A capital do Irão está a ser devorada por fendas e buracos enormes

wsrmatre/ Flickr

Vista de Teerão, capital do Irão

Buracos gigantescos e fissuras estão a surgir ao redor do Teerão, a capital do Irão. E segundo a Associated Press, ameaçam casas e infraestruturas locais.

O chão do Teerão está a abrir. Segundo a Associated Press, os buracos e as fendas estão a surgir na capital do Irão graças a uma crise de seca, que conta já com três décadas de desertificação contínua.

Segundo um relatório de 2018 do Circle of Blue, uma organização sem fins lucrativos voltada para questões hídricas, o problema foi agravado à medida que a população da cidade cresceu para cerca de 8,5 milhões de pessoas.

A água bombeada de aquíferos subterrâneos tem ficado mais salgada, uma vez que a cidade tem dependido cada vez mais dessas fontes de água subterrânea, em oposição à água da chuva. Em simultâneo, uma grande parte do fornecimento de água é desviado para uma agricultura ineficiente.

Como resultado, a terra está a cair sobre si mesma, relata a AP. O solo ao redor do Teerão está a diminuir, em média, 22 centímetros por ano, segundo o Governo iraniano.

O afundamento da cidade tem provocado a quebra de canos de água, abertura de gigantescos buracos na terra e fissuras de quase um quilómetro de comprimento. Os moradores temem, inclusivamente, que os seus prédios colapsem, colocando a sua vida em risco. O aeroporto, a refinaria de petróleo, as estradas e a ferrovia estão também ameaçados.

O problema é, em parte, a consequência das sanções internacionais aplicadas ao país desde a sua revolução, adianta a AP. O Irão tem procurado produzir alimentos suficientes para alimentar toda a sua população em tempos de crise, e isso tem causado sérios problemas no que diz respeito ao fornecimento de água.

Alguns danos podem ser permanentes, já que, mesmo após períodos de chuva, a terra não “incha” novamente. Esse problema sugere que as rochas daquela área podem ter perdido a capacidade de absorver tanta água quanto a que absorviam antes.

ZAP //

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3 COMENTÁRIOS

  1. Mais um exemplo da ganância e do desinteresse humano pela vida e biodiversidade no planeta, cidades gigantescas, população a mais para o território é o que acontece em muitos países sobretudo asiáticos e que estão a asfixiar o planeta ao ponto de daqui por algum tempo já não haver possibilidades de retorno. O ser humano parece não ter entendido ainda que é necessário saber equilibrar a quantidade populacional com o resto da vida e fauna que os rodeia e nem todos os lugares poderão ser tomados por igual devido às diferenças climáticas e naturais.

  2. Isso é fim de mundo gente, quem quiser escapar tem que fazer um bucker de 300 metros de profundidade para se livrar das bombas nuclear

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