Bruxelas quer que Portugal facilite o despedimento de trabalhadores efectivos

EPP / Flickr

Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia

A Comissão Europeia defende que Portugal deve tornar mais fácil o processo de despedimento dos chamados trabalhadores efectivos, que têm contratos permanentes ou definitivos.

Bruxelas acusa o Governo português de não estar a fazer nada para reduzir o que define como “excesso de protecção” dos trabalhadores dos quadros, aqueles que têm contratos permanentes ou definitivos, avança o Diário de Notícias.

“Há espaço para ir mais longe em reformas que reduzam a protecção laboral excessiva nos contratos permanentes em países como Portugal e Espanha”, considera a Comissão Europeia (CE) num estudo da Direcção-Geral para os Assuntos Económicos e Financeiros que foi divulgado nesta segunda-feira.

Este estudo analisa “os efeitos de longo prazo da grande recessão no mercado de trabalho”, escreve o jornal, e defende que o combate à precariedade no emprego passa também pela facilitação do processo de despedimento dos trabalhadores com contratos sem termo.

A CE entende que “alguns aspectos do regime jurídico” português podem “desencorajar as empresas de contratar trabalhadores por tempo indeterminado”.

A título de exemplo, Bruxelas atesta que “os custos do despedimento individual de trabalhadores permanentes sem justa causa são incertos para os empregadores”. Algo que se deve, “em parte, à possibilidade de um trabalhador ser reintegrado na empresa se o despedimento for considerado abusivo, bem como a ineficiências nos processos judiciais”, considera o documento citado pelo DN.

ZAP //

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73 COMENTÁRIOS

    • parabéns a esse comentário, – é mesmo verdade, estou lá e vejo tudo como funciona ( é vergonhoso o que se passa em Portugal com alguns funcionários públicos )

      • Em Portugal e não só!
        O que se passa no parlamento Europeu e na Comissão Europeia ainda é pior!…
        Montes de reglias para todos sendo a maioria deles um bando de incompetentes pagos a peso de ouro como esse mafioso do Juncker que até fez “desconto” nos impostos a pagar pelas multinacionais que, coitadinhas, só tem milhares de milhões de lucros!…

      • Murdock, para que se possa entender a sua afirmação, seja mais objectivo. Pelo menos faça referência aos serviços, que pelos vistos são onde Vc próprio trabalha.
        A sua informação pode ser bastante útil.

        • Até eu posso dizer o mesmo. Comparativamente com colegas meus que trabalham no privado posso afirmar que: NÃO FAÇO UM CARVALHO.
          Essa é que é a verdade. No fim do mês tenho-o cá certinho direitinho.

  1. Vão ficar-se pelo “querer” pois vão receber um gigantesco “manguito” !
    E eles não “enxergam” que foram essas políticas que arruinaram o País nos tempos negros da troika inquisitorial?
    Parece que são demasiado burros para aprenderem o que quer que seja … !

      • E tu João, devías querer que pessoas trabalhassem no Estado para ti, de graça. Pões um filho numa escola privada, pagas milhares de euros por ano e não bufas. Pões numa escola estatal, não pagas nada… Mas ainda reclamas se tens de pagar impostos para os professores terem salários, mesmo que o que pagas não chegue nem para um terço do salário de um professor. Tens uma lógica de merd@ também, tu.

        Eu nunca vi um funcionário público à sombra de uma bananeira. Desde inspectores da Judiciária a professores do secundário, os que conheço pessoalmente trabalham que nem os Mouros. Mas se calhar já vi muito CEO de muita corporação económica, que nem para saber se há recados pra eles aparecem no trabalho… Aparecem mais assiduamente à porta do Black Tie do que à porta do escritório.

        Num país em que comparativamente ao público, no privado os empregados ganham muito menos e os patrões ganham muito mais, é curioso constatar que os empregados explorados do privado, em vez de se voltarem contra quem lhes paga mal, voltam-se contra os empregados do público, por inveja de estes ganharem o que aqueles gostaríam de ganhar.

        É o nacional-invejosismo no seu melhor!

        • Por que o caro amigo decididamente não percebe nada de nada. Sabe quem paga os salários do público?
          Pois… e as empresas e os trabalhadores do privado estão afogados em impostos para sustentar o caro amigo. Esse é um dos problemas do país.

