no funeral do Tenente-Coronel Marcelino da Mata, “o militar mais condecorado da História Portuguesa” que, neste fim-de-semana, foi acusado de ser “um criminoso de guerra” por Mamadou Ba, o activista anti-racismo.

As feridas da guerra colonial continuam bem vivas na sociedade portuguesa e a morte do Tenente-Coronel Marcelino da Mata é a prova vida disso. Aquele que foi “o militar mais condecorado da História Portuguesa” morreu, na semana passada, no Hospital Amadora-Sintra, infectado com covid-19.

Nascido na Guiné, em 1940, o militar combateu ao lado do Exército Português na guerra colonial e foi considerado um herói de guerra pelo Estado Novo.



Após o 25 de Abril, foi alvo de agressões por parte de militares com ligações ao MRPP.

Ao longo da sua vida, foi uma figura controversa e Mamadou Ba considerou, logo após a sua morte, que foi “um criminoso de guerra”, criticando o facto de o CDS ter apelado a que se decretasse o luto-nacional pela sua morte.

Mamadou Ba, ex-assessor do Bloco de Esquerda e líder da Associação SOS Racismo, criticou o Tenente-Coronel, considerando que tinha uma “desavergonhada filiação ideológica ao horror colonial” e citando uma frase que será da sua autoria, onde terá dito “Nunca entreguei um turra à PIDE, cortava-lhes os tomates, enfiava-lhos na boca, e ficava ali a vê-los morrer”.

CDS-PP exige “saída imediata” de Mamadou Ba

Depois disto, o CDS-PP exigiu a “saída imediata” de Mamadou Ba do Grupo de Trabalho para a Prevenção e o Combate ao Racismo e à Discriminação, criado pelo Governo em Janeiro.

Em comunicado assinado pelo vice-presidente Miguel Barbosa, o CDS-PP recorda que já tinha criticado a nomeação de Mamadou Ba para este grupo de trabalho.

Mamadou Ba destila e incita ao ódio impunemente, beneficiando da passividade e ‘vista grossa’ das autoridades, despreza os principais referenciais da nossa cultura, insulta as nossas instituições, as nossas leis, e, mais recentemente, um dos maiores heróis do nosso tempo – também ele alvo de discriminação – o tenente-coronel Marcelino da Mata, falecido esta semana, vítima de covid-19”, refere o partido.

O CDS-PP salienta que reclamou, “perante o silêncio ensurdecedor das principais figuras do Estado”, luto nacional e funeral de Estado para o tenente-coronel, por considerar que “Portugal deve a Marcelino da Mata a homenagem que em vida nunca lhe prestou”.

O racista Mamadou Ba não pretende apenas ‘matar o homem branco’, o seu ativismo fanático dispõe-no também a ‘matar o homem negro’ se leal e patriota. Refere-se a Marcelino da Mata em termos inaceitáveis: ‘figura sinistra’, ‘criminoso de guerra’ ou ‘malogrado sanguinário’”, nota ainda o dirigente do CDS-PP, invocando publicações do ativista nas redes sociais.

Para o vice-presidente democrata-cristão, estas declarações “tornam insustentável” a continuidade de Mamadou Ba no grupo de trabalho contra o racismo.

“Assim, o CDS exige do Governo a saída imediata de Mamadou Ba” desse Grupo de Trabalho.

Na resposta à posição do CDS, Mamadou Ba voltou a chamar “criminoso de guerra” a Marcelino da Mata, acusando o partido de estar a lutar “pelo pelotão de regresso ao fascismo”. “O que vale é que já não podem invocar o “homem branco”. Que falta de imaginação política!”, apontou ainda.

Mais de 9 mil pessoas pedem expulsão de Mamadou Ba

Entretanto, foi lançada uma petição a apelar à expulsão de Mamadou Ba de Portugal que já conta com mais de 9 mil assinaturas.

Os signatários da petição acusam o ex-assessor do Bloco de Esquerda de ter feito “declarações caluniosas contra o militar mais condecorado da História Portuguesa”.

