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Bactéria zombie gera surto de antrax na Sibéria

O governo russo declarou estado de emergência depois do reaparecimento de uma bactéria adormecida há 75 anos que já provocou a morte de uma criança e infetou mais de 90 pessoas.

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A bactéria rara Bacillus anthracis, responsável pela doença infecciosa aguda conhecida por antrax, apareceu na região de Yamal-Nenets, na Sibéria Ocidental, e “nasceu” da carcaça de uma rena que morreu há mais de 70 anos, na epidemia que atacou a Sibéria em 1941.

O corpo do animal abrigou vários micróbios, que passaram sete décadas inativos devido ao frio, mas acordaram quando o cadáver começou a descongelar com a onda de calor que atingiu a Sibéria nas últimas semanas.

De acordo com as autoridades regionais, no início desta semana foram confirmados 21 casos de antrax, um número que rapidamente subiu para 90, das quais 45 são crianças.

Um menino de 12 anos que contraiu a bactéria morreu no hospital na segunda-feira.

Segundo o jornal Siberian Times, a área do surto foi isolada e toda a população – humana e animal – que saiu da região está em quarentena.

Entre os animais, até agora, morreram mais de duas mil renas devido à infecção.

Os seres humanos podem ser infetados pelo contacto com os esporos através da respiração, da ingestão de alimentos contaminados ou ao lidar com animais doentes.

O tratamento da infeção é feito com antibióticos como a penicilina e a ciprofloxacina.

Em 2001 e 2002, esporos de antrax de alta virulência foram introduzidos sob a forma de pó em envelopes enviados a várias figuras públicas nos EUA, tornando a infeção mundialmente conhecida.

Perante este cenário assustador, conta o Washigton Post, as orientações dos investigadores russos são as típicas dos apocalipses zombies da ficção: estar em alerta constante e monitorizar os cemitérios onde as vítimas da doença, que atacou a Sibéria em 1941, tenham sido enterradas.

E se tudo correr mal, nada melhor que seguir os conselhos do plano de emergência do Pentágono para o dia do Apocalipse Zombie.

BZR, ZAP

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