      • Se o João pensasse um pouco, não teria utilizado o decalque da «bananeira do Estado pago por todos nós». Conversa feita sem substância.
        Não é capaz de entender que o Estado já lhe deu muitíssimo mais do que você deu ao Estado? Ora pense, mas pense mesmo.
        Ainda sugiro outro exercício: Viva um mês fazendo de conta que não existe Estado.

        • Também concordo e atenção que eu nunca ataquei os f. publicos; apenas referi que é quase impossível despedir alguns desses funcionários (principalmente os mais antigos), mesmo que sejam incompetentes, negligentes e alguns até ladrões (como aquele que foi condenado por roubar e continua a trabalhar na Câmara de Montalegre)!
          O pior é que muitos funcionários publicos novos trabalham muito mais, ganham menos e, “à mínima”, são despedidos, pois sao precários!
          Essa dualidade de critérios é que está errada!

          • Caro Eu!, é evidente que em todos os ramos profissionais, sejam do sector público ou privado, há trabalhadores incompetentes, negligentes e até ladrões, como muto bem refere. E penso que ninguém concordará com condescendências sem sentido em relação a tais trabalhadores. Agora, não podemos nem devemos meter toda a gente no mesmo saco, e às vezes fica-se com a ideia que é isso que se faz. Não quero dizer que tenha sido Vc a faze-lo, do mesmo modo que o meu comentário não se destinou apenas a responder a si.
            Só mais 4 notas:
            A 1ª é que não devemos considerar funcionário públicos quem presta serviço público por nomeação política. Parte dessa gente aproveita para encher os bolsos sem fazer nada de relevante.
            A 2ª é que julgo ser de diferenciar os funcionários municipais dos funcionários dependentes do poder central. Tendo eu também de admitir que nos municípios haja gente que não é necessária.
            A 3ª é para dizer que o f. p. por muito antigo que seja na carreira, pode ser despedido e mesmo expulso se para tal houver razões. Se isso não acontece é porque as hierarquias não ligam ou não querem.
            Por fim, esclarecer que os trabalhadores que prestam serviço sem vínculo ao Estado, não são propriamente funcionários públicos, embora desempenhem, em muitos casos, funções iguais às dos efectivos. Isso passa-se com os professores, por exemplo, mas também com outros profissionais

            • Caro Sérgio, fez um comentário de gente séria e esclarecida.
              Os ignorantes, como diria o Padre António Vieira, abocanham toda a ignorância que lhes impingem para insultarem a gente que honesta e competentemente exerce funções públicas ou privadas.
              O Eu é mais de colonizador do nossos País que já leva o respeito pela dignidade humana à baixeza de propor o que ninguém deseja para si próprio. Se o senhor vive da espoliação do seu semelhante tem terá a sua razão para o afirmar, se vive do seu trabalho honesto não ajude a construir a forca que segurará suspenso pelo pescoço.
              Caí aqui, por mero acaso mas não deixarei de aplaudir o seu esforço para combater a ignorância e a má-fé.

          • Se o João pensasse um pouco, disse eu. Mas estas suas últimas palavras confirmam que não pensou nem pensa. E esse paraíso com que parece sonhar não encontrará em parte alguma do planeta. Terá que fazer um esforço hercúleo para tentar recuar muito, muito, até ao “lá longe” no tempo para, se o conseguir, voltar a ser Homem das Cavernas. O sonho não deixa de ser legítimo. Tente ir por aí.

            Voltando «ao Estado pago por todos nós», como diz o João, se calhar é mais um dos que fala para disfarçar, por estar a viver à custa dele. E pelos vistos não foi nem é trabalhador do Estado. Pois eu fui funcionário público e tenho a certeza de que não estou a viver à custa dos seus impostos. Mas o João está, em parte, a beneficiar dos meus.

          • Um mês sem Estado?? Isso é fácil; é ir passar um mesito com a família, por exemplo, á Somália ou á Nigéria. Como é evidente deve evitar viajar até qualquer um dos países do Norte da Europa, onde a presença do Estado é forte e podia sentir-se mal por lá ou ser assediado por algum funcionário publico.