“Marcelino da Mata serviu em mais de 2.000 operações na Guerra do Ultramar, e depois do seu serviço foi humilhado, torturado, perseguido, segregado e ameaçado de perder a nacionalidade e de ser extraditado para a Guiné”, consideram ainda.

“Não é a primeira vez que Mamadou Ba profere frases e afirmações que colidem com os valores do cidadão comum e, infelizmente, apenas têm contribuído para fomentar o ódio e o mau estar entre as raças”, dizem ainda.

Assim, a petição apela ao Parlamento para que “vote favoravelmente pela expulsão de Portugal de alguém que não se sente bem em Portugal nem com a nossa cultura e valores”.

Marcelo presente no funeral de Marcelino da Mata

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, esteve presente, nesta segunda-feira, nas cerimónias fúnebres do Tenente-Coronel.

Apesar das limitações provocadas pela pandemia, houve honras militares no exterior do cemitério e muitos militares e civis marcaram presença no funeral em Belas, no concelho de Sintra.

Marcelino da Mata, natural da Guiné-Bissau, tinha 80 anos e foi um dos fundadores da tropa de elite “Comandos”.

Após a Revolução do 25 de Abril e do fim da Guerra Colonial foi proibido de voltar à sua terra natal, país que entretanto se tinha tornado independente, e viu-se obrigado ao exílio, em Espanha, até ao contragolpe do 25 de Novembro (que terminou com o Processo Revolucionário Em Curso).

Foi o militar mais condecorado de sempre do Exército, segundo o ramo.

Em 1969, foi armado cavaleiro da “Antiga e Muito Nobre Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito”, após ter subido sucessivamente de patente, desde soldado a major.

Marcelino Mata reformou-se em 1980 e foi ainda promovido a tenente-coronel em 1994.

ZAP // Lusa

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125 COMENTÁRIOS

  1. Esse indivíduo do dia racismo é um dos maiores racistas que vive em Portugal, nação que lhe deu a mão e o acolheu entre iguais… Vergonha!

    • O guineense Marcelino da Mata foi um grande militar para o fascismo português e durante a guerra colonial mas também foi um grande criminoso de guerra pelo que fez nas matas e na zona de Bissau por onde combateu e onde residia. Durante a sua caminhada nas matas da Guiné destruía todas as aldeias (tabancas) por onde passava. Eu não andei na tropa nem antes e nem depois da independência das colónias mas durante a guerra valia tudo? Valer tudo quer dizer que se podia matar tudo o que se encontra pelo caminho?

      • Marcelino da Mata foi um português africano cujo combate permitiu que hoje haja muitos africanos que tenham honra em considerar-se portugueses. Não é o caso do Mamadou Ba…

      • Quando se opina ou critica algo, deve-se possuir o mínimo de conhecimento sobre o que está a opinar ou criticar que lhe permita tirar ilações objectivas e se possa pronunciar com sustentação daquelas. Ora, a começar por não saber o que é ir à “tropa” retira-lhe no imediato as objectividades que não tem nem pode ter por desconhecimento total. Permito-me aconselhar que opine ou critique coisa que tenha conhecimento, pois evitará que muito analfabetismo se manifeste e progrida desnecessariamente a bem do país e da nação.

      • Eu andei na tropa.Fiz 26 meses em moçambique.Vi e tive conhecimento das barbáries da frelimo sobre populações que não controlava ou não lhe eram afetas.

        • WIRIAMU: O massacre da vergonha. Também foi um jagunço negro (Chico Kachavi) que comandou os bravos “heróis” dos Comandos e do “GEPS” que fuzilaram e queiraram vivos os habitantes de Wiriamu. Tudo isto, enquanto alguns dos “heróis” de café dos soldados ( e não só…) portugueses jogavam futebol, em que as bolas, eram, simplesmente as cabeças das crianças…
          Isto são factos, que devem envergonhar qualquer pessoa de bem. Muito bons foram os africanos, perante a invasão destes assassinos!

