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As buscas pelo voo MH370 da Malaysia Airlines, que desapareceu com 239 pessoas a bordo, sobre o Oceano Índico em março de 2014, voltaram a ser interrompidas.
A Ocean Infinity, que iniciou a terceira busca no final de fevereiro do ano passado, “interrompeu a operação por agora”, anunciou esta quinta-feira o ministro dos Transportes da Malásia, Anthony Loke.
Ainda assim, a empresa britânica prometeu retomar a investigação até ao final do ano.
O MH370 desapareceu a 8 de março de 2014, cerca de 40 minutos após descolar da capital da Malásia, Kuala Lumpur, com destino a Pequim.
O voo noturno tinha misteriosamente invertido o curso e voado para sul do Oceano Índico até ficar sem combustível. O avião desapareceu misteriosamente quando deixou o espaço aéreo malaio e entrou no espaço aéreo vietnamita, sem que as causas sejam ainda conhecidas, 11 anos depois.
As buscas oficiais – que custaram cerca de 130 milhões de dólares e cobriram uma área de 120 mil quilómetros quadrados no Oceano Índico – realizadas na altura não encontraram vestígios da aeronave.
epois de gastos cerca de 130 milhões de dólares, as buscas oficiais foram suspensas em 2017, cobrindo uma área de 120 mil quilómetros quadrados no Oceano Índico.
33 pedaços de destroços – considerados como sendo altamente provável que pertencessem ao MH370 – foram descobertos em 2016 nas Ilhas Maurícias, Madagáscar, Tanzânia e África do Sul.
A bordo do Boeing 777 estavam 239 pessoas: 153 chineses, 50 malaios (12 dos quais faziam parte da tripulação), sete indonésios, seis australianos, cinco indianos, quatro franceses, três americanos, dois neozelandeses, dois ucranianos, dois canadianos, dois iranianos, um russo, um holandês e um taiwanês.
Malásia, China e Austrália inicialmente realizaram uma busca conjunta, mas encerraram as operações em janeiro de 2017 sem vestígios do aparelho.
A Ocean Infinity também tentou localizar o avião numa área de cerca de 100.000 quilómetros quadrados entre janeiro e junho de 2018, sem sucesso.
Em fevereiro do ano passado, a empresa apontou que as buscas se baseiam em informações credíveis e se concentrarão numa área que “foi negligenciada” nas últimas missões. Por isso, está confiante de que desta vez haverá “resultados positivos”.
ZAP // Lusa
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