      • Sim. Com o governo mais incompetente da história de Portugal como o atual só se poderia mesmo aplicar Só a ti! ou aos palermas que lá estão.
        Este é o governo da bandalheira, da morte, da destruição. O governo que acha um grande feito o atual crescimento económico, não compreendendo que na União Europeia só cinco países crescem menos; tudo o resto cresce mais.

        O senhor, por desinformado, até poderá ser feliz. Mas isso não o fará por certo menos pateta.

          • Sabe como estava o país quando o seu amigo, o 44, saiu? Estava sem cheta nenhuma e com um défice orçamental de 11%. Provavelmente nem saberá muito bem o que é isso, a avaliar pelo seu comentário, triste e limitado intelectualmente.
            E já que de economia não percebe rigorosamente nada vou apenas referir-lhe que é impossível reduzir um défice de 11% para 3% e simultaneamente fazer crescer a economia. Se o estado vai puxar muito menos (de modo a conseguir reduzir os seus gastos; e em Portugal o estado tem muito peso na economia) dificilmente num cenário destes serão os privados capazes de contrapor a redução dos gastos públicos. Logo, não pode haver crescimento. Simplesmente, não pode. Obviamente que não compreende isto mas se ler mais vai ver que um dia entenderá algumas questões de macroeconomia e política económica. Até lá, olhe procure aprender alguma coisa.

            E quanto ao crescimento, o seu lindo PS conseguiu o belíssimo resultado de ter apenas 5 países atrás. Esta é seguramente uma oportunidade perdida. Mas por cá, pessoas como o senhor “engolem” o discurso do Irresponsável Primeiro-Ministro, que diz que crescemos muito… pois … mas os outros crescem mais e na economia… tudo é relativo e não absoluto. Assim todos os países da UE crescem mais do que Portugal. Apenas cinco ficam atrás. Parabéns pela mediocridade. Faz lembrar aquele aluno que chega a casa todo contente por ter tido 14 a tudo. O pai fica também muito satisfeito. No entanto todos os seus colegas tiveram 20.

            • Eu imagino que o MMQ até nem se importava de aprender mais de economia. Mas para isso não pode ser com alguém que ainda percebe muito menos do que ele, como parece ser o seu caso.

              Para começar o défice na realidade não ficou nos 3% (os tal valor que os aldrabões da PAF queriam aldrabar para 2,8% para dizer que tinham conseguido encerrar o Procedimento por Défices Excessivos). Ficou sim nos 4,4% e só se fala em 3% não contando com a resolução do Banif (tratada por Maria Luis Albuquerque em negociação com a Arrow Global que veio a dar um tacho milionário imagine-se… à mesma Maria Luis Albuquerque). E além disso essa redução de 11% para 4,4% deu-se ao longo de 4 anos. Este governo só lá está há 2 anos e vejamos o que já conseguiu.

              Para começar este actual governo conseguiu a tal tarefa dita por si impossível: Obteve crescimento económico e reduziu o défice de 4,4% para 2% só no primeiro ano (2016), o défice mais baixo de sempre desde 1974 (desde que esta República existe). Em 2017 o défice será tão somente 1,3% do PIB e ainda a legislatura vai a meio! A economia essa, depois de crescer 1,4% em 2016, cresce 2,6% do PIB em 2017, o crescimento mais elevado desde o início deste século.

              Mas a sua ignorância na matéria de economia só é ultrapassada pela sua desonestidade intelectual, quando em tom de regozijo (por pensar que isso diz mal do actual governo) diz que Portugal só tem 5 países que cresceram menos. Esquece-se é de dizer que Portugal foi um dos 5 países da Zona Euro que teve um maior salto do crescimento económico em 2017 (de 1,4% para 2,6%) o que mostra realmente o trabalho de um ano deste governo, mas isso já você omite… Como omite quais são os tais cinco países com menor crescimento: França, Reino Unido, Itália… Quer que continue? Tudo países pobres não é? E depois os outros é que não percebem nada de economia, ok!.. Os países que não têm crescido são os que já não tinham tanta margem para crescer. Portugal repito, está entre os 5 com maior aceleração do crescimento.