          • Facto é que numa guerra não há bons nem maus. Há, ás vezes, os que ganham e os que perdem.
            E há também o que se escreve e o que se opta por omitir.
            Quase tudo o que leio sobre este assunto está inquinado de falta de confirmação.
            A verdade é que o sr. Mamadou Ba, tem uma agenda pessoal que vive da provocação e da incitação num país que não sendo o seu escolheu para explorar questões sensíveis e que lhe trazem notoriedade. É pena ninguém que represente as autoridades deste país se dispôr a colocá-lo no seu lugar. Os outros, o melhor que podemos fazer é não lhe dar importância.

          • Eu vivi em Moçambique nos anos 80. Durante a guerrilha entre Frelimo e Renamo. Portugal já se tinha retirado à muito tempo. Os portugueses para lá íam eram contratados como cooperantes, pessoal técnico e especializado para ajudar no desenvolvimento do país. Foi o caso dos meus pais. Eu vi e senti em primeira mão o que não se consegue explicar. A renamo assassinou a minha mãe, uma professora dedicada. Assassinaram muitos estrangeiros. MUITOS E MUITOS! Ninguém fala nisso. Do que falam? Da guerra colonial, quando os militares cumpriam ordens. Os mesmos militares que a certa altura disseram basta e depuseram o ditador, o mandante da guerra. Mas vamos andar toda a vida a apanhar com esta merda destes cometários. Vêm então os “historiadores” falar dos crimes de guerra quando se cumpriam ordens de uma ditadura. EU VI! Uma coluna de carros militares em chamas com mulheres portuguesas mortas. Uma delas grávida, tinham-lhe aberto a barriga. Dessas coisas não falam eles… Porque não sabem, porque nem sequer questionam. Vale mais continuar a destilar ódio contra o país que os acolheu. Lembrem-se que os militares cumpriam ordens de um regime de ditadura. Lembrem-se que os nativos eram e “são” muito piores e os primeiros a erguer catanas e esventrar as próprias famílias se os mandarem. Lembrem-se que foram os mesmos militares que nos libertarem e permitiram que fosse reconhecida a independência às colónias acabando com uma guerra estúpida. Deixem-nos em paz. Em vez de publicarem tanto ódio, comprem um bilhete de avião e vão de volta ou de férias permanentes.

          • Não acredito que isso seja verdade! Não estou a ver os nossos rapazes, que não se comparavam com os meninos mimados de hoje em dia, a jogar à bola com cabeças de crianças! Só por muita maldade se pode ter inventado algo tão horrível! Tinha um primo que morreu de enfarte depois de sair de Angola e que chorou a contar as barbaridades que os angolanos faziam aos portugueses em tempo de guerra!

          • Sr. Justiceiro
            Então acha que foram muito bons os africanos.
            Já li num jornal que um Sr coronel (que ouvi dizer, fez a guerra na secretaria – não posso afirmar, foi o que ouvi) pensa que o Sr. Marcelino agiu como criminoso de guerra, em especial na operação Mar Verde.
            Uma afirmação destas só pode partir de quem passou pela a guerra na secretária. Pensam que uma operação destas, num país estrangeiro apoiada pela oposição ao sanguinário Sekou Toree, em que o nosso objectivo crucial era libertar/salvar os 26 portugueses presos na cadeia desse tirano, objectivo dado a executar ao Marcelino da Mata, se podia ter contemplações para com o inimigo? Se pensa, deve viver noutro mundo.
            Acerca da bondade dos africanos, informe-se dia actos da UPA no norte de Angola em 15 de Março de 1961 e dias seguintes. Fala -se em 7.000 mortes de todas as cores, raças, sexo, idades etc.
            Vá a biblioteca nacional e consulte os jornais da época. E se duvida desses vá aos arquivos da BBC.

