Bloco rejeita recurso aos privados “com dinheiro que poderia reforçar o SNS”

Giuseppe Lami / EPA

O Bloco de Esquerda rejeita recorrer à requisição civil para responder às necessidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS) durante a pandemia de covid-19.

Os bloquistas vão entregar ao Governo, esta segunda-feira, um plano para recuperar o esforço do SNS, apresentando dez medidas de reforço e investimento no setor público.

Entre as medidas propostas está a criação de uma rede específica de resposta ao coronavírus e a integração definitiva de todos os profissionais contratados de forma temporária. Além disso, o BE propõe as instituições tenham a autonomia para contratar profissionais e adquirir bens e serviços.

Em declarações ao jornal Público, o deputado bloquista Moisés Ferreira defende que a ideia de Marta Temido recorrer ao setor público “seria uma opção desastrosa”. Na sua ótica, seria “um erro dar um prémio imerecido a quem, na fase mais crítica da epidemia falhou ao país” e “uma opção política que fragilizaria o SNS”.

“Este plano de recuperação do SNS seria sempre necessário, mas pareceu-nos mais urgente quando ouvimos a ministra dar por adquirido que o Governo iria aumentar o recurso ao sector privado”, diz Moisés Ferreira. Para o deputado, recorrer ao setor privado, “que, durante toda a fase mais dura, até agora se resguardou e não contribuiu no combate à epidemia“, é “gravíssimo”.

Como tal, o Bloco sugere a criação de um novo regime remuneratório para os profissionais que vão estar envolvidos nesta atividade extraordinária de recuperação de tudo o que foi suspenso e desprogramado.

O plano do Bloco de Esquerda visa ainda aumentar o número de profissionais de saúde para que se aumente o horário de funcionamento de alguns serviços e de blocos operatório. Adicionalmente, o partido defende o reforço dos equipamentos necessários para telemedicina, a recuperação dos níveis de vacinação e vigilância e manter as linhas de apoio à saúde mental.

Numa fase em que não se sabe como a pandemia vai evoluir, a ministra da Saúde não descarta a ajuda de ninguém: “O que nos interessa em definitivo é tratar da saúde das portuguesas e dos portugueses e resolver os seus problemas de saúde, se for necessário emitir mais vales de cirurgia fá-lo-emos”.

O SNS mostrou que tem capacidade de resposta e deve ser nele que deve ser feito o investimento, para que continue à altura de todos os desafios”, reitera, por sua vez, Moisés Ferreira.

ZAP //

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