              Portugal foi o país que mais cresceu na Zona Euro no terceiro trimestre!!.. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), o bom resultado da economia portuguesa deveu-se essencialmente a uma aceleração mais forte das exportações do que das importações. Além disso, a procura interna deu também um contributo mais positivo para o PIB, reflexo de mais consumo de bens não duradouros por parte das famílias.

              Pessoas como você em vez de ficarem contentes porque o país está bem, ficam aflitos do cotovelo por ver o clube adversário do seu futebolismo político a conseguir bons resultados. Antes querem o mal do partido adversário do que o bem do país. Gente assim faz tanta falta como a fome.

  2. Estranho, pensava que Bruxelas não era a favor disso. Eu concordo em parte com esta ideia. Adiantar um problema que não é possível resolver é terrível para o país a longo prazo, no entanto devem dar sempre hipóteses a quem não quer ser despedido.

  3. No tempo do escudo os funcionários confiavam nos patrões e os patrões nos funcionários e os contratos eram todos definitivos e toda a gente vivia bem. O euro e as regras da UE viram estragar as condições de trabalho dos portugueses. Hoje em dia está mais que facilitado o despedimento coletivo a UE está cega. Então vejam: os patrões privados (como já me aconteceu mim) que dão insolvência (e que não é por falta de dinheiro mas sim porque não querem pagar a quem devem) e não pagam o que devem aos funcionários, como a indemnização pelos anos de serviço, para não falar dos ordenados em atraso, simplesmente abrem insolvência, não pagam nada a ninguém e pronto final. E depois o Estado paga aos desempregados pelo Fundo de garantia salarial. Querem mais facilitismo que isto? A UE quer roubar mais os portugueses?

      • Olha, eu tenho um negócio por conta própria desde 2005. Fui gerente de outra empresa privada que já tinha sido fundada pelo meu avô e gerida igualmente pelo meu Pai durante 40 anos. Venho de uma família de tradições de profissão liberal e empresários… Nunca houve um funcionário público ao longo de gerações.

        No entanto de não sou cego para não saber que há muita verdade no que a Alicia disse, porque infelizmente a maioria dos empresários não são como o meu avô ou o meu Pai que nunca ficaram a dever um salário e indeminizaram até ao último tostão alguém que mandassem embora.

        Guarda lá as respostas enlatadas, prontas na ponta língua… Porque se calhar lá te picaste foi com o comentário da Alicia.

        • Enlatado e, se calhar, mais qualquer coisa, andas tu….. Liberdade contratual só interessa a quem sabe trabalhar, o contrário serve aos indigentes, irresponsáveis e a quem olha o trabalho com um emprego.
          Sou empresário desde 1985, em 2000 fechei uma empresa por insolvência e ninguém recebeu indeminizações. Comecei do ZERO, e neste momento tenho 16 trabalhadores, ninguém tem contrato vitalício, mas ninguém tem salário mínimo, ninguém recebe 14 meses, recebem o equivalente a 15 meses divido por 12, já inclui a indeminização por resolução do contrato, férias, sub de natal. O rendimento mensal disponível (ordenado liquido) sobe para o dobro de um trabalhador normal nas mesmas funções. Resultado: mais produtividade, melhor nível de vida, capacidade de poupança, mais dedicação, empenho, disponibilidade. Porquê? São bem remunerados. O que vale uma indeminização por despedimento se andares 20 anos a receber miseravelmente e a viver com dificuldades?

          • Boa. Carrega nesse cromo do Miguel Queiroz que decididamente é um parasita da sociedade. Não quer que os bons sejam premiados por uma simples razão: é muito fraquinho. Muito mesmo

            • Acho que o que acabaei de descrever acima me define como o oposto disso. Parasita da sociedade era a tua Mãe… Não te lembras?

  4. Que de Bruxelas só tem saído políticas contra os povos, principalmente dos países mais pobres, já se sabia. Agora haver portugueses que aplaudem isso é que é de bradar aos ceus. Há um tipo de portugueses (minoritário julgo eu) que não tem vergonha nem dignidade e estão sempre prontos a tomar o partido dos poderosos. E alguns dessses não têm onde cair mortos, mas gostam de armar ao fino. Já agora porque é que a CE não se mete com a legislação laboral da Alemanha ou da França. Palpita-me que é pelo facto de Franceses e Alemães não serem pamonhas.