      • Os grandes militares não são de um regime! São da história.
        Se assim não fosse quem lembraria Aníbal? Genshi Kan (perdoem -me se está mal escrito)? Júlio César?etc.etc.
        Será que os povos que eles derrotaram lhes chamam assassinos?criminosos de guerra?
        Mas quem é este Nico que nem à tropa foi?1

      • Marcelino da mata matavas o inimigo PAIGC , não matava tudo , apenas o PAIGC, foi um heroi porque fez missões onde salvou a vida a muita gente e resgate de prisioneiros

      • A guerra sempre foi uma coisa estúpidas, geradora de ódios, brutalidades praticadas por pessoas que em tempo de paz seriam incapazes de fazer essas atos. Conheço e conheci pessoas que em teatro de guerra praticaram atos consideraram heroicos mas nem seque querem ouvir falar nisso . No final todos estavam errados.!
        Paz aos mortos e respeito pelos sobreviventes

      • Nico se nunca la estiveste como falas do que não sabes? Criminoso de guerra? Foi um grande homem, combateu por Portugal e perdeu as suas origens e tambem familiares, sabias? E não foi unico, mas senão sabes, foram individuos como o P******** do mamadou que levaram a Guine a situação em que hoje esta. E não sendo incorreto porque não das um passeio ate lá e vez com os teus olhos uma realidade que não conheces, conheceres a corrupção de dirigentes comodistas e afins sobre um povo que era amistoso e alegre. Tenho muita mas muita pena que a ilusão que levou muitos a pedir a independencia lhes tenha saido gorada.

      • Sr. Nico
        É como diz. Na guerra por vezes é necessário agir como diz.
        Em especial em guerras de guerrilha.
        Numa guerra clássic, em que os campos de combate estão perfeitamente definidos isso não acontece, porque se sabe,mais ou menos com segurança, quem está dum lado e doutro.
        Nas guerras de guerrilha, os guerrilheiros, que se chamam terroristas por exercerem uma política de terror sobre todos quantos não controlem(há exemplos verídicos na Colômbia, Bolívia, Brasil que passaram na TV, ainda hoje se vê isso na RCA e no norte da Etiópia) a reação natural dos que sofrem ataques é: “olho por olho dente por dente”, não fique chocado é mesmo assim, goste -se ou não.

  2. O meu nome, também pode constar da lista, para expulsar, este sim, mamadou bá, criminoso, de Portugal. Um governo patriótico, há muito que o teria feito. mas quando se escolhe um estafermo destes para esta comissão, está tudo dito. Na América, já lhe tinha feito a folha. Sinto-me envergonhado por ter gente desta como Português.

  3. Devemos lutar (todos!!) para que a sociedade Portuguesa seja justa e proporcione os mesmo direitos e deveres a todos os seus cidadão, independentemente da sua cor, raça, religião, orientação sexual, etc….

    Dito isto, não entro em favorecimento seja de que tipo for a indivíduos de cor, raça, religião, orientação sexual… ‘dissonante’ da maioria. Para ser claro: Ninguém deve ser beneficiado (ou descriminado positivamente) por ter cor, raça, religião, orientação sexual (whatever)… dissonante da maioria.

    É uma tentação crescente que se nota de forma muito evidente em alguns países anglo-saxónicos (EUA na sua forma mais escandalosa), que tem ganho força de ‘moda’ e que tem por cá apoiantes.

    Veja-se por exemplo a escandaleira que foi, o ator que dobrou a voz de Joe Gardner, a personagem principal do filme SOUL da Disney, ser branco na versão Portuguesa. Inqualificável o barulho que foi feito, assim como a atitude do ator em causa que acabou a pedir desculpa… mas desculpa do quê?????

    Esta tentativa torpe de beneficiar hoje porque prejudicamos ontem (e prejudicamos, sem qualquer dúvida!) acabará por ter o efeito contrário na restante população. Eu diria mais: Já está a ter!

  4. Marcelino da Mata, um grande combatente português, valia mais do que mil Mamadous Ba. Morreu o que era para nós importante, e fica o inútil. A vida tem coisas destas…

    • Em 1975 foi detido no quartel do RALIS, Lisboa, e sujeito a tortura e flagelação praticada e ordenada por Manuel Augusto Seixas Quinhones de Magalhães (capitão), Leal de Almeida (Tenente Coronel), João Eduardo da Costa Xavier (capitão tenente) e outros elementos do MRPP, num dos episódios mais pungentes, pela sua barbaridade e violência, no pós revolução dos cravos.
      No decurso das perseguições de que foi alvo no ano de 1975 conseguiu fugir para Espanha, de onde regressou a quando o Golpe de 25 de Novembro, participando ativamente na reconstrução democrática e no restabelecimento da ordem militar interna, agindo sempre com elevada longanimidade para com os seus opressores. Só um português autêntico, como Marcelino da Mata pôde apresentar um tão elevado caráter, suportando tamanha injustiça e adversidades e prosseguindo no seu empenho de ajudar sempre o seu país.
      Justificou a sua luta no exército português com a frase “A Guiné para os Guinéus”, querendo significar que a guerrilha atuava no interesse da União Soviética.

