Boeing admite que pode virar a parar a produção do 737 MAX

Segundo o presidente da empresa, a Boeing pode alterar os volumes de produção ou até deixar completamente de produzir aviões 737 MAX.

A Boeing colocou a hipótese de abrandar a produção ou até mesmo deixar de produzir os aviões 737 MAX, que protagonizaram dois acidentes fatais que vitimaram 338 pessoas. A empresa tem sofrida uma enorme pressão dos reguladores mundiais e a crise com o modelo já fez a Boeing perder 793 milhões de euros.

O impacto da crise que a empresa de aeronáutica atravessa refletiu-se especialmente nos dados do segundo trimestre, o mais seguido por Wall Street, com perdas de 2.942 milhões de dólares (2.640 milhões de euros), face ao lucro de 2.196 milhões de dólares registado entre abril e junho do ano passado.

“É possível que tenhamos de considerar a possibilidade de uma futura diminuição do nível [de produção] ou até outras opções, incluindo uma suspensão temporária da produção”, afirmou o presidente da Boeing, Dennis Muilenburg.

Ainda assim, segundo o Jornal Económico, o líder da empresa acredita que o avião estará de volta aos céus em outubro deste ano. “À medida que os nossos esforços para apoiar um regresso seguro do 737 MAX, continuaremos a avaliar os nossos planos de produção”, disse.

Os aviões do modelo 737 MAX estão em terra desde março, após o segundo acidente com uma aeronave da Ethiopian Airlines. Durante as investigações foram revelados erros no sistema de estabilização automática (MCAS) do avião. Além de corrigir estes erros, explica a Sputnik News, a empresa fez a atualização do programa de aprendizagem dos pilotos.

A Boeing adiantou na passada quinta-feira que a interdição de voo dos aviões teria um custo de 4.900 milhões de dólares nestes resultados e esta quarta-feira insistiu que continua empenhada em garantir o funcionamento dessa frota “com segurança”, de acordo com um comunicado de Dennis Muilenburg.

A companhia tem duas grandes subdivisões — a Boeing Comercial Airplanes, que desenvolve e constrói aviões de passageiros e a Integrated Defense Systems, que desenvolve programas espaciais e militares.

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