    • pensam eles (esses portugueses com p pequeno) que isso (armar ao fino) é ser cão de um dono rico, enganam-se qualquer teso era melhor dono.

    • “Há um tipo de portugueses (minoritário julgo eu) que não tem vergonha nem dignidade e estão sempre prontos a tomar o partido dos poderosos.” Há… E não são assim tão minoria como isso (nem pouco mais ou menos!). Ganharam as últimas eleiçoões (legislativas) mas; felizmente, perderam a Assembleia.

  5. Concordo Plenamente.
    A Auto Europa está a se transformar em outra Lisnave .
    Se não despedirem os Comunistas agitadores que la trabalham e que querem levar a empresa à falência, mais uma empresa que investe em Portugal se vai mudar.

    • Excelente comparação, melhor é impossível.
      Os empregados são a cara das empresas e instituições, quando os sindicatos querem protagonismo acabam por destruir os postos de trabalho a médio-longo prazo.

  6. O comentador Paulo Alves está correctíssimo! É isso mesmo, em Portugal reina o “quanto mais me bates mais gosto de ti”. As pessoas revêm-se na sacanice que gostariam de praticar nos outros. É por isso que os políticos mais populares são as Fátimas Felgueiras e os Isaltinos Morais. A malta gosta é de criminosos… Basta eles darem uns plasmas HD (nem precisa de ser 4K) a umas sopeiras e o povo mete-os logo num pedestal, como o Valentim Loureiro fazia.

    Havia uma anedota que dizia que quando um Português foi para ao inferno viu um caldierão cheio de Franceses a tentar sair lá de dentro e vários diabretes a empurrálos para baixo com os seus tridentes afiados. Quando viu o caldeirão dos Inglêses eram ainda mais todos aos berros… Mas nenhum conseguia sair porque havia uma quantidade maior ainda de diabretes a empurrálos para dentro do óleo a ferver.
    Quando chegou ao caldeirão dos Portugueses achou que deveria ser o primeiro Português pecador porque encontrou um caldeirão vazio a ferver, à sua espera. Perguntou a Satanás onde estavam os diabretes que o impediriam de fugir?.. Satanás respondeu: “Aqui não é preciso. Quando um Português tenta fugir, os outros puxam-no pra baixo…” – assim estão os comentadores tugas que defendem os patrões privados mal pagadores, e atacam os funcionários públicos que ganham o que é digno ganhar-se num país com o nosso custo de vida. MAs isso eles não vêm nem querem ver… Cegos pela inveja!

      • Já agora peça também desculpas pela “analfabrutice” de:
        “As pessoas revêm-se na sacanice” – queria dizer reveem-se
        “caldeirão dos Inglêses” nunca antes visto “ingleses” com acento! Extraordinário
        “diabretes a empurrálos” empurrálos??!!!1 ou empurrá-los

        O seu problema é que simplifica demasiado as coisas desta vida. Refere nas últimas linhas “… e atacam os funcionários públicos que ganham o que é digno ganhar-se num país com o nosso custo de vida.” E se lhe dissesse que ganham acima do que é possível pagar-se no nosso país. E que essa pressão se traduz nos impostos sobre todos os cidadãos e empresas deste país! Pois… o mundo, e a economia em especial, é um pouco mais complicada do que o seu intelecto lhe permite apreender. Um dia… um dia… vai perceber toda a dimensão que o rodeia.

        • Eu tenho alguma dificuldade em responder a pessoas que nem nome têm. Aliás, têm mas eu escuso-me de o dizer. Em primeiro lugar, inclino-me ante Vossa Excelência numa expressão de vergonha e num pedido de clemência pelos pecados ortográficos cometidos. Da próxima vez não escrevo tão a correr e não clico em “enviar” antes de confirmar os “typos”. No entanto você mesmo a tentar corrigir-me, consegue ser um bocado burrinho porque não entende duas coisas:

          1) Eu já tinha pedido desculpa pelo “empurrálos”, mas você repete dizendo para eu pedir “também desculpas”… Pela mesma coisa.