  5. Em Portugal quem decide os que merecem a honra de ser incluídos na lista dos nossos heróis são só os Portugueses! Para quem não gosta das nossas escolhas o povo tem um adágio que se pode aplicar também neste caso – “Os cães ladram e a caravana passa!”

  6. Porque é que ele não lê sobre os horrores que foram feitos à População Branca, indefesa no Norte de Moçambique e Angola pelos caros conterraneos deles que esquartejavam, Pais, Mães, filhos e o que estivesse à frente, fossem brancos, pretos ou mestiços????? Devia ter vergonha e voltar para a terra dele para ver as atrocidades que todos os dias são cometidas entre tribos no pais dele. Isso já não é racismo…

    • Mas será que o Leopold Senghor sabia que tinha lá nascido este facto que.
      Só um partido como o BE o poderia ter acolhido. Ratazanas.

  7. Com efeito a mente perversa de Marcelino da Mata serviu os interesses dos colonialistas portugueses contra os interesses do povo colonizado e escravisado com subtração de todos os direitos que lhes cabiam. O colonialismo cometeu hediondos crimes. E, a que se tem assistido: a um vergonhoso e inesplicavel branqueamento dos horrores praticados pela ditadura contra povos originarios.

    • Sr. Eugénio Vitor, é verdade que Marcelino da Mata serviu os interesses coloniais portugueses (era filho do seu tempo), é verdade que o colonialismo cometeu crimes hediondos (mais uma vez não podemos ver o passado com os olhos do presente), mas também é verdade que o senhor se está a “esquecer” dos crimes hediondos cometidos pelos “povos indígenas” (aquele que é natural da região que habita) quer contra os outros indígenas quer contra os colonizadores… quer no passado (massacres em Angola, Guiné, Moçambique… onde os bebés brancos eram mortos à pedrada e atirados contra as paredes…) quer no presente… sim, no presente. Vá até Angola, até Moçambique, até à Guiné… veja o que se passa hoje… e agora já não estão lá os “mauzões” dos homens brancos. Leia livros de História (não de “estórias”), cultive-se e deixe de ser obtuso!!!

        • Na guerra é mais ou menos isso.
          Sempre foi e será.
          Veja as actuais guerras.
          Informe-se. Até os nossos jornais falam disso. RCA (onde andam portugueses), Eritreia, Etiópia, Myanair, etc.etc.

          • Matar mulheres e crianças inocentes é e será sempre um crime. Ser , mesmo assim condecorado, é a cereja no topo do bolo.

    • Meu Caro, o que é que são «povos originários»? é no sentido de que, por exemplo, em Portugal o povo originário são os brancos que já cá viviam antes de também virem para cá negros?
      essa expressão, o que revela é uma forma de racismo e nativismo inaceitável: se não a aceita cá, não a aceite lá.
      Já agora, veja bem o recente massacre levado a cabo por tropas do governo de Luanda na Lunda Norte e diga-me lá se considera isso aceitável, lá porque são os negros a matar os negros…

    • Aconselho a ir à Torre do Tombo e procurar os jornais de Março/Abril de 1961 e ver as fotos que mostram o que os independentistas pretos fizeram a brancos, mulatos e pretos.
      Depois fale.

