Biden assina decreto para facilitar acesso ao voto. Plano de estímulo económico é “passo gigantesco”

O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assinou um decreto para facilitar o acesso dos norte-americanos ao voto, uma medida inserida nas comemorações do 56.º aniversário do “Domingo Sangrento”, ocorrido em 1965 no Alabama.

Segundo a agência AFP, o decreto de Joe Biden vai no sentido de exigir a melhoria ou a modernização de sites federais que forneçam informações sobre eleições e votação.

Esta medida surge numa altura em que vários parlamentos locais, com maioria republicana, estão a tentar restringir o acesso à votação em resposta à derrota de Donald Trump, a 3 de novembro.

Segundo Joe Biden, “eleitos republicanos em 43 estados já introduziram mais de 250 projetos-lei para dificultar o voto dos norte-americanos.

“Hoje, no aniversário do Domingo Sangrento, assino uma ordem executiva para facilitar o recenseamento dos eleitores e melhorar o acesso à votação“, disse Biden, em declarações pré-gravadas a partir da Casa Branca.

A 7 de março de 1965, centenas de manifestantes pacíficos foram violentamente reprimidos pela polícia na cidade de Selma, no estado do Alabama, enquanto lutavam pelo direito ao voto.

Cinco meses depois, o Congresso aprovou a Lei dos Direitos de Voto e aboliu os testes e impostos exigidos para se tornar um eleitor.

“Passo gigantesco”. O plano de estímulo económico

Além disso, Joe Biden saudou a aprovação pelo Senado do pacote de estímulo financeiro de 1,9 biliões de dólares, considerando-o um “passo gigantesco” para sair da crise provocada pela pandemia.

“Hoje posso dizer que demos um passo gigantesco para cumprir a promessa que fiz aos norte-americanos de que a ajuda estava a caminho”, disse Biden aos jornalistas na Casa Branca após o Senado ter aprovado o plano de apoio financeiro à recuperação da economia, uma das prioridades da nova administração.

O Senado dos Estados Unidos da América (EUA) aprovou este sábado um plano de estímulo de 1,9 biliões de dólares (1,59 biliões de euros) para relançar a economia norte-americana, naquela que é a primeira vitória legislativa do Presidente Joe Biden.

O pacote financeiro, o terceiro aprovado nos EUA desde o início da pandemia de covid-19, há um ano, inclui novos pagamentos diretos de 1.400 dólares (1.175 euros) aos contribuintes com rendimentos inferiores a 80.000 dólares (67.150 euros) por ano, mais fundos para os governos locais e estatais, compra de vacinas e reabertura de escolas.

O plano foi aprovado após horas de debate, negociações frenéticas e uma maratona de votos, apenas pelos senadores democratas, por 50 votos contra 49.

De acordo com estimativas do chefe de Estado norte-americano, o plano “resultará na criação de cerca de seis milhões de empregos, aumentará o nosso Produto Interno Bruto (PIB) em um bilião de dólares e colocará o país em posição de ganhar a competição com o resto do mundo, porque o resto do mundo está em movimento, a China em particular”.

“Oitenta e cinco por cento das famílias americanas receberão pagamentos diretos de 1.400 dólares por pessoa”, disse Biden, prevendo que o plano permitirá “reduzir a pobreza infantil para metade”.

O Presidente norte-americano disse ainda que o plano colocará os Estados Unidos no “caminho para derrotar o vírus e dar a ajuda de que precisam às famílias que mais sofrem”.

O projeto de lei será enviado ao Congresso na próxima semana, onde se espera que a maioria democrata o aprove rapidamente para que o Presidente Biden o possa assinar até 14 de março, antes da prevista suspensão dos atuais subsídios de desemprego.

Biden instou o Congresso, que já deu o seu acordo inicial ao projeto de lei na semana passada, a votar “rapidamente” para apoiar a versão do Senado, o que completaria o processo para que o Presidente pudesse assinar a lei.

“Esta nação sofreu demasiado durante demasiado tempo”, disse Biden, sublinhando que tudo “foi concebido para aliviar o sofrimento e satisfazer as necessidades mais urgentes da nação”.

O pacote financeiro, com despesas totais previstas equivalentes a quase um décimo do tamanho de toda a economia dos Estados Unidos, é a prioridade do Presidente Joe Biden.

A votação representou um momento político crucial para Biden e para o Partido Democrata, que precisa de unanimidade partidária num Senado dividido 50-50, que lidera devido ao voto de desempate da vice-presidente Kamala Harris.

No Congresso, os democratas têm uma margem estreita de 10 votos.

O pacote enfrentou sólida oposição do Partido Republicano, que o considera um desperdício de dinheiro para os aliados liberais dos democratas.

ZAP // Lusa

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