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“O Brasil não pode parar”. Bolsonaro compra campanha contra o isolamento social

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Joedson Alves / EPA

Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil

Jair Bolsonaro gastou cerca de 800 mil euros numa campanha contra o isolamento social com o mote “O Brasil Não Pode Parar”. O presidente brasileiro tem desvalorizado a pandemia de covid-19.

Face à pandemia de covid-19, o Governo brasileiro gastou 4,8 milhões de reais, o equivalente a 800 mil euros, numa campanha publicitária que defende a flexibilização do isolamento social, escreve o DN. A ideia é que apenas idosos e pessoas com historial de doenças fiquem em casa durante a quarentena.

No Brasil, há vários empresários que se mostram contra a quarentena e são a favor de abandonar a prática de isolamento social recomendada pela Organização Mundial de Saúde.

“O brasileiro quer trabalhar, isso do confinamento tem que acabar, temos que voltar às nossas rotinas. Deixem os pais, os velhinhos, os avós em casa e vamos trabalhar”, disse o chefe de Estado brasileiro. “Haverá algumas mortes, mas acontece, paciência“.

De acordo com a imprensa brasileira, o contrato foi assinado pelo secretário de comunicação da presidência, Fábio Wajngarten, que está a cumprir quarentena após ter testado positivo para o novo coronavírus. Wajngarten realça que ainda é prematuro e irresponsável falar na campanha, uma vez que ainda não está em vigor.

As contas feitas pelo portal UOL mostram que o dinheiro gasto por Bolsonaro nesta campanha daria para comprar 70 ventiladores para os hospitais brasileiros.

Entretanto, Bolsonaro continua a desvalorizar a pandemia de covid-19 e, ainda na terça-feira, disse que é apenas “uma gripezinha”. Os brasileiros “saltam em esgotos e não são contaminados com nada”, disse ainda Bolsonaro.

Até sexta-feira, o Brasil contava com 3.000 casos positivos, entre os quais 92 mortes.

  ZAP //

5 Comments

  1. “Haverá algumas mortes mas acontece, paciência”…é verdade! ….mas então que vá ele primeiro para dar o exemplo, não faz cá falta nenhuma !

  2. Esse presidente deveria ser proibido de se manifestar de forma tão irresponsável. Deveria também pagar pelos estragos que causar à nação.

  3. Dois dias após divulgar essa campanha a nível mundial, sua excelência (ele mesmo) declarou que tal campanha nunca existiu. Não é a primeira nem a segunda nem a terceira (etc.) vez que tal acontece. Ele fala uma coisa e depois afirma que nunca havia dito, ou que é intriga da imprensa. Como nossos irmãos brasileiros “não têm memória política”, prevalece a declaração mais recente.

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