      • Só li descrição de atrocidades até aqui… Como é possível tentar justificar atrocidades com outras atrocidades…?? Mas é porque os pretos fizeram coisas “negras” que legitima que os brancos tenham feito igual ou pior, mais claro ou mais escuro…?? Estou incrédula com os relatos das atrocidades descritas e com a leviandade com que tentam justificar umas com outras, nenhuma é aceitável nem justificável pela cor da pele de quem quer que a tenha praticado…!! =(

        • Quantos pais já não contavam com os seus filhos, que foram sendo capturados, na guerra da Guiné (para onde foram obrigados) e este homem extraordinário Marcelino da Mata entrou em duas missões arrojadas, no Senegal e na Guiné Conacry (onde eles se encontravam presos pelo PAIGC) e, juntamente com o respetivo grupo de intervenção, conseguiu libertá-los, para grande alegria dos seus pais e das suas famílias, que já não contavam com eles. Este é um ato de humanismo, de enorme generosidade e de portuguesismo a que não se pode ficar indiferente. Se cada um que aqui constrói narrativas estapafúrdias e patéticas para servir o seu imaginário ideológico, tivesse tido algum irmão ou familiar nessas circunstâncias dramáticas, decerto não vinham para aqui vociferar certos dislates.

        • Isso é fácil de dizer quando não se esteve na guerra e 45 anos passados.
          À luz da actualidade o que o Marquês de Pombal fez é horrendo. Mas naquele os crimes de Estado e traição eram assim resolvidos em toda a Europa. Veja o que Robespierre fez na França

        • Sr. João Miranda
          Por acaso não é opinião de viajante da Torre do Tombo.
          É de um viajante deste mundo há algumas décadas e que por acaso até esteve na guerra do ultramar e foi ferido duas vezes, a primeira deu-me 45 dias de hospital a segunda foi ligeira deu-me uns pensos no joelho temporariamente.

      • Eu já aqui disse que conheço histórias (que preferia não conhecer) dos dois lados. Já me tinha sido contado o relato de Wiriamo e de “paraquedistas” sem pára-quedas lançados de helicópteros mas também já ouvi falar de Portugueses cortados literalmente ao meio em charriots de cortar madeira.

  8. Como é que um homem, que traiu os seus antepassados, que chacinou, durante um guerra injusta, pessoas indefesas, com a sua marca genética, castrando-os, já moribundos, e enfiando-lhes os testículos na boca (não sei se é verdadeira a transcrição das suas palavras) pode ter honras de estado no seu funeral?

    • Mas esta Maria do Mar está-se a referir a quem? Se calhar é a algum familiar dela que esteve na guerra ultramarina, enquanto ela ainda tenha apenas 5 anos.

    • Marcelino da Mata morreu na quinta-feira, aos 80 anos de idade, de covid-19. Os telejornais ignoraram a notícia. A maior parte dos portugueses não faz a menor ideia de quem foi Marcelino da Mata. Há uma forma particular de pobreza que afeta este país – a pobreza da nossa memória histórica, demasiado seletiva e formatada, que conduz à ignorância generalizada sempre que falamos de factos ou de pessoas que não encaixam na historiografia oficial do regime (*)
      (*) um complexo enorme da esquerda

    • Deve ter falado de cor.
      Traidor!?
      Desconhece que quer queiram quer não queiram na ordem administrativa então vigente, aquilo a que chamam colônias eram províncias ultramarinas. Logo os seus naturais e todos quantos lá nascesse eram considerados portugueses.
      Logo os traidores eram todos quantos lutavam contra Portugal1 defendendo interesses russos, americanos e cambada comunista.

    • Muita gente não entende o contexto da guerra colonial e da sua necessidade à época. Visto agora, teria sido tudo muito mais fácil abdicando das colónias em paz e estabelecer acordos de comércio com os PALOP. No entanto, à época e com o regime existente, seria impossível. Seria como atualmente abrirmos mão dos Açores ou Madeira. Alguém aceitaria atualmente a declaração de independência da Madeira?! (obviamente que o contexto é diferente dado que a Madeira não era povoada).
      Quanto aos excessos, acontecem em todas as guerras. Infelizmente tudo vale. Já ouvi histórias bem piores dos dois lados na Guiné e até em Angola onde a guerra esteve quase sempre ganha.