          2) Não, não é “reveem-se” porque ao ler como eu escrevo, você deveria ser capaz de identificar que não respeito o acordo ortográfico. Como tal ficaria “revêem-se”, mas escapou-me o segundo “e”. Corrigir da forma errada ainda é pior do que errar.

          Em segundo lugar, o que a SUAS limitações mentais não lhe permitem compreender, é que se a nossa economia não desse para pagar os ordenados da função pública, então também não daria para pagar as rendas das PPPs que as nossas contribuições suportam… Mas contra isso já você não gane. Quem tem uma visão amputada da realidade económica do nosso país, é Vossa Senhoria.

          • Olhe, sabe que mais? Aprenda primeiro a escrever, algo que decididamente não sabe, embora pense que sabe; leia um pouco mais de economia e depois volte aqui à discussão, mais de acordo com o nível que se pretende para este espaço.
            Até lá poupe-nos com as suas garotices de quem não sabe nada da vida a não ser mandar umas palermices para o ar.

            Ahhh e já me esquecia… o país, como o senhor refere, cresce às custas do turismo porque este governo desceu o IVA… logo os nórdicos vieram em massa tomar o café 2 cêntimos mais barato. Mas que grande iluminado o senhor me saiu!
            Quando está mesmo a pensar editar um livro de prosa na linha deste seu raciocínio? É quando o seu amigo 44 lançar o próximo?

    • Miguel Queiroz, a observação, quase em forma de parábola, com que tenta trazer alguma luz a essa gente faz todo o sentido. Duvido é que tenha sucesso. É a gente que temos, a mesma gente que, se um dia passar a entidade patronal, procurará actuar como actuam os seus patrões, ficando-se nas tintas para quem se sujeitar a ser seu empregado.
      Quanto aos funcionários públicos, o Miguel também tenta defendê-los dizendo que «ganham o que é digno…»
      Ora eu penso que é preciso ir mais além, por isso eu acrescento: à parte os funcionários de nomeação política, a generalidade dos restantes funcionários dependentes da Administração Central, dispersos por todo o país, ganha mal. Digo mais GANHA MENOS DO QUE A GENERALIDADE DOS TRABALHADORES DO SECTOR PRIVADO, considerando as respectivas habilitações escolares e/ou académicas e os correspondentes graus de responsabilidade que assumem.

    • Esses portugueses que fala, (des) governaram-nos durante quatro anos e meio e forma mais troikas que a própria toika!

  7. Isto é mais que óbvio. É demasiado difícil despedir em Portugal. E também é demasiado difícil uma pessoa despedir-se. Ter que dar 2 meses à empresa para me despedir? Absurdo. Não deixa de ser irónico, que tanta gente gosta de dar como exemplo os países Nórdicos, mas só no que convém. Nos países Nórdicos é bem mais fácil despedir do que em Portugal. Mas isso já ninguém quer seguir, é melhor não se falar disso… Nem vou falar vou dos EUA, onde qualquer empresa despede em 15 dias, e qualquer funcionário se despede em 15 dias.

    A facilidade em despedir e despedir-se, pode parecer mau, mas tem um aspecto MUITO positivo. Torna muito mais fácil contratar. Em Portugal, é difícil despedir mas também é difícil contratar. Nos EUA, é fácil despedir mas também é fácil contratar. Menos nos países Nórdicos, mas ainda assim muito mais fácil que em Portugal. Isso dinamiza brutalmente o mercado de trabalho. Os trabalhadores sabem que podem ser despedidos a qualquer momento, mas as empresas também sabem que podem perder qualquer trabalhador a qualquer momento. Isso muda completamente a dinâmica entre trabalhador e empresa, para melhor.

    Aliás, os resultados estão à vista. Apesar de todas as protecções ao trabalhador em Portugal, comparativamente com países com muito menos protecção, há em Portugal menos emprego, menos inovação, o mercado de trabalho é muito menos dinâmico, há menos rotatividade, ganha-se muito menos, etc.

    • “mas as empresas também sabem que podem perder qualquer trabalhador a qualquer momento” – isso é muito bonito quando o patronato não anda a tentar capitalizar com o desemprego. Quando a taxa de desemprego era elevadíssima como era no tempo da PAF, é que vieram tentar liberalizar a lei do trabalho. Depois temos arquitectos e engenheiros a ganhar 600 euros por mês.

  8. Será que vocês todos ainda não entenderam que há terceira é de vez. A Alemanha tentou conquistar a Europa através da força, por duas vezes, viu que não conseguiu, aprendeu a lição, se não a conquistamos pela força, vamos conquistá-la pacificamente, explorando os povos pobres e fracos, oprimindo-os, em prol dos grandes grupos e entidades económicas. Afinal quem decide hoje o futuro da UE e da Europa, quem dirigiu todos os planos de resgate económico, duma crise financeira, e quem ganhou com isso?
    Impõem-se uma pergunta.
    Quem manda na UE?

  9. Sem dúvida um problema com efeito dominó, deveria ser de facto mais fácil despedir.
    Os empregadores não empregam precisamente pela incerteza, os custos não são o problema.
    Se for possível despedir será igualmente mais fácil conseguir emprego, o mercado de trabalho tornar-se-ia mais dinâmico e a valorização seria mútua, ganhavam todos.
    Teríamos empregados mais empenhados, com maior qualidade e empregadores mais justos, tudo mais claro, sem manobras ou manipulação.
    O maior problema são os sindicatos, algo completamente desenquadrado da actualidade, que só destrói.
    Poucos se dão conta que os sindicatos defendem em primeiro lugar a sua subsistência, os trabalhadores não estão em primeiro lugar.
    Os tempos mudam e as pessoas têm medo da mudança mas, a mudança é sempre positiva, mesmo quando tem aspectos menos positivos.

    • 100% certo. Quanto mais difícil for despedir mais difícil é contratar, e mais difícil é arranjar emprego. Especialmente nos tempos que correm. Se uma empresa de repente atravessar um período difícil, em que há pouco negócio, tem que ser capaz de ajustar rapidamente, e se necessário despedir pessoal. Se não o fizer pode mesmo falir, e em vez de alguns funcionários perderem o emprego, perdem todos!

      Só quem nunca esteve numa posição de contratação de pessoal não percebe isto. Não é incomum uma empresa querer contratar, mas não o fazer, por receio de algum negócio não se concretizar e depois não poder despedir. Isto é incrivelmente nocivo para as empresas, e em última instância para os trabalhadores. Mas como se vê pelos comentários nesta notícia, a maioria das pessoas não percebe isto.

      Por outro lado, deveria ser muito mais fácil a um trabalhador despedir-se e mudar de emprego. Ter que dar 2 meses à casa é uma barbaridade, até 1 mês é muito, 15 dias é suficiente. A consequência é que as empresas sabem que podem perder os trabalhadores a qualquer momento, e operam de maneira diferente.

      Há empresas abusadoras que vão usar a facilidade de despedir em proveito próprio? Claro que sim. Mas essas empresas acabam por ficar “marcadas”. E num mercado em que é fácil despedir, fácil contratar, e fácil despedir-se, essas empresas não têm hipótese.

    • “Se for possível despedir será igualmente mais fácil conseguir emprego”. Ora pois claro! Mas… Será que não vê o que está na frente dos seus olhos (ou não quer ver)? Essa “brilhante” ideia SÓ beneficia os patrões. Porquê? Porque os empregados passam a ser (definitivamente) bens descartáveis. Digamos que escravos modernos… Uma espécie de China ou Taiwan… Essa não pega “caro amigo”… Essas ideias têm tramado a Europa e todos os países chamados de “civilizados”.
      “Há empresas abusadoras que vão usar a facilidade de despedir em proveito próprio? Claro que sim. Mas essas empresas acabam por ficar “marcadas”. E num mercado em que é fácil despedir, fácil contratar, e fácil despedir-se, essas empresas não têm hipótese.” Marcadas!? Em que mundo vive? Essas empresas marcadas, como diz, mudam de nome e fazem o mesmo noutro lado (ou até no mesmo local). Ou não vê ou não quer ver… Ou está de acordo com a escravatura moderna!
      Numa nota (irónica) à parte: Mas que chatice esta coisa dos direitos dos trabalhadores!… Mas porque raio é que tanta gente se sacrificou (até a sua própria vida) para lutar pelos direitos dos trabalhadores sendo que são medidas que impedem o emprego? Mas que parvoíce!

      • Errado, tudo errado!
        Se uma empresa pode despedir livremente não precisa de se esconder de ninguém, perdi algum detalhe?!
        Trabalho numa multinacional e a minha dedicação é absoluta mas vejo colegas descontraídos que vão ficando porque é muito difícil despedir.
        Não despedir os maus é mau para os bons e não só.
        Em Espanha todos os anos fazem uma limpeza, é boa prática despedir os piores para manter o clima equilibrado e não contaminar os bons trabalhadores. Em Espanha podem despedir livremente, pagam o devido mas podem.
        Em Portugal não se pode despedir, apenas nos casos previstos na lei.

  10. Empregados efectivos nos dias de hoje só provocam precariedade no trabalho.
    As empresas são obrigadas a manter nos quadros empregados que por vezes lhes dão prejuízo mesmo recebendo o ordenado mínimo.
    Por vezes são os principais causadores de falências.
    Os bons empregados numa empresa por vezes não são bem remunerados, derivado ao prejuízo provocado por colegas.
    Perdem-se bons funcionários, que depois de passar a efectivos se transformam completamente.
    Não afecta o desemprego despedir e meter no lugar dos maus funcionários pessoas competentes, antes pelo contrário, há muita gente competente sem trabalho, que está a ser ocupado por pessoas incompetentes que apenas lá estão pela protecção da efectividade.
    Ao contrário do que se pensa a efectividade não beneficia os bons funcionários, porque esses todos os patrões os querem ter e não os querem deixar ir embora.

  11. É muito fácil falar dos funcionários públicos. E então quando quem fala, (mal), dos mesmos o faça porque não tem qualidade para trabalhar na F.P. A inveja, não a compreendendo, é maior de todos os males contra quem trabalha. Não vejo ninguém comentar sobre o patronato que não quer e nega sistematicamente a divisão de parte dos lucros com os seus funcionários. Será por terem medo de não poderem comprar aquela casa no Algarve ou aquele Mercedes topo de gama?

  12. Assediado por um funcionário público ? Nunca tive gosto por panelas . Se fosse uma, ainda vá que não vá, mas tinha que ser gira e boa.

  13. Esta “Europa” é incrivel… Diz que se deve lutar pelos valore e direitos dos trabalhadores/trabalho e, depois vem com esta pérola! Adora esta “União” da treta constantemente a contradizer-se…
    Esta “Europa” diz-nos: “Faça o favor de correr 100 metros em 15 segundos… Mas… a fazer o pino!… sem braços!” Estão sempre a distribuir (a quase todos os membros da “União”) Missões Impossíveis. Mas estas são mesmo impossiveis (ao contrário da série e dos filmes!)!

  14. Disto tudo é possível chegar às seguintes conclusões:
    – Sim, é preciso despedir mais facilmente para também ser mais fácil contratar.
    – O atual governo não sabe o que anda a fazer.
    – O atual crescimento económico, que os xuxalistas acham bom, é dos piores de todos os países da UE. Atrás de nós só cinco países.
    – O Miguel Queiroz tem falhado a medicação e por vezes surgem umas fases de profundo delírio.

    Tenho dito e ide todos para o carvalho que não estou para vos aturar mais

  15. As verdadeiras conclusões:
    – Para contratar mais fácilemente, é só preciso boa vontade. No dia em que só podes contratar alguém despedindo alguém, nem sequer estás a criar emprego. Que valente burrice!..
    – Se o actual governo apresenta os bons resultados que apresenta, sem saber o que está a fazer, então que continue sem saber. Já o anterior governo se sabia o que estava a fazer, então não tem desculpa pelo mal que fez ao país.
    – Atrás de nós 5 países mais o Portugal da PAF. Faz seis países.
    – O Miguel Queiroz deve ser um gajo que incomoda tanto pelo seu poder de argumentação, que até tem direito a um item só pra ele. Os outros são ignorados.

    • Boa vontade para contratar? Parece-me bem, tenho um amigo desempregado, posso enviar-lhe o currículo? Confio na sua “boa vontade” e sei que o vai manter para sempre, jamais o irá despedir!
      Presumo que a “boa vontade” é a moeda digital, uma nova cripto, com que os novos empregados vão pagar o almoço diariamente.

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