    • Eles, os turras faziam o mesmo aos nossos.
      Pode crer. Vi um soldado nosso cujo corpo parecia um passador de tantos tiros que lhe deram depois de ter sido morto por um [email protected]
      Tive um soldado meu ferido por estilhaços e depois um turra foi lá com uma pistola e dei-lhe um tiro na cabeça. Eu também fui ferido na mesma operação, estive 45 dias no hospital. Ainda hoje tenho estilhaços no meu corpo, pequenos mas tenho os maiores foram-me tirados. Coisas das guerras.

  9. Marcelino da Mata ,um traidor do povo guinense, um assassino a soldo dos colonialistas. Nem assim conseguiram vergar o heróico povo da Guniné, que muito antes do 25 de Abril já eram independentes (Madina do Boé), reconhecidos pela ONU. Portugal derrotado militarmente em toda a linha na Guiné.

  10. Esse ordinário de anti racista não tem nada .

    É um crápula racista da pior espécie .

    Mais um inútil a viver à conta de quem trabalha .

  11. Só aquelas suas missões a Conacri e ao Senegal, onde foi resgatar todos os militares portugueses que foram caindo nas mãos do inimigo, merecem dos verdadeiros portugueses um reconhecimento profundo.
    Este grande e entusiasta português, é, infelizmente, mais um que a pátria esquece, por miserável complexo ideológico.

  12. Desta vez, o racista da SOS Racismo até tem alguma razão – deve ser a primeira vez que concordo com ele!…
    O Marcelino da Mata era mesmo um criminoso de guerra (e também racista), um assassino sanguinário que chacinou o seu próprio povo para agradar ao Sazalar/Estado Novo!
    .
    Mais interessante foi ver a intervenção da rapaziada do CDS que parou no tempo e ainda acha que o Salazar vai voltar para recuperar as colónias e os escravos para servir os lordes do CDS!…
    A malta do CDS gosta tanto de África que já deviam ter arrancado todos para lá e também podiam levar de volta o Mamadou!…

  13. Uma história de enorme astúcia, coragem, patriotismo e lealdade.
    Marcelino da Mata foi um herói de guerra. Foi fundador e integrou a tropa de operações especiais, chamada COMANDOS.
    Se tivesse sido um cobarde, um mero fugitivo traidor à Pátria, tivesse roubado um avião, navio ou banco tinha feito aberturas de telejornais e capas de jornais. Como não esteve neste grupo, está a ser lembrado pelos Portugueses comuns e ex-combatentes nacionais e, felizmente, também pelo Presidente da República.

  14. Se o militar mais condecorado pelo povo português é um criminoso de guerra, então todos os portugueses são criminosos de guerra.
    Certo Mamadou Ba?
    (Este nome não é português pois não?)

    É isto no fundo que o atormenta, como acabar com este povo que tanto odeia?

  15. Quando se é patriota a esquerdalha classifica-nos de criminosos de guerra. O Marcelino da Mata, que conheci, era um patriota e lutou pelos seus princípios tal como os militares do PAIGC lutavam pelos deles. Agora, porque não era de esquerda querem denegrir um Homem que lutou pela sua Pátria e que foi brutamente torturado, não pela PIDE, mas pela esquerda no RALIS.
    Eu faço um minuto de silêncio por um dos homens que tinha orgulho em ser português (tal como o Mamadu Jaló). A seguir canto, para mim, o Hino Nacional e, para tal homenagem, não preciso levantar o braço direito com a palma da mão virada para baixo como esta esquerdalha pretende fazer crer, porque o que aqui está em análise é um valor que este Bá nem sabe o que é: VIVA PORTUGAL!

  16. O perigo do racismo é a falta de cultura e de conhecimento, neste caso o Racista Mamadou Ba não consegue evoluir ou adquirir mais conhecimentos que lhe possam dar uma visão global de factos históricos, limitando-se a ver o branco e todos aqueles que se juntam a eles como inimigos. Hoje com a passividade dos políticos quanto ao crescimento de idiotas como este Ba o aparecimento de uma direita mais extrema (CDS e Chega) começa a fazer sentido principalmente no equilíbrio parlamentar e para alertar o povo pelos exageros que a extrema esquerda tenta cometer incentivando o aparecimento de iluminados como este Ba.

  17. Mas esta pessoa Ba, veio para Portugal porquê? Na base de quê que obteve a nacionalidade portuguesa? E se lhe fosse retirada ele gostaria de regressar ao Senegal? Será que lá não há racistas? Ou será que os senegaleses correram com tudo que tinha cor mais clara? Quantos brancos, indianos ou mulatos estão no governo ou parlamento senegalês?

  18. Enquanto a capital for Lisboa e resto ‘e figurino o Mamadu esta como peixe no mar….
    Mas se sai a sorte grande… muda tudo ai ai ….

    Ai ai se mudam os ventos…

  19. Mamadu como todos os que criticam teem de entender que PORTUGAL ‘e dos paises mais velhos da europa.
    Respeite e cuidado com o que diz e escreve.

    Ao comentar factos passados sem compreender os motivos e os intervenientes esta induzindo e criando e enfluenciando gente burrinha a ter ideias e comportamentos nao corretos.

    Respeito ‘e bom e aconselha-se se quiser ficar por ca…

  20. Marlino da Mata é os homens que Portugal precisava mesmo momento, homens com H grande, mas atualmente não era para matar o PAIGC era mesmo para acabar com estes mamadus e afins por cá andam a espalhar racismo.

  21. Só lamento que ao contrário de Freitas do Amaral não tivesse tido honras militares.
    Vejam a craveira moral do Comandante em Chefe.
    Uma vergonha!

  22. ” por Mamadou Ba, o activista anti-racismo. Neste país anda tudo louco certamente, chamar a esta espécie de anti-racista é espezinhar todos os valores morais do ser humano e a história milenar de um país. Até onde poderão chegar todos estes disparates da esquerdalha reacionária portuguesa ao apoiarem minorias que mais parecem seres estranhos vindos de outra galáxia. Portugal não é isto certamente nem quererá ser, e muito menos o cair na desgraça dos países que o senhor Mamadou Ba e essa esquerdalha tanto aplaudem e lhes servem de exemplo.

  23. Isto hoje é só comandos, paraquedistas e fuzileiros que também estiveram na guerra, e viram tudo com os olhos que a terra há-de comer.

  24. O ganda noia é mesmo o que me chama.
    Primeiro, a mim só me ofende quem eu tenha alguma consideração, é não o conheço de lado nenhum.
    Não se esqueça que já o Churchil dizia: “Os futuros fascistas são aqueles que hoje os combatem” . Premonição.
    Mais, lembro-me aquela história da Sra. Que dizia à filha: “chama-lhe filha antes que ela te chame a ti”.
    Percebeu? É que se não percebeu eu explico-lhe até perceber!
    Quanto ao onde eu estava? Penso que já deve percebido!

    • pois, Churchil, esse grande democrata, defensor da igualdade de género e acérrimo antirracista…..
      ó sô Soares, vá lá para Santa Comba venerar o seu ídolo antes que filha vá primeiro..

      • Pois. só noia.
        Há 70 anos havia cá uma igualdade de gêneros que o Sr.nem faz ideia.
        As crianças quando nasciam já queriam mudar de sexo. Era uma humanidade altamente avançada!
        Quanto a Sra. Comba por acaso nunca lá fui, mas só por acaso.
        Mas já fui ao Tarrafal e a Peniche. Só me falta ir aos Gulag do Estaline.
        Mas parece que não deixam.

  25. É triste que acerca da morte de um português dos sete costados se fale tanto de um indivíduo que nem nasceu português.
    Mas sabem o que me incomoda? É o seguinte: Este indivíduo nasceu no Senegal, já independente sobre a presidência do poeta Leopold Sengho. Logo, se alguém terá sido colonizado terá sido o pai, que diz que transportava abastecimentos para o PAIGC. Mas tanta raiva para com os colonizadores e para com os brancos virou um baile de sombras. A pergunta é: Porque é que este gajo não emigrou para França, que colonizou os seus antepassados e veio para Portugal chatear.
    Eu penso saber, é que na França não lhe davam a nacionalidade, já teria sido preso ou desterrado para o seu país. É não lhe pagavam para dizer mal do País e dos